Boonzi: saiba como poupar 400 euros por mês

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Nos últimos anos, controlar o orçamento familiar tornou-se fundamental para muitos portugueses. “Poupar” foi o verbo mais conjugado e uma grande ajuda para este esforço foi o aparecimento de aplicações que permitiram o controlo das despesas.

O sucesso do Boonzi – uma das aplicações de finanças pessoais mais popular, permitiu que os portugueses conseguissem controlar ao pormenor para onde estava a ir o seu dinheiro. Muito mais fácil do que usar um ficheiro Excel ou uma folha de papel para controlar os gastos, o Boonzi veio dar a conhecer aos portugueses novas formas de poupar dinheiro até para as grandes despesas anuais como é o caso do seguro automóvel ou IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis). Numa entrevista a João Saleiro, um dos fundadores desta aplicação, fique a conhecer como funciona o Boonzi e como tirar partido desta aplicação para a gestão do dia-a-dia.

ComparaJá.pt: Como funciona o Boonzi?

João Saleiro: O Boonzi é uma aplicação para computador e telemóvel que permite manter o orçamento familiar sob controlo e fazer um planeamento ao cêntimo do futuro financeiro.

Toda a vida financeira – despesas e receitas em todas as contas bancárias – fica centralizada no Boonzi, sendo exibidos gráficos e relatórios que mostram exactamente o que fazemos ao dinheiro.

Mas, mais importante, o Boonzi permite que o utilizador adopte uma postura pró-activa relativamente ao seu dinheiro, ao lhe permitir fazer o planeamento do seu futuro financeiro através das ferramentas de orçamento mensal. Isto é, o Boonzi não só ajuda a construir o orçamento de cada mês futuro, como calcula a sua poupança e saldo futuros, de forma a que o utilizador saiba com precisão quanto dinheiro terá disponível no final de cada mês, ou mesmo daqui a um (ou vários) ano(s).

CJ: De que forma está o Boonzi a ajudar os portugueses a poupar dinheiro?

JS: Simples:

  1. Os gráficos e relatórios permitem detectar poupanças imediatas com muita eficácia. Ao sabermos exactamente tudo o que acontece na nossa conta, não só conseguimos fazer facilmente ajustes ao orçamento mensal, como detectamos despesas inesperadas como comissões de conta bancária, encargos com cartões e outros débitos directos que por vezes nos passam ao lado.
  2. O facto de termos toda a nossa vida financeira centralizada num único ponto permite-nos conhecer com precisão os hábitos de consumo do agregado familiar e ter uma consciência financeira mais ajustada à realidade;
  3. E, o mais importante, o facto do Boonzi nos permitir ser pró-activos e planear com antecedência os próximos meses assegura-nos que conseguimos optimizar ao máximo o orçamento mensal de forma a terminarmos os meses sempre com excedente na conta bancária.

Temos testemunhos de pessoas que pouparam mais de 3500 euros no ano 2014 só com alterações que fizeram ao seu orçamento familiar.

 

Boonzi

João Saleiro é um dos fundadores do Boonzi, um software que ajuda os portugueses a poupar desde 2013.

CJ:Existem de momento, várias aplicações que ajudam a gerir o orçamento mensal. De que forma o Boonzi se destaca face à concorrência?

JS: O Boonzi distingue-se de toda a concorrência internacional em dois pontos:

  1. A importação e auto-categorização de extractos bancários: as outras aplicações implicam registar todas as despesas uma a uma, algo que não só dá muito trabalho como é demorado. A maioria das pessoas quer gerir o seu dinheiro, mas não tem paciência para registar toda as despesas, uma a uma e ao fim de algumas semanas desistem destas aplicações. No caso do Boonzi, basta um simples copy-paste para passar centenas de transacções do extracto bancário online para o Boonzi, sendo-lhes atribuídas categorias automaticamente. Não só não escapa nenhuma transacção, como algo que normalmente ocupa algumas horas por semana é feito em poucos segundos!
  2. As outras aplicações são apenas um espelho retrovisor: mostram o passado, indicando onde foi gasto o dinheiro. Esta informação é obviamente útil para nos ajudar a tomar decisões, mas depois não temos a ajuda da aplicação para a tomada de acção. E é aí que o Boonzi faz uma diferença enorme: não só nos permite ver o passado, como permite planear o futuro, indicando onde vamos gastar o dinheiro nos próximos meses, quanto vai sobrar no final de cada um dos meses, quanto teremos na conta daqui a um, se seremos capazes de pagar o seguro do carro daqui a 6 meses, etc. Ou seja, além do espelho retrovisor, o Boonzi funciona também como um género de GPS que nos indica para onde vamos e o caminho que temos que fazer para chegar lá.

CJ: Quantos portugueses o Boonzi conseguiu ajudar a poupar dinheiro? E que quantias em média por mês?

JS: Actualmente já emitimos mais de 35.000 licenças do Boonzi a pessoas e famílias. Como não temos acesso aos dados dos utilizadores não podemos precisar o nível de poupança, mas recebemos muitos relatos e testemunhos de pessoas que pouparam entre 400 euros a 5000 euros por ano!

CJ: Quais são os erros que os portugueses mais cometem na gestão do dinheiro?

JS: Um erro típico consiste no “prefiro não saber”. Isto é, aquelas pessoas que optam por não querer saber onde gastam o seu dinheiro para não ficarem “assustadas”, ou “com peso na consciência” (expressões que ouvimos algumas vezes). Esta negação da realidade é inimiga de uma boa gestão do orçamento familiar, e leva a que muitas pessoas entrem num ciclo de “chapa-ganha, chapa-gasta” sendo muitas vezes apanhadas desprevenidas com despesas pontuais – desde o pagamento de impostos como o IMI, seguros anuais, como por vezes acidentes inesperados. Uma boa gestão do orçamento implica não só conhecermos com precisão a nossa realidade financeira e hábitos de consumo, como termos uma postura pró-activa relativamente ao nosso dinheiro planeando com antecedência quando pretendemos receber e gastar nos próximos meses, por categoria.

CJ: Quais as despesas que os portugueses mais se esquecem de inserir no orçamento mensal?

JS: Uma típica, é a despesa com vestuário. Os homens, por exemplo, têm tendência a esquecer o impacto do vestuário no orçamento mensal. Porém, aquele casamento no meio do Verão, a passagem de ano, ou aquela entrevista de emprego podem representar com facilidade mais 240 euros no orçamento anual em vestuário. Mensalmente, isto representa 20 euros a menos no orçamento mensal. Depois, temos aquelas despesas pontuais que temos tendência a esquecer, até ao momento em que surgem – como o seguro do carro, o IMI, etc – e que tipicamente são resolvidas com o subsídio de férias. Devemos preparar o orçamento mensal com estas despesas em mente, colocando todos os meses de lado o montante respectivo de forma a não sermos apanhados desprevenidos no momento em que surgirem.

CJ: Que conselhos dá a quem quer começar a construir uma poupança?

JS: 1. Não colocar a cabeça na areia e conhecer com precisão as categorias onde gasta o seu dinheiro, e com quanto fica na conta no final do mês

2. Com esta informação, tentar obter algumas poupanças imediatas detectando despesas indesejadas na sua conta bancária e tentando renegociar tudo o que sejam prestações: mensalidade da conta à ordem, anualidade de cartões, seguros, prestações com cartões de crédito, etc;

3. Pegando na mesma informação, fazer ajustes ao orçamento mensal, de forma a que este fique sempre inferior aos seus rendimentos – ou seja, resultando numa poupança mensal. Ao fazer o orçamento mensal, não devem ser desprezadas despesas futuras pontuais (seguros, impostos, etc) para não corrermos o risco de não termos dinheiro suficiente quando estas surgirem.

4. Não desistir de tentar constituir poupança. Muitas pessoas adoptam uma postura de “perdido por 100, perdido por 1000” e preferem gastar os poucos trocos que sobrariam no final do mês, em vez de os colocar de lado. Só consegue poupar 25 euros por mês? Parece pouco, mas não desista de os poupar: 25 euros todos os meses são 300 euros por ano.