O bom, o mau e o péssimo dos cartões de crédito

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Bom

Ter um cartão de crédito é uma responsabilidade que não deve ser tomada de ânimo leve e, como tal, é algo sobre a qual deve refletir e explorar bem as regras de utilização e termos e condições antes de adquirir. Parece bastante simples e conveniente (porque, de facto, o é!) sacar o cartão e pagar no momento sem quaisquer complicações.

O pior é quando chega o fim do mês e a conta do crédito não perdoa. Interpretando o valor como astronómico, deparamo-nos naquela situação que já nem nos recordávamos de ter feito determinadas compras. Pânico (!).

Utilizar o cartão de crédito de forma correta não é nenhum bicho de sete cabeças – as pessoas é que o imaginam como tal. Um cartão é muito útil quando pretendemos fazer determinados pagamentos ou levantar dinheiro a crédito (veja mais sobre cash advance aqui).

Suponhamos a seguinte situação para ilustrar o mecanismo através do qual um cartão de crédito funciona:

A Maria acabou de receber um cartão de crédito cujo plafond é de 2.500 euros. No mesmo dia decidiu fazer várias compras para a casa e gastou 1.900 em mobília, restando-lhe 600 euros no cartão. Não voltará a ter os 2.500 euros iniciais até liquidar o montante em dívida (e convém não esquecer os possíveis juros associados). Fica aqui a dica: opte sempre por saldar a sua dívida a 100% no final do mês de modo a evitar o pagamento de juros.

Existem vários tipos de cartões de crédito com regalias e benefícios distintos. Para os adeptos de viajar pelo mundo fora, consulte este artigo de forma a identificar cartões de crédito que permitam acumular milhas aéreas por cada euro que gasta, dentro ou fora do país. Existem ainda outros cartões que oferecem descontos em determinados produtos e serviços e aqueles que permitem receber de volta uma percentagem das suas compras.

Se está a pensar obter um cartão de crédito mas não domina o tema, veja abaixo algumas informações que poderão ser úteis.

O bom: pode tirar muito proveito se utilizar da forma correta

Conforme dito acima, existem cartões que oferecem milhas, pontos ou descontos com a sua utilização. Com isto, não significa que de agora em diante vá utilizar o cartão de crédito como método de pagamento exclusivo. Antes de fazer qualquer pagamento, deverá questionar se tem forma de liquidar o valor que vai gastar. Em caso de resposta positiva, resta apenas utilizá-lo de forma consciente e pagá-lo a 100% para que não pague quaisquer juros no final do mês.

Cada cartão tem um período de faturação bom, data essa a partir da qual serão calculados todos os gastos e eventuais juros.

O mau: utilizar o cartão de crédito de forma compulsiva

Possuir vários cartões de crédito e usá-los porque sim e porque sim (e em despesas banais) é algo que deve sempre evitar.

Evite, igualmente, pagar o mínimo possível – que atualmente ronda os 5% do montante total em dívida. Quanto menor é o valor que paga, maiores serão os juros a sobrecarregar e o prazo de pagamento. E até que liquide o valor bom, estará a pagar os juros.

O péssimo: não pagar a dívida do cartão de crédito

Se não conseguir pagar no primeiro mês, os juros serão exponencialmente mais elevados e daí em diante até ao fim do terceiro mês. Não se esqueça que, ao não pagar o valor ao fim deste período, o valor do incumprimento vai parar ao Banco de Portugal e, por sua vez, constar na sua declaração de responsabilidades de crédito.

Uma vez tendo o nome no Banco de Portugal (BdP), deve contactar diretamente as entidades onde tem as dívidas dos cartões de crédito para tentar renegociar o pagamento, com vista a este ser feito da forma mais célere e de forma conveniente e satisfatória para ambas as partes.

Se optar por não pagar, avisamo-lo desde já que o período mínimo do seu nome constar no BdP é entre 1 a 6 anos. Ou seja, qualquer pedido de cartão de crédito ou crédito pessoal que faça durante esse período, ser-lhe-á negado até ter liquidado o valor em incumprimento.

Acha mesmo melhor não pagar? Não faça isso! Caso as dívidas já sejam extensas, o melhor talvez seja optar por um bom crédito consolidado de forma a aliviar a sua prestação mensal (em vez de adquirir mais um cartão de crédito…).

Desta forma, pede um crédito no valor das suas dívidas, talvez um pouco mais, de liquidez adicional, para fazer face a eventuais juros e comissões de abertura do crédito. Assim, em vez de ter de pagar várias faturas a várias entidades diferentes ao final do mês, apenas terá de pagar à entidade onde contratou o crédito consolidado bom, que do resto tratarão eles!

Última nota

Reforçamos, mais uma vez, que antes de obter um cartão de crédito deve garantir que consegue cobrir os potenciais gastos com cartão e que, por sua vez, o saldo disponível seja positivo de forma a que a sua taxa de esforço nunca seja superior a 33%.

Há que ter apenas em atenção que, por vezes, naquelas condições onde constam letras muito pequeninas, pode haver alguma contrapartida, por isso tenha em atenção os termos e condições do cartão.

Caso ainda restem algumas dúvidas de qual o melhor cartão para si após este esclarecimento, leia o nosso guia de informação e as dúvidas frequentes relativas a cartões de crédito.

Adriana Inácio

Sobre Adriana Inácio

Formada em Gestão Hoteleira e especializada em Marketing Digital, a Adriana iniciou a sua carreira em hotelaria e, posteriormente, em marketing e publicidade. Explorando a temática das Finanças Pessoais associadas à Cultura e Lifestyle, das promoções aos cupões, passando pelas dicas de poupança mais criativas, a Adriana está sempre à procura de novas formas de ajudar os portugueses a otimizar a sua gestão financeira.

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