Qual o melhor crédito para comprar um carro híbrido?

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Qual o Melhor Crédito para Comprar um Carro Híbrido?
Para além de tudo o que deve saber antes de comprar um carro híbrido, é importante escolher como vai adquirir um. A aposta em soluções “verdes” impera nos dias de hoje, dias esses em que as preocupações ambientais começam a assumir um papel relevante no nosso quotidiano.

Se noutros países europeus – como a Alemanha, a Holanda e a Bélgica, por exemplo – respeitar o ambiente é obrigatório por lei (quem ainda não foi a um destes e se viu obrigado a fazer reciclagem de resíduos sob pena de ser multado?), em Portugal essa consciência vai-se adquirindo progressivamente.

Então, se sente que está na altura de se tornar “verde”, esta é a oportunidade ideal para decidir qual é o melhor crédito para comprar um carro híbrido.

Quem não gosta de ter o seu automóvel para se deslocar para o trabalho, ir buscar os filhotes à escola, tratar de assuntos tão variados como ir à Loja do Cidadão ou ao supermercado, e ainda mais para dar aquele passeio ao fim de semana ou para os aventureiros rumarem nas suas road trips de verão pelo Sudoeste Alentejano?

Se os benefícios estão em tudo isto, é claro que as desvantagens (como tudo na vida) estão no preço do Imposto Único de Circulação, do gasóleo, do seguro… Enfim, um mar de despesas e de encargos.

Carro híbrido vs elétrico

Primeiro ponto: não misturar alhos com bugalhos. Para ser cem por cento respeitador do ambiente, na realidade o que devia adquirir seria um carro elétrico: nada de combustíveis fósseis, o motor é totalmente ecológico, não havendo emissões de gases poluentes para a atmosfera nem ruídos. Já para não falar da redução de custos tanto nas manutenções como no gasóleo/gasolina e até ao nível fiscal.

No entanto, as baterias dos carros elétricos ainda não possuem uma autonomia relativamente confortável e prolongada para o utilizador, para além de que a disponibilidade de carregadores não é propriamente massiva em termos nacionais. Até haver infraestruturas que permitam adaptar o frenesim do nosso dia-a-dia à utilização de uma viatura elétrica, pode optar-se por um carro híbrido.

Mas, afinal, que tipo de automóvel é este? Tal como o próprio nome indica (“híbrido” – que ou o que tem elementos diferentes na sua composição, consoante o dicionário Priberam de Língua Portuguesa), trata-se de um veículo que combina um motor de combustão interna e um elétrico.

Portanto, alia a potência de um motor normal com a poupança de energia de um elétrico. Logo, estamos a falar de consumos mais baixos e emissões de CO2 muito mais amigas do ambiente. Todavia, o custo inicial é mais elevado. São automóveis mais caros, mas no futuro permitem poupar muito – visão de longo prazo é o que se quer! Investir mais no início para economizar posteriormente.

Em Portugal, existem alguns modelos de híbridos à venda: Toyota Prius, Honda Civic Hybrid, BMW i8, Lexus LC 500h, entre outros. Vejamos quanto custaria e quanto tempo demoraria a pagar uma viatura destas:

Como escolher o melhor financiamento?

Se para além de ser amigo do ambiente, também é simpático com a sua carteira, perceba connosco quanto vai gastar efetivamente na aquisição de um carro híbrido. Existem vários tipos de financiamento que se podem aplicar, desde o crédito automóvel, até ao leasing e ao ALD, passando também pelo crédito pessoal sem finalidade, sendo que cada um tem taxas de juro e condições diferenciadas.

No caso do crédito automóvel, este geralmente permite prazos mais alargados, mas a taxa de juro também costuma ser mais elevada, ficando o carro em nome da pessoa que o compra. Por seu turno, nos casos do leasing e do ALD (Aluguer de Longa Duração), o carro fica no nome da instituição financeira e é alugado ao consumidor mediante o pagamento de uma prestação mensal.

A grande diferença entre estes dois tipos é que no leasing a pessoa pode não ficar com a viatura para si no final do empréstimo e no ALD é-se obrigado a permanecer com a mesma através do pagamento de um montante acrescido (que é o chamado “valor residual”, que anda normalmente em torno dos 2%).

Ademais, tanto no ALD como no leasing não se paga o imposto de selo na abertura do processo (excelentes notícias para o consumidor). Como se trata de uma espécie de arrendamento do carro, estas soluções acabam por ter prestações mais baixas do que o crédito automóvel.

Relativamente ao crédito pessoal sem finalidade, é preciso ter alguma cautela, uma vez que este costuma englobar taxas de juro mais elevadas. No entanto, não obriga à contratualização de um seguro caríssimo de danos próprios e responsabilidade civil que é obrigatório para quem recorre ao ALD ou ao leasing.

Na escolha do financiamento automóvel é preciso ver caso a caso. Está a pensar mudar de carro de tempos a tempos? É para uso particular ou de empresa? Para quem gosta de trocar regularmente, talvez as soluções de locação sejam as melhores, porque, findo o período de pagamento, a instituição fica com o carro e pode adquirir-se outro.

No entanto, quem é que está disposto a pagar empréstimos atrás de empréstimos, ainda que as prestações possam não ser muito elevadas? No caso das empresas, em que o desgaste dos veículos é maior e estes começam a avariar com mais frequência, esta substituição já deve trazer algumas vantagens a considerar. Ser o dono do veículo ou não ser? Eis a questão.

Simulação

Suponhamos que vai comprar um Toyota Prius novinho em folha, que custa 34.540 euros. Se recorrer a um crédito automóvel com reserva de propriedade e der 10 mil euros de entrada, com taxa fixa, e quiser ficar a pagar durante 60 meses, estes são os valores a que fica sujeito:

  • TAEG = 9,7%
  • TAN = 7,750%
  • Mensalidade = 501,93 euros
  • Montante Total Imputado = 30.639,90 euros

Este é apenas um exemplo de uma simulação para que fique com uma ideia dos valores. Abaixo resumimos todos as etapas que deve ter em conta neste processo.

O melhor crédito para comprar um carro híbrido em 4 passos

Passo 1: escolher o carro híbrido – novo ou usado?

Será que compensa comprar um novo e estar a pagar durante uma série de anos face a um usado ainda em bom estado? O problema é que ainda não existem muitos veículos híbridos e pode ser difícil achar um em segunda mão.

Passo 2: tipo de empréstimo – com aluguer ou sem?

Mal escolha o automóvel, é preciso optar por uma forma de financiamento e escolher um seguro automóvel competitivo. Para tal, há que decidir, logo à partida, se pretende ser dono do carro híbrido desde o início ou se não faz questão disso. Se sim, então só tem a opção do crédito automóvel ou do crédito pessoal sem finalidade. Se não, tem o leasing e o ALD.

Passo 3: compare, compare, compare

Não se fique pela primeira opção que aparecer à frente. Dirija-se ao seu banco e peça simulações para ver quais as condições que dão a quem já é cliente. Tenha ainda em atenção que a maior parte dos stands tem acordos com bancos e instituições específicos e poderão conceder-lhe crédito também.

Leve as simulações que já fez consigo para ver se consegue negociar taxas de juro mais atrativas. Avalie ainda todos os custos associados ao crédito: seguros, comissões, despesas de processo.

Passo 4: pague o máximo possível de entrada

Quanto maior for a entrada que der, menos terá de pagar no empréstimo, por isso talvez seja boa ideia fazer algumas poupanças primeiro.

É claro que, antes de tudo isto, é importante perceber se se encontra em condições financeiras de assumir um encargo deste género. Aconselhamo-lo a calcular a sua taxa de esforço com base nos seus rendimentos, para que não seja apanhado na bola de neve do endividamento.

Até lá, foque-se igualmente em melhorar o orçamento mensal. Mas, acima de tudo, seja feliz com as escolhas que faz. O dinheiro de nada serve se não for para proporcionar alegria. Não fique mais perdido do que um pé esquerdo num carro automático!

Nair Dos Santos

Sobre Nair Dos Santos

Especializada em Economia Internacional, a Nair iniciou o seu percurso profissional em Marketing Institucional. Alia a sua criatividade ao universo financeiro com o objetivo de ajudar os portugueses a melhorar a sua literacia financeira e contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável.

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