
Refinanciar crédito à habitação significa pagar um empréstimo existente e substituí-lo por um novo. Existem vários motivos pelos quais os donos de casas o fazem: a oportunidade de obterem taxas de juro mais baixas, encurtar o prazo, o desejo de passar de uma taxa variável para taxa fixa (ou vice-versa) ou o desejo de consolidar dívida.
Algumas destas motivações têm, como tudo, vantagens e desvantagens. Como refinanciar um crédito à habitação pode custar uma percentagem do montante pedido inicialmente e – tal como escolher o empréstimo – requer avaliação e procurar a escritura e as taxas correntes, sendo importante saber determinar quando é a melhor altura para refinanciar o crédito.
Segurar uma taxa de juro mais baixa
Uma das melhores razões para refinanciar crédito à habitação é baixar a taxa de juro praticada no empréstimo. Regra geral, compensa o dinheiro que vai pagar caso consiga baixar significativamente a taxa de juro, ou seja, pelo menos 2%, apesar de, nalguns casos, 1% pode ser suficiente para tornar o refinanciamento um incentivo.
Reduzir a taxa de juro não vai apenas ajudá-lo a poupar dinheiro, diminuindo a prestação mensal que paga. Por exemplo, um crédito à habitação de 150 mil euros com uma taxa de juro fixa de 8% a pagar em 30 anos, se pedisse um refinanciamento de 50 mil euros com uma taxa de juro de 6%, pode gerar uma poupança total durante a vida do empréstimo de 107.920,80 euros, segundo a simulação que o ComparaJá.pt fez no site Depósito a Prazo.
Encurtar o prazo de pagamento
Quando as taxas de juro baixam, os proprietários de casas têm a oportunidade de refinanciar um empréstimo corrente por outro crédito que, sem mudar muito nas prestações mensais, fica com um prazo de pagamento mais baixo.
Para aquele crédito à habitação a 30 anos de 150 mil euros com uma taxa de juro fixa, se conseguisse o refinanciamento e baixar de oito para 5,5% a taxa de juro (claramente improvável, convenhamos), consegue encurtar a vida do empréstimo em mais de dez anos, à custa de um ligeiro aumento na prestação mensal.
Converter taxa de juro fixa em variável
As taxas de juro variáveis, geralmente indexadas à Euribor a 12 meses, têm oferecido taxas cada vez mais baixas (o que são boas notícias para quem quer comprar casa), comparativamente às taxas fixas, pelo que, se a sua modalidade corrente é fixa, talvez compense tentar negociar para ficar a pagar o crédito à habitação com uma taxa de juro variável.
Entretanto, com essas recentes descidas das Euribor, será que os bancos podem mesmo vir a pagar parte do crédito à habitação dos clientes? Descubra neste artigo.
Desse modo, se conseguir mudar para uma taxa de juro variável a baixar, os ajustes periódicos vão fazer com que as prestações da casa fiquem, consequentemente, mais baixas. Esta conversão é igualmente vantajosa para quem não tenciona viver muito tempo na mesma casa. Saiba como escolher entre uma taxa de juro fixa e variável.
Consolidar dívida
Um risco de refinanciar um crédito à habitação é que pode entrar, caso não o faça com pés e cabeça, numa bola de neve de endividamento, que pode ser acrescida caso a pessoa em questão tenha ainda dívidas de cartões de crédito ou outros empréstimos em carteira.
Se for esse o caso, considere recorrer ao crédito consolidado, uma ferramenta que diminui os gastos com as prestações dos empréstimos. Assim, ao reduzir despesas, está a aumentar o seu nível de poupança, reequilibrando o orçamento. Esta ajuda permite assim uma maior flexibilidade financeira.
Refinanciar crédito à habitação: considerações finais
Refinanciar crédito à habitação pode ser uma boa solução se de facto conseguir reduzir as prestações mensais, reduzir o tempo do empréstimo ou baixar a taxa de juro. Quando utilizado sabiamente, pode igualmente ser uma ferramenta poderosa para manter as suas dívidas “debaixo de olho”.
Porém, antes de refinanciar, tenha em consideração a sua atual situação financeira, pergunte a si mesmo: “quanto tempo tenciono ficar na mesma casa?” e “quanto dinheiro poupo se refinanciar?”.
De novo, tenha em mente que refinanciar crédito à habitação tem um custo de uma percentagem do montante contratado e leva ano até recuperar o dinheiro que potencialmente vai poupar com uma taxa de juro menor ou um prazo de pagamento mais curto.
Assim, se não planeia ficar na mesma casa por muitos mais anos, o custo de refinanciar pode ser maior do que a poupança gerada.


