Como beneficiar de taxas de juro mais atrativas?

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Taxas de Juro para Financiamento

Na contratação de um crédito, um dos primeiros fatores a ter em atenção é sempre as taxas de juro para financiamento. Afinal de contas, serão elas a determinar quanto vai acabar por pagar pelo seu empréstimo. Logo, faz todo o sentido que ao procurar o melhor crédito pessoal olhe sempre, por exemplo, para a TAN e TAEG.

Então as taxas de juro para financiamento são o preço do crédito?

Grosso modo, sim. A taxa de juro é o preço a pagar pelo empréstimo. E como todos os preços, a oscilação das taxas de juro para financiamento tem influência nas decisões a tomar pelos consumidores. Aqui podemos fazer uma comparação, a título de exemplo, com o preço da manteiga. Se o preço deste bem diminuir, haverá mais quantidade a ser comprada.

Algo semelhante se passa com o crédito. Quando as taxas de juro para financiamento descem, as empresas e famílias terão maior propensão a pedir emprestado. E têm todos os incentivos para o fazer. Afinal de contas, há-que aproveitar enquanto o crédito está mais barato.

Contudo, a redução do preço do crédito tem – para a economia em geral – um efeito mais imediato: o aumento do acesso ao crédito leva a que a economia saia estimulada. Com maior acesso ao crédito, as pessoas terão mais propensão a investir e a consumir, logo a produção aumentará.

As taxas de juro influenciam a modalidade de taxa escolhida

Para se protegerem das oscilações do mercado (ou para beneficiarem delas), quem pede crédito pode optar por uma taxa de juro fixa ou por uma taxa de juro variável. Quando se espera que as taxas de juro para financiamento estejam baixas e se mantenham baixas, os consumidores optam mais depressa por uma taxa de juro variável. Por outro lado, caso se esperem taxas de juro altas, pode ser mais vantajosa a opção por taxas de juro fixas.

Por exemplo, no crédito à habitação de taxa variável, a mesma está normalmente ligada a um indexante (a EURIBOR). A vantagem deste tipo de taxa prende-se com o facto de originar prestações mais baixas no início do contrato. Mas tenha em atenção que, se o indexante subir, a sua prestação sobe também. Já a taxa fixa garante uma certeza maior na prestação a pagar, mas por outro lado leva a que não usufrua de uma descida das taxas de juro indexantes.

Não há nada que possa fazer para influenciar a minha taxa de juro?

Há muito que pode fazer para conseguir taxas de juro mais reduzidas. Algumas instituições financeiras permitem que, ao apresentar garantias como colaterais (ações, obrigações ou outros), se reduza a TAN paga pelo cliente. Deste modo, se por alguma razão não conseguir pagar o empréstimo, o banco fica-lhe com o bem dado como garantia. Assim, e como o risco de perdas para o banco é menor, a sua taxa de juro também se torna menor.

Também pode beneficiar de taxas de juro mais atrativas, se contratar produtos junto a bancos em que já seja cliente. Muitas vezes, as instituições financeiras oferecem condições promocionais a quem já tiver conta no banco.

Finalmente, é muito importante ter em atenção o seu historial de crédito. Os bancos tem maior propensão a ceder boas condições a quem tem um passado de “bom pagador”. Portanto, quanto melhor o seu “percurso” financeiro mais provável é ter acesso a condições de crédito mais favoráveis. Além disto, também podem contar a idade (ser demasiado novo não ajuda), a estabilidade financeira (os bancos querem assegurar-se que tem e vai ter rendimentos para pagar o empréstimo) e o facto de ter ou não habitação própria.

Agora, nada melhor do que ter acesso às ofertas de toda a concorrência para saber que tipo de crédito oferece as taxas de juro mais atrativas. Tome o seu tempo, simule o crédito a pedir, e escolha a melhor opção para si.

Henrique Figueiredo

Sobre Henrique Figueiredo

Formado em Ciências da Comunicação e especializado em Ciência Política, o Henrique iniciou a sua carreira em jornalismo, tendo depois estado envolvido em diferentes projetos nas áreas de Comunicação e e-Commerce. Acredita que na poupança está o ganho e, nesse sentido, quer apoiar os portugueses na rentabilização das suas decisões financeiras.

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