Reduzir dívidas pessoais: um conto de créditos

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Reduzir Dívidas Pessoais: Um Conto de Créditos
Contrariamente ao que é muitas vezes apregoado, o crédito não é nenhum bicho de sete cabeças que enterra as famílias em dívidas pessoais. Quando aplicado de forma consciente e através de instituições financeiras credíveis, permite adquirir bens e serviços que, de outra forma, não seria possível, contribuindo não apenas para fazer crescer a economia (porque gera um aumento do consumo), mas igualmente para a felicidade dos indivíduos.

Bem-vindo à história da família Pereira, um conto de créditos sobre quem errou, corrigiu e venceu, conseguindo reduzir as suas dívidas pessoais.

A verdade por detrás da (ir)responsabilidade

A família Pereira é constituída, em primeiro lugar, por um simpático casal de ex-emigrantes, a Elvira e o Manuel, que voltaram de França no final dos anos 80, com um pé-de-meia generoso e, por isso, conseguiram orientar bem a vida em Portugal. Não são ricos, mas fazem parte de uma classe média outrora capaz de viver bem melhor do que a geração anterior.

Os anos passaram e tiveram duas filhas, a Diana e a Júlia, que agora já são crescidas e cujas despesas avultam em torno da faculdade, carta de condução e afins. Não querendo arruinar os seus custosos anos de poupanças, o casal Pereira acabou por pedir crédito para diversas coisas que foram sendo necessárias.

Só que nem tudo são rosas: solicitar financiamento é adquirir um serviço e, tal como qualquer bem que se compra, há que pagar por ele. O pagamento de um crédito é realizado através dos juros – estes são o preço a pagar a quem disponibiliza um montante elevado para outrem e deseja reaver o dinheiro.

Chegou a um ponto em que esta família tinha dívidas pessoais a mais e aquilo que era a sua felicidade passou a ser um problema. Vejamos o que aconteceu.

No país das autoestradas, um carro é sempre necessário

Embora a Elvira e o Manuel não tivessem possibilidades de ter um grande carro, como não vivem propriamente dentro da cidade e os acessos à mesma não são os mais favoráveis a partir de Vila Franca de Xira, precisam sempre de um veículo para as deslocações e tarefas diárias (irem para o trabalho, deixarem as meninas na escola…).

Desde que o seu Opel Vectra avariou, e sendo que o custo da reparação era muito elevado, acabaram por ter de comprar outro automóvel mais modesto, um Renault Clio 1.5 dCi novo, mas cujo valor de 17.500 euros ainda requereu um pedido de crédito automóvel.

Para um prazo de 5 anos (60 meses) com uma TAEG de 9.93%, tratava-se de uma prestação de 804 euros por mês. Parece muito, certo? Nada de grave, porque a taxa de esforço dos Pereira permitia-lhes perfeitamente suportarem este valor.

Até aqui, tudo certo.

Quando chega a entrada para a faculdade, a carteira até treme

A Júlia, a filha mais velha do casal, sempre foi aluna de mérito na escola e, como tal, conseguiu entrar na faculdade de Medicina, como tanto desejava… mas não em Lisboa, no Porto. Este facto representou custos acrescidos para a família Pereira, uma vez que, para além do valor anual das propinas, esta estudante fantástica teve de mudar-se para um quarto partilhado no Norte do país.

Continuando a não querer mexer na sua conta poupança, a família Pereira teve de solicitar um crédito especializado para formação, tanto para o valor das propinas, como para todos os materiais que o curso de Medicina requer e que não são propriamente baratos.

Para pagar os cinco anos de licenciatura da Júlia (o que perfaz 60 meses), o casal solicitou um crédito pessoal especializado de 6 mil euros, o que, a uma TAEG de 4.30%, deu uma prestação mensal de 111 euros. Um valor aceitável para pagar todos os meses, mas que, a acrescer à prestação do automóvel, já pesa um pouco no orçamento familiar.

Cada vez que se vai ao supermercado, nem pode olhar para o recibo!

Sendo um agregado familiar de quatro pessoas, as compras no supermercado ainda ficam caras todos os meses (com detergentes e carne, nem se fala!) – muitas vezes chegam mesmo aos 200 euros. Por isso, na maior parte das vezes e nas alturas em que há emergências ou surgem outras despesas mais elevadas, a família Pereira acaba por pagar com o cartão de crédito.

Faseiam o pagamento de 200 euros por cinco meses, pagando 50 euros mensais ao longo de quatro meses e liquidando os juros no último mês. Para um cartão de crédito com uma TAEG de 18%, pagam 4,68 euros de juros, ficando com uma despesa total de 204,68 euros.

E é mais um gasto que se acumula neste orçamento familiar que está a ficar sobrecarregado de dívidas pessoais.

Todos temos direito a realizar os nossos sonhos

Trabalhar de solo a solo é crucial para alcançar objetivos financeiros, mas de que serve o dinheiro se não for também para nos proporcionar momentos inesquecíveis? Como todas as pessoas, a Elvira e o Manuel – esses pais dedicados cujo trabalho árduo lhes permitiu saírem do ciclo de pobreza das gerações anteriores da sua família – já sonhavam, desde os tempos em que eram emigrantes em Paris, fazer um cruzeiro pelas Caraíbas.

Pois, é isso mesmo que está a pensar… Esta não é uma viagem barata: 3.500 euros só para o valor do cruzeiro para toda a família, mais 800 euros de avião por cada um para irem até aos Estados Unidos da América apanhar este cruzeiro, que não parte de Lisboa.

Portanto, 6.700 euros no total implicaram um crédito pessoal para pagar esta maravilhosa viagem de sonho por terras paradisíacas. Como a Elvira e o Manuel acharam (e bem) que não deviam estar a pagar esta viagem por muito tempo (não faz sentido andar três ou quatro anos a liquidar a dívida de umas férias depois destas já terem passado), solicitaram um empréstimo por 2 anos (24 meses) que, com uma TAEG de 10.43%, perfez uma prestação de 309 euros a reembolsar todos os meses.

Atenção: peso máximo do orçamento atingido!

Agora, sim, entramos no alerta vermelho das dívidas pessoais… Quantas prestações tem afinal esta família a partir do momento em que pediu férias? Ora com os 804 euros do carro mais 111 euros da faculdade da filha mais velha, a acrescer as compras com o cartão no valor de 204,68 euros e ainda com 309 euros da viagem em cima, trata-se de uma prestação mensal de 1.428,68 euros.

Sendo que a Elvira ganha pouco mais de 800 euros na farmácia onde trabalha e o Manuel é quem tem uma microempresa de táxis e acaba por conseguir ganhar mais por fazer dois turnos e ainda trabalhar aos fins de semana, trata-se de um esforço elevado para uma família de quatro membros, sendo que dois são ainda dependentes.

Azar dos azares, um dos táxis do Manuel avariou. Tratando-se do ganha-pão principal dos Pereira, teve de ser logo arranjado, pois é um negócio que não pode dar-se ao luxo de ter um carro parado durante um mês numa oficina. Agora sim, tiveram de recorrer às poupanças, pois pedir mais crédito era impossível…

Os imprevistos acontecem e há que contar com eles. Esticar a corda ao máximo nunca é seguro, pois nunca se sabe o dia de amanhã.

Dívidas pessoais: há resolução à vista no horizonte?

Como é que vão resolver isto? Para grandes males, grandes remédios. É ponto assente que a família Pereira se encontra a rebolar na bola de neve do endividamento, tendo chegado a um ponto em que a resolução do problema já só tem um único caminho: vão ter de arranjar maneira de diminuir estas dívidas pessoais rapidamente.

Para além de precisarem de cortar em tudo o que é supérfluo (a Diana é uma apaixonada por moda e teve de parar de comprar roupa, até porque já tem mais do que suficiente), tiveram de atacar o mal pela raiz, ou seja, pelo financiamento.

A única solução financeira que existe para a resolução deste problema é o recurso ao crédito consolidado. Este consiste na agregação de todos as dívidas de créditos numa só, baixando a prestação mensal e permitindo, a quem o realiza, obter um alívio financeiro e uma folga orçamental significativa.

Façamos as contas. Se a família Pereira quiser juntar todos os créditos que tem (17.500 euros do carro, 6 mil euros da faculdade da Júlia, 204,68 euros do cartão de crédito e 6.700 euros da viagem), que perfazem um total de 30.404,68 euros, e fizer um crédito consolidado para 6 anos (72 meses), consegue baixar a prestação mensal até 60%, passando dos iniciais 1.428 euros para 576 euros.

Para quem se encontra numa situação complicada, trata-se de uma redução que retira muitos constrangimentos. Permite recuperar o fôlego e pode salvar muitas situações de sobre-endividamento. O que acontece ao certo no crédito consolidado é que a instituição onde o mesmo é feito compra as suas dívidas e paga tudo o que deve, sendo que, a partir desse momento, o devedor fica apenas com um credor.

A família Pereira acedeu ao ComparaJá.pt e comparou todas as soluções de crédito consolidado do mercado, tendo escolhido a que melhor se adequava às suas necessidades:

O ideal seria que ninguém precisasse de recorrer a esta solução para resolver os seus problemas financeiros: era sinal de que estaria no perfeito controlo das suas dívidas (que foi o que não aconteceu neste conto de créditos), mas uma vez em sarilhos, é a melhor solução possível.

Ser consciente na hora de se endividar é meio caminho andado para as suas dívidas  pessoais contribuírem, de facto, para ter uma vida melhor e não para ter um bicho-papão na sua conta bancária.

A família Pereira pode ter visto a sua vida virada do avesso, mas conseguiu dar a volta e adquiriu hábitos de poupança valiosos ao aprender com aqueles erros que não se irão repetir. Nas palavras do filósofo espanhol José Ortega y Gasset, o importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos

Um conto de créditos, mas (muito mais) um conto de aprendizagem para reduzir dívidas pessoais.

Nair Dos Santos

Sobre Nair Dos Santos

Especializada em Economia Internacional, a Nair iniciou o seu percurso profissional em Marketing Institucional. Alia a sua criatividade ao universo financeiro com o objetivo de ajudar os portugueses a melhorar a sua literacia financeira e contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável.

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