3 Soluções para ter um plano de saúde gratuito

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A Conta Satélite da Saúde do Instituto Nacional de Estatística (INE) referente a 2016 aponta que, em 2015, a despesa corrente em saúde aumentou 2% face ao ano anterior e, dentro desta, a despesa privada aumentou 2,6%. Este valor foi superior ao da despesa pública, que se fixou em 1,6%. Os números não mentem: as famílias portuguesas estão a gastar mais em hospitais e clínicas privados. Porém, recorrer a estes estabelecimentos sem um seguro ou plano de saúde pode representar centenas de euros de despesas a mais por ano. Conheça três formas de ter um plano de saúde gratuito.

A saúde é uma área crucial da vida humana – costuma dizer-se que não tem preço. Porém, quando toca a ter os melhores e mais rápidos cuidados de saúde, a recorrência a clínicas e hospitais privados pode tornar-se inevitável. Consoante a Associação Portuguesa de Seguradores, em 2014, 20% dos portugueses já beneficiava de um seguro de saúde.

Seguros de saúde versus planos de saúde: entenda a diferença

Um seguro de saúde afigura-se como um contrato entre o consumidor e uma companhia de seguros para a prestação de um conjunto de cuidados médicos que estão cobertos (portanto, comparticipados parcialmente ou mesmo na totalidade) pelo valor que o primeiro pagará de prémio (este pagamento pode ser anual, semestral, trimestral ou mensal).

Enquanto que num seguro de saúde, normalmente o utente paga as suas despesas e a companhia de seguros reembolsa-o posteriormente, tal não se verifica no caso do plano de saúde, o qual engloba uma estimativa de custos para o consumidor, que pagará sempre um valor fixo. Embora também seja possível ter um seguro de saúde com este sistema, o mesmo não é obrigatório. Todavia, no plano de saúde, ao contrário do seguro, o segurado não tem oportunidade de escolher os hospitais e médicos que pretende.

O que oferece o mercado para planos de saúde gratuitos?

Uma forma cómoda e eficiente de ter um plano de saúde gratuito reside na sua inclusão nos cartões de crédito. À partida, todos necessitamos de um cartão de crédito: é um meio de pagamento obrigatório para a maior parte das compras realizadas online e é indispensável para realizar compras em que a capacidade financeira do consumidor só permita pagar em prestações.

Consequentemente, porque não juntar o útil ao agradável? Não obstante a oferta do mercado não abundar, existem três soluções que permitem ao consumidor dispor de um plano de saúde gratuito através do seu cartão de crédito:

Cartões com plano de saúde incluído
Condições para dispensar a anuidade Período de carência Consultas incluídas Cirurgias incluídas Parto Médico ao domicílio (24 horas/dia)
Cartão Montepio Saúde Ser associado do Montepio Medicina geral e familiar (consultas gratuitas)
Cartão Universo (Plano de Saúde Well’s) 50€/mês em compras com Cartão Continente, nas lojas Continente ou Well’s, nos últimos 6 meses Clínica Geral e de Especialidade, Medicina Dentária, Exames e Análises, Consultas de Urgência, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição Pequenas cirurgias
Cartão Cofidis Não tem anuidade Não referido Clínica geral: desconto até 30%.
Especialidade: desconto até 50%.
Exames médicos: desconto até 35%.
Internamento: desconto até 15%.

No caso do cartão Montepio Saúde, o facto de este não ter um período de carência significa que o consumidor poderá utilizar as coberturas incluídas no cartão assim que o receber. Embora permita realizar algumas consultas de medicina geral e familiar de forma gratuita, não inclui parto nem pequenas cirurgias sem custos (estando estes sujeitos aos preços de referência da Rede Montepio Saúde).

Já no que diz respeito ao Cartão Universo – cujo plano de saúde gratuito resulta de uma parceria com a Well’s – uma das maiores vantagens deste produto reside no facto de se poder pagar as despesas médicas que não estiverem totalmente cobertas pelo plano de saúde em prestações de três, seis ou 12 meses sem juros.

O Cartão Universo não possui qualquer custo de adesão ou anuidade, mas quem quiser usufruir do plano de saúde Well’s terá de realizar, mensalmente, 50 euros em compras com Cartão Continente, tanto nos supermercados Continente como na Well’s (portanto, 300 euros a cada semestre).

Por último, o cartão de crédito Cofidis, na sua versão normal, já inclui um plano de saúde gratuito, mas, se o consumidor desejar, por apenas mais um euro por mês poderá alargar a utilização desse seguro a toda a família e ainda incluir uma cobertura dentária.

Cabe salientar também que as três soluções apresentadas englobam o envio de médico ao domicílio 24 horas por dia e sete dias por semana.

O plano de saúde gratuito funciona no estrangeiro?

Se no território nacional estes planos de saúde gratuitos incluídos nos cartões de crédito podem ser uma mais-valia, já quando se vai para fora do país, dentro de algum dos 28 Estados-membros da União Europeia ou para Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, o melhor é fazer o Cartão Europeu de Seguro de Doença, que permite aceder a prestadores de cuidados públicos e assistência médica em qualquer um destes Estados. Porém, este cartão não se aplica a hospitais ou clínicas privados.

Já para quem for para fora de algum destes espaços, a melhor opção para ficar descansado é contratar um seguro de viagem. Note que muitos cartões de crédito já incluem seguros de viagem, bastando que se pague a viagem integralmente com o cartão para se poder aceder aos mesmos.

Embora em Portugal exista o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e um em cada cinco portugueses já possua um seguro de saúde, os gastos nesta área podem sair muito dispendiosos, especialmente para utentes que adoeçam frequentemente ou até quando surgem situações inesperadas (de emergência) que obrigam a cirurgias. Neste sentido, ter um plano de saúde gratuito é uma das soluções mais cómodas para se conseguir fazer face a este tipo de ocorrências facilmente.

Nair Dos Santos

Sobre Nair Dos Santos

Especializada em Economia Internacional, a Nair iniciou o seu percurso profissional em Marketing Institucional. Alia a sua criatividade ao universo financeiro com o objetivo de ajudar os portugueses a melhorar a sua literacia financeira e contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável.

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