Com as novas medidas públicas para a habitação, a evolução das taxas de juro e os sinais mistos vindos da economia europeia, 2026 começará com muitas expectativas — e também alguma incerteza. Perceber como está o mercado imobiliário agora e o que pode acontecer nos próximos meses é essencial para tomar decisões informadas.
Como está o mercado imobiliário em 2025?
O mercado imobiliário em 2025 mantém-se resiliente, mas já não tão acelerado como nos anos anteriores. Os preços continuam elevados, sobretudo nos grandes centros urbanos, mas começam a surgir sinais de abrandamento no ritmo de crescimento.
Lisboa, Porto e algumas zonas do Algarve continuam a concentrar grande parte da procura, embora o interesse por áreas periféricas e cidades médias esteja a aumentar. Este movimento tem sido impulsionado por preços mais acessíveis fora dos grandes centros e por uma maior flexibilidade no trabalho remoto.
Do ponto de vista de um especialista imobiliário, o mercado em 2026 está a ser moldado por vários fatores-chave:
Taxas de juro elevadas mas ainda estáveis — Apesar de não estarem nos picos de anos anteriores, continuam a condicionar o acesso ao crédito habitação.
Procura estruturalmente elevada — A necessidade de habitação mantém-se superior à oferta disponível, sobretudo em segmentos acessíveis.
Oferta limitada de construção nova — A construção avança, mas não ao ritmo necessário para equilibrar o mercado.
Investimento estrangeiro mais seletivo — Continua presente, mas com maior foco em imóveis de qualidade e rendimento estável.
Quando vão descer os preços das casas?
A grande questão mantém-se: vai haver uma descida dos preços em 2026?
A resposta curta é: não de forma generalizada.
Os especialistas apontam para um cenário de estabilização, com crescimentos mais contidos e, em alguns casos, correções pontuais. Uma descida significativa só deverá acontecer se vários fatores se alinharem ao mesmo tempo.
Os principais elementos a acompanhar são:
Execução das políticas públicas habitacionais — Mais importante do que anúncios é a velocidade de implementação.
Aumento efetivo da oferta — Projetos de construção pública e incentivos à reabilitação podem ajudar a equilibrar o mercado.
Evolução das taxas de juro — Uma descida progressiva pode aumentar a procura e, paradoxalmente, voltar a pressionar os preços.
Por enquanto, é improvável que haja uma descida expressiva em 2026, mas prevê-se que haja estabilidade nos grandes centros, maior negociação na venda de imóveis e ajustes ligeiros em zonas com excesso de oferta ou menor procura.
Como saber o preço justo de uma casa?
Determinar o preço justo de uma casa envolve considerar vários fatores. Em 2026, saber se um imóvel está bem avaliado exige ainda mais atenção. Com um mercado menos acelerado, há mais margem para negociar — mas também mais risco de pagar acima do valor real.
É importante olhar para o preço médio por metro quadrado na área desejada, as condições do imóvel, e compará-lo com imóveis similares na mesma região. Ferramentas online e plataformas imobiliárias podem ajudar bastante nesta análise.
Para garantir que estás a fazer um bom negócio, segue estas dicas:
Consulta plataformas de comparação de preços — Através de sites como o Idealista ou Imovirtual, podes analisar qual o preço médio de um imóvel com determinadas características numa determinada área.
Considera a localização e as infraestruturas — Proximidade de escolas, transportes públicos e outras comodidades pode influenciar o preço.
Atenção às condições do imóvel — Casas recentemente renovadas ou em bom estado tendem a ter um valor superior.
Perspetivas para 2026
Então, o preço das casas vai baixar em 2026? A resposta mais honesta é: não de forma generalizada, mas o mercado está diferente.
Espera-se que o crescimento acelerado tenha ficado para trás. Em 2026, o mercado imobiliário português entra numa fase de maior maturidade, com preços mais estáveis, maior poder de negociação e decisões cada vez mais racionais por parte dos compradores.
Para quem procura casa, o foco deve estar menos em “esperar que baixe” e mais em:
analisar bem o orçamento;
comparar opções de crédito;
identificar oportunidades reais.
Num mercado exigente, informação continua a ser a melhor ferramenta para não pagar mais do que o necessário.
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