7 Regras de ouro de investimento para iniciantes

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Quer começar a investir mas não faz ideia por onde começar? Muitos novos investidores cometem erros de forma frequente devido à sua inexperiência e falta de conhecimento, acabando por perder dinheiro. Mas não se preocupe, neste artigo destacamos 7 regras de ouro de investimento para iniciantes, de modo a que possa fazê-lo de maneira informada e convicta daquilo que está a fazer, evitando alguns erros básicos.

1. Não Acredite em Tudo o Que Lê

Os jornais podem apenas publicar relatórios após os preços de mercado subirem ou descerem. Se pretende ganhar dinheiro com o seu investimento, precisa de agir antes que o mercado fique quente, visto que o preço das ações vai provavelmente atingir um pico dada a grande publicidade e alarido à volta desse investimento. Lembre-se: não deve, em momento algum, investir às cegas ou poderá acabar por pagar preços proibitivos. Não existe garantia que os preços irão continuar a subir e poderá ter que vender a preços bastante inferiores aos que comprou.

2. Suba o Objetivo de Retorno

Um crescimento no valor não implica necessariamente um investimento de sucesso, pois uma elevada taxa de inflação iria compensar o crescimento do mesmo. Se o retorno do investimento for inferior à taxa de inflação (a taxa de inflação em Portugal no mês de novembro de 2015 foi de 0,62%) ainda assim estaria a perder dinheiro. Pode optar por fundos mútuos, assim como cláusulas em seguros, de modo a que consiga acompanhar a inflação e obter um retorno de investimento mais elevado.

3. Distribua o Risco

Seria melhor para si fazer o investimento numa variedade de setores e empresas, como é o caso de uma empresa de saúde, uma transportadora ou  uma imobiliária. Com baixa correlação entre estes setores, pode diversificar de forma efetiva os riscos de investimento. Como é muito pouco provável que todos os seus investimentos corram mal ao mesmo tempo, uma baixa num setor não irá afetar negativamente o desempenho do seu portfólio. Para ter um portfólio diversificado, pode optar por investir num fundo de índice ou contratar um conselheiro financeiro com o intuito de construir um portfólio com uma maior variedade de investimentos, tendo riscos menores.

4. Não Invista em Entidades Que Não Conhece

Não deve investir em indústrias ou empresas que não conhece devidamente. Evite investir em empresas sobre as quais não tem a mínima noção acerca da respetiva operação e área de negócio. No mesmo sentido, se não conhece bem o seu mercado e respetivos produtos e matérias-primas, é provável que ache difícil de entender que a queda dos preços do petróleo poderá trazer impactos nas finanças e empresas de minas de carvão, por exemplo.

É impossível adotar uma estratégia de investimento de forma passiva com as frequentes flutuações nos mercados. Também não poderá tomar decisões no tempo apropriado se não estiver devidamente informado da situação atual do mercado.

Para além disso, a incapacidade em compreender o investimento pode gerar sérios problemas no seu plano financeiro. Por exemplo, se entender a garantia e não garantia dos retornos do seguro-capital, as probabilidades ditam que poderá ganhar menos do que aquilo que inicialmente investiu.

5. Estabilize Primeiro as Suas Dívidas

Caso tenha acumulado enormes dívidas no seu cartão de crédito ou se tenha pedido um empréstimo com uma taxa de juro muito elevada, deve ver-se livre de todas as dívidas antes de investir. Até pode achar que consegue pagar as dívidas com os ganhos gerados pelo seu investimento, mas as hipóteses são mínimas, visto que é incrivelmente difícil para a maioria dos novos investidores obter retornos de pelos menos 9%.

Para além de que, com os juros elevados dos cartões de crédito, pode ficar surpreendido com o custo dos juros antes de ganhar o suficiente para cobrir as dívidas. Pode tentar aderir a uma solução de crédito consolidado, com o qual pode juntar todas as dívidas dos cartões de crédito em apenas um empréstimo, reduzindo as despesas dos juros.

6. Invista e Poupe ao Mesmo Tempo

Caso seja necessário, não é fácil retirar dinheiro de um fundo mútuo ou depósito estruturado de um momento para o outro, uma vez que terá, provavelmente, uma perda substantiva (ainda que consiga retirar essa quantia).

É prudente, por isso, juntar algumas poupanças para um dia menos bom. Bens ilíquidos, como relógios de luxo e joalharia não devem ser considerados na sua poupança, pois são difíceis de vender imediatamente em tempos de emergência.

Portanto, seria melhor se conseguisse ter, simultaneamente, poupanças e um fundo de investimento. Se não tem dinheiro suficiente para criar e manter estes dois tipos de fundos, tente ao menos juntar 6 meses do salário que aufere, antes de iniciar qualquer investimento.

7. Estabeleça um Período de Tomada de Decisão de 2 Semanas

Dê um passo atrás caso tenha uma grande perda num investimento. Muitas pessoas não conseguem manter-se calmas e tendem a dobrar o seu investimento de forma a recuperar aquilo que perderam. Isto não é apenas comum para novos investidores, sendo igualmente verdade para traders experientes e gestores de fundos. Entram em pânico e costumam agarrar qualquer oportunidade de recuperar aquilo que perderam.

É por isso que aconselhamos a dar um passo atrás, pensar bem e contrapor prós e contras antes de tomar qualquer decisão. Reveja o seu portfólio e pense bem antes de tomar a próxima decisão.

Adriana Inácio

Sobre Adriana Inácio

Formada em Gestão Hoteleira e especializada em Marketing Digital, a Adriana iniciou a sua carreira em hotelaria e, posteriormente, em marketing e publicidade. Explorando a temática das Finanças Pessoais associadas à Cultura e Lifestyle, das promoções aos cupões, passando pelas dicas de poupança mais criativas, a Adriana está sempre à procura de novas formas de ajudar os portugueses a otimizar a sua gestão financeira.