Regresso às aulas 2019: como fazer face às despesas?

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Chegado o final de agosto e o início de setembro, os pais portugueses já só pensam num assunto: o regresso às aulas 2019. A compra dos manuais escolares, a escolha de todos os materiais necessários, os uniformes e equipamentos para desportos, as mochilas e lancheiras… Tantas coisas para adquirir, mas qual será a melhor forma de pagar todas estas despesas?

Antes de pensar no regresso às aulas 2019, que, tal como os anteriores, lhe traz dores de cabeça e correrias por centros comerciais, saiba que existem diversas formas de poupar no regresso às aulas. Neste início de ano letivo, não deixe que os nervos se apoderem de si e prepare tudo antecipadamente.

Segundo o mais recente estudo sobre as intenções de compra dos portugueses no regresso às aulas, de 2018, do Observador Cetelem, no ano passado os gastos médios previstos para estas despesas rondaram os 487 euros, o que representou um aumento de 22% face a 2017.

Dos inquiridos, sabe-se que, em 2018, pelo menos 35% tencionavam utilizar o cartão de crédito para fazer face a estas despesas. Mas porquê este método de pagamento?

Como usar o cartão de crédito no regresso às aulas 2019?

O cartão de crédito não serve só para pagar as despesas lá de casa nem as compras do mês. Esta forma de pagamento permite ter mais vantagens do que imagina.

Consoante o tipo de cartão que se tem, os benefícios variam. Os cartões de crédito com descontos, por exemplo, permitem obter reduções de preços em diversos parceiros que podem incluir papelarias para comprar os materiais escolares.

Também os cartões de crédito com cashback permitem poupanças no que diz respeito ao regresso às aulas 2019. Pode adquirir todo o material escolar com um cartão deste género e reaver uma percentagem desse valor, que pode chegar aos 3%. Se gastar cerca de 400 euros, consegue obter de volta 12 euros.

 

Para além dos benefícios já assinalados – que variam conforme o tipo de cartão que se tem -, é importante mencionar que alguns cartões de crédito ainda possuem uma funcionalidade de pagamentos fracionados sem juros, que permite dividir o pagamento das compras em determinadas prestações sem quaisquer custos adicionais (portanto, sem uma TAEG associada).

Apesar de esta ainda não ser uma funcionalidade presente na maioria destes produtos, na tabela abaixo reunimos quatro cartões no mercado que oferecem esta opção ao consumidor:

Cartões de crédito com fracionamento sem juros
Cartão Anuidade TAEG Fracionamento
Valor (€) Prazo (meses)
Mínimo Máximo Mínimo Máximo
SONAE
Cartão Universo(1)
Não tem 16,1% 300€ 5.000€ 3 12
UNIBANCO
Cartão Atitude
Não tem 16,1% 300€ n.d. Unicamente até três vezes
UNIBANCO
Cartão Clássico(2)
Não tem 16,1% 300€ n.d. Unicamente até três vezes
Cartão de Crédito FNAC Não tem 16,1% 75€ n.d. Unicamente até três vezes
  • Dados recolhidos a 20 de agosto de 2019.
  • (1) O fracionamento de compras sem juros é possível apenas para uma rede de parceiros definida.
  • (2) O fracionamento de compras sem juros até três vezes só é possível aderindo-se ao cartão complementar TR3S.
  • (3) O fracionamento de compras com este cartão é exclusivo para as lojas FNAC.
  • n.d. = Não disponível

Uma vez que o regresso às aulas acaba sempre por ser uma altura em que é necessário efetuar gastos mais avultados (e ainda por cima logo após as férias de verão), recorrer a uma modalidade de fracionamento sem juros pode ser uma solução para aliviar o peso destas despesas no orçamento familiar.

Investir na educação dos filhos

Tem filhos que pretendem estudar no ensino privado? Se gostaria de fazer um investimento na educação do seu filho, considere obter um financiamento para pagar a totalidade. Vejamos um exemplo, considerando um empréstimo formação para os três anos do ensino secundário.

Imagine que gostaria que o seu filho fizesse o ensino secundário no Colégio St. Peter’s School em Palmela. Este custa cerca de 6.300 euros por ano e, com despesas gerais com materiais escolares, o valor da educação anual poderá rondar os 6.700 euros.

Embora seja mais comum pagar mensalmente, considere fazê-lo anualmente, pois normalmente existem descontos no montante total a pagar que variam entre os 5% e os 10%. Não lhe sendo possível financiar um ano letivo de uma só vez, poderá solicitar um crédito formação para o efeito.

Ao obter um financiamento por ano, no valor de 6 mil euros (com desconto do colégio incluído), poderá ir pagando durante cinco anos. No primeiro ano irá liquidar apenas uma prestação ao banco. No segundo ano irá pagar duas e no terceiro ano paga três prestações (uma por crédito solicitado). O terceiro ano é o mais difícil financeiramente, pois o cliente terá de reembolsar três prestações. Mas no quarto e quinto anos, as prestações vão diminuindo progressivamente.

Plano de pagamentos de um crédito formação | 6.000€ a 36 meses
Financiamento Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5
Crédito 1 180€ 180€ 180€
Crédito 2 180€ 180€ 180€
Crédito 3 180€ 180€ 180€
Total a pagar 180€ 360€ 540€ 360€ 180€

Poupar é a melhor forma de pagar

Para além das formas de pagamento apresentadas, é importante referir as poupanças para os mais pequenos. Sabia que, segundo o supracitado estudo da Cetelem, apenas um terço dos pais com filhos em idade escolar afirma ter uma poupança constituída para a educação dos mesmos?

As poupanças são uma mais-valia por favorecerem um desafogo nas finanças pessoais das famílias portuguesas, especialmente quando se trata de despender um grande valor de uma vez só.

Outro aspeto que é realmente importante trata-se das deduções feitas em IRS pelos encarregados de educação. No atual código do IRS consta que as despesas de formação e educação têm uma dedução máxima de 30%, sendo que o limite é de 800 euros. Peça sempre fatura para conseguir reduzir o seu IRS na declaração de rendimentos do ano seguinte.

Mas tenha atenção:

Quando for comprar material escolar, veja qual a percentagem de IVA a que o mesmo está sujeito. Dependendo do local onde compra (supermercados ou papelarias escolares, por exemplo), poderá ser taxado com IVA a 23% ou a 6%. Os artigos que tiverem 23% de IVA são categorizados nas despesas gerais do IRS e, como tal, apenas detêm uma dedução máxima de 250 euros. Aposte preferencialmente em material com 6% de IVA, que normalmente se encontra nas papelarias escolares.

Se começar a poupar desde cedo, conseguirá proporcionar ao seu filho uma educação melhor e não terá tanta dificuldade em gerir o orçamento familiar na hora de pagar as despesas no regresso às aulas 2019.

Nair Dos Santos

Sobre Nair Dos Santos

Especializada em Economia Internacional, a Nair iniciou o seu percurso profissional em Marketing Institucional. Alia a sua criatividade ao universo financeiro com o objetivo de ajudar os portugueses a melhorar a sua literacia financeira e contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável.

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