Janeiro 2026
Conhece algumas das tendências do mercado com os nossos dados relativos ao ano de 2025
Consulta o nosso relatório e conhece o estado do mercado de crédito habitação
O ano de 2025 ficou marcado por uma fase de reajuste no crédito habitação em Portugal. Depois de um período de forte pressão das taxas de juro, quem contratou crédito ao longo do ano mostrou-se mais atento às condições, mais informado e com decisões cada vez mais estratégicas. Ao longo dos meses, vimos mudanças claras nas escolhas de taxa, na forma como a EURIBOR foi contratada, nos montantes pedidos e até no tipo de seguros associados ao crédito.
Taxa mista continuou a dominar, mas perdeu peso face ao início do ano: A taxa mista manteve-se como a opção mais contratada no crédito habitação, mas com uma perda clara de peso quando comparamos o início e o final do ano. Termina o ano a representar 69,6%.
EURIBOR a 12 meses foi a mais escolhida, mas perdeu força no final do ano: A EURIBOR a 12 meses manteve-se como o indexante mais contratado no crédito habitação, concentrando sempre mais de metade das novas contratações. Em janeiro, representava 60,9% dos contratos e atingiu o pico em junho, com 74,8%. No entanto, no segundo semestre começou a perder peso e fechou dezembro nos 65,6%.
Montante médio do crédito habitação subiu, com dezembro a marcar o valor mais alto do ano: Em janeiro, o valor médio contratado situava-se nos 163 mil euros, enquanto em dezembro atingiu cerca de 209 mil euros, o máximo do ano, o que representa um aumento de 46 mil euros face ao início do ano. Em paralelo, os prazos médios contratados mantiveram-se relativamente estáveis, oscilando entre os 30 e os 34 anos ao longo de 2025.
Quem tem mais de 35 anos suportou prestações mais altas e a diferença aumentou no final do ano: Olhando para a prestação mensal média, quem tem mais de 35 anos registou valores entre cerca de 544 euros em junho e 862 euros em março, enquanto quem tem menos de 35 anos oscilou entre 553 euros em novembro e 717 euros em julho. Isto traduz-se numa prestação mensal aproximadamente 31 euros mais elevada para quem tem mais de 35 anos no final do ano, confirmando um maior esforço financeiro associado à idade.
Seguro ITP foi o mais escolhido, mas saiu sempre mais caro, sobretudo para quem tem mais de 35 anos: Em dezembro, o valor médio do ITP rondou os 1.146 euros, enquanto o IAD ficou nos 833 euros, o que significa que o ITP foi cerca de 313 euros mais caro.
Lisboa e Porto concentraram a maior parte do crédito habitação em 2025, com prestações mais altas nos grandes centros urbanos: Em Lisboa, as prestações médias foram consistentemente das mais elevadas do país. Em dezembro, quem contratou crédito habitação em Lisboa pagou, em média, cerca de 799 euros por mês, com um montante pedido a rondar os 201 mil euros. No Porto, apesar de valores ligeiramente mais baixos, a pressão mantém-se: em dezembro, a prestação média situou-se perto dos 696 euros, com um montante pedido acima dos 186 mil euros.
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