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Credito pessoal

4 Consequências graves de não pagar um empréstimo

Por Nair Dos Santos em October 27, 2017 | Tempo de leitura: 3 minutos

empréstimo
O crédito malparado continua a ser uma realidade em Portugal, mesmo após o pico da crise económico-financeira. Para os que acham que os problemas só acontecem aos outros, este é o artigo ideal. Para quem acredita que pode simplesmente deixar de liquidar as prestações de um empréstimo e que nada vai acontecer, desmitificamos quatro consequências graves de não pagar o seu empréstimo.

As garantias por detrás de um empréstimo

Um empréstimo é considerado com garantia quando quem o solicita oferece o bem que é alvo do crédito como colateral para a instituição financeira – é o caso do crédito hipotecário para comprar casa. Se a pessoa em questão deixar de pagar, a casa fica para o banco. Pelo contrário, num empréstimo sem garantia, como o próprio nome indica, assume-se a boa reputação e a confiança no devedor como salvaguarda.
Descubra: Quais são os seguros associados ao crédito pessoal?
Porém, na hora de contratar um empréstimo com uma instituição financeira, esta tem obviamente de ter garantias de que vai receber o montante de capital que emprestou de volta mais os juros. Se assim não fosse, não haveria empréstimos – parece intuitivo.

Antes de mais, é necessário ter noção de que um empréstimo é realizado com um contrato. Neste sentido, existe um produto que é o comercializado – o dinheiro – e um serviço que é disponibilizado – o crédito – por uma entidade – instituição financeira -, existindo um custo a pagar por esta cedência – os juros.

Sendo um contrato, existem direitos e deveres de ambas as partes, pelo que, da parte do consumidor, este deve ter consciência de que o direito de aceder a capital de outrem traz igualmente a obrigação de o devolver.

Para além da hipoteca, existem outras medidas de precaução neste âmbito: é o caso da necessidade de se ter um fiador ou da realização de um seguro de proteção ao pagamento no ato da realização do crédito (para os casos de doença e de desemprego).

Se se encontra numa situação de incumprimento, tente renegociar o crédito com o banco através de um alargamento do prazo ou por via da consolidação de dívidas.

Só colhemos aquilo que plantamos

Esta é a história da Cristina, uma cliente com um historial de crédito atribulado e que, de um momento para o outro, devido a dificuldades financeiras, deixou de conseguir liquidar a dívida que tinha contraído a crédito para a sua carrinha monovolume. Vejamos as consequências desta postura.

1) Dificuldades na hora de arranjar emprego

Quem já tiver alguma situação de incumprimento no pagamento de um crédito, por mínima que seja, fica com esse registo no historial de crédito no Banco de Portugal (a chamada Central de Responsabilidades de Crédito – CRC). Assim aconteceu com a Cristina logo nos primeiros pequenos empréstimos que contraiu para ir de férias e comprar uns óculos graduados novos, cujos pagamentos falharam nalguns meses.

Neste caso em particular, a Cristina conseguiu limpar o nome no Banco de Portugal (BdP) porque arranjou um part-time no bar do seu bairro aos fins de semana, e acabou por liquidar a dívida na totalidade e regularizar a situação. Ainda assim, o registo dos meses em que houve falhas no pagamento permanece na CRC.
Saiba mais: Como obter o seu Mapa de Responsabilidades de Crédito
Embora em Portugal não seja habitual, um empregador pode pedir para ver o historial de crédito de uma pessoa que está prestes a contratar. Foi o caso da Cristina, cujo mapa de responsabilidades foi consultado pela empresa de recursos humanos na qual estava em processo de recrutamento e passou uma imagem de irresponsabilidade. Acabaram por achar que os incidentes financeiros da Cristina afetariam a qualidade do seu trabalho.

Se fosse concorrer a um cargo na área financeira, mais certo ainda seria não conseguir. Qual é o empregador que vai confiar num assessor financeiro com uma lista de incumprimentos nos pagamentos?

2) Procedimentos legais

O que a Cristina devia ter feito logo era tentar renegociar a dívida com o banco. A falar é que as pessoas se entendem e podia ter conseguido aumentar o prazo do empréstimo e ficar com uma prestação mais reduzida.

No entanto, a Cristina nem se deu ao trabalho e a instituição financeira acabou por depreender que ela tinha o dinheiro e que simplesmente não lhe apeteceu pagar (acredite, isto acontece mesmo!). Sendo o crédito um contrato, ao fim de um mês de incumprimento, ela recebeu logo a primeira notificação legal para não se fazer de esquecida.

3) Penhora de salário

Uma das grandes consequências legais para quem deve dinheiro e já se encontra com o processo a decorrer em tribunal consiste na penhora do vencimento. Se bem se recorda, esta medida foi largamente tomada em Portugal no ano de 2013, o que se traduziu em milhões e milhões de euros de ordenados penhorados para a banca.

A Cristina acabou por sofrer esta consequência grave por não pagar a sua carrinha: tendo o vencimento mensal penhorado, o valor líquido que passou a ter disponível por mês para as suas despesas ficou no salário mínimo nacional (530 euros). Até pagar o carro na totalidade, assim foi.

Note-se, no entanto, que não se podem penhorar salários abaixo do ordenado mínimo.

4) Corte no acesso a um empréstimo essencial

Como tudo na vida, se plantamos orégãos, não podemos colher morangos. Quando a Cristina deixou de saldar a sua dívida, ficou com um registo na CRC dos meses em que falhou até lhe ser penhorado o ordenado.

Consequentemente, quando finalmente se viu livre do crédito para o monovolume, quis comprar um T1 barato nos arredores da sua cidade e não conseguiu. O facto de ter um historial de crédito atribulado fez com que perdesse a oportunidade financeira (extremamente importante, diga-se de passagem!) de adquirir uma habitação depois de ter vivido tantos anos num quarto arrendado.

Face à chance de comprar uma casa, ser forçado a continuar numa arrendada é um desperdício de dinheiro. O mesmo aconteceria se a Cristina quisesse voltar a estudar para tirar o Mestrado em Gestão e Estratégia com que sempre sonhou – de quantas oportunidades de emprego estaria afastada ou quantas promoções dentro das empresas por onde passasse se estaria a privar?
Leia mais: Quer que o crédito à habitação seja aprovado? Siga as nossas 6 dicas
Moral da história: há erros que não valem a pena. Mais vale fazer o máximo esforço para apertar o cinto do que incorrer (nem que seja só por um mês!) em incumprimento. Os custos reais de não liquidar uma dívida, por mais pequenos que possam parecer, podem ter repercussões negativas de longo prazo na vida de uma pessoa.

Antes de aderir a uma solução de crédito pessoal, pondere se tem mesmo possibilidades de liquidar a dívida na totalidade e não manchar o seu nome sem necessidade. Verifique se não está a pressionar a sua taxa de esforço. Até lá, o melhor é conferir quais são os fatores que os bancos valorizam para crédito pessoal e comparar todas as soluções de crédito pessoal para escolher a mais adequada:

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