Como Organizar o seu Mapa de Gastos Pessoais

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Como Organizar o seu Mapa de Gastos Pessoais

Já perdeu a conta às suas despesas – já não sabe quanto gasta por mês e nunca consegue fazer face aos imprevistos? Gerir o seu próprio orçamento é determinante para quem intenta poupar o máximo possível. Controlar os seus gastos é o primeiro passo para perceber qual é a sua taxa de esforço e se haverá despesas das quais necessita de se livrar. Como tal, vamos ensiná-lo a organizar um mapa de gastos pessoais.

Para facilitar todo o processo, vamos por etapas. Verá que é muito mais fácil do que pensa.

Passo 1: Estabelecer objetivos financeiros

Da mesma forma que estabelece qualquer meta para a sua vida, ao nível financeiro deve definir, desde logo, quais são as suas prioridades – o que é mais urgente comprar? O carro ou renovar a cozinha e a casa de banho? Podem até existir situações nas quais pensa que está a poupar e afinal está a desperdiçar. De seguida, quanto é que pode despender e até quando pode pagar. Uma simples previsão deste género pode poupar-lhe rios de dinheiro (e anos de vida!). É fulcral não colocar o carro à frente dos bois.

Passo 2: Avaliar custos e receitas e a sua importância no orçamento mensal

Comecemos pelo básico: a diferença entre custos fixos e custos variáveis. Esta identificação permitir-lhe-á realizar uma espécie de inventário de alocação do seu dinheiro. Os custos fixos correspondem às despesas que possui obrigatoriamente todos os meses (renda da casa; passe do autocarro ou do comboio; valor do condomínio). Estes custos não sofrem qualquer alteração consoante o seu nível de receitas ou de despesas – eles vão constar sempre e impreterivelmente do seu orçamento mensal.

Por sua vez, os custos variáveis constituem-se como os gastos que mudam consoante a sua utilização de um determinado recurso (o valor da água ou da eletricidade, por exemplo). A soma de ambos gerará o custo final – o montante mensal que pagará obrigatoriamente.

Portanto, identificar as suas despesas fixas constitui-se exatamente como a fase embrionária deste ciclo mensal que está prestes a iniciar e que vai alterar as suas finanças pessoais definitivamente (para melhor!). Para onde está a ser canalizado o seu dinheiro? É precisamente a esta simples questão que precisa de responder.

A ler: Porque é que Elaborar um Orçamento é Igual a Fazer uma Dieta?

De seguida, deve identificar os seus custos sazonais – aniversários da família; férias de verão; consultas no dentista; época do regresso às aulas. Estes também pesam no seu orçamento.

Avancemos então para a área das receitas. Tem alguma casa arrendada? Lucra com algum investimento financeiro específico – ações e/ou obrigações, por exemplo? Todas essas receitas que aufere (para além do seu salário) têm de ser registadas – mas atenção, aponte tudo em valores líquidos.

Já alguma vez reparou que os seus amigos recebem o mesmo que você e conseguem fazer aquelas férias de verão em Palma de Maiorca e comprar aquele apartamento com que sonhavam? Pois bem, na maior parte das vezes, é uma questão de organização.

Passo 3: Realizar estimativas

Durante um mês, guarde todas as faturas das suas despesas (e de toda a sua família, se for o caso) numa caixa ou num dossiê e aponte, numa folha, todos os gastos que faz no seu dia-a-dia. No final desse mês, consoante tudo o que despendeu, trace uma estimativa de custos para 12 meses.

Aproveite, ainda nesta etapa, para considerar quais desses gastos se afiguram supérfluos e se existem oportunidades para cortar. Quanto lhe sobra no final? Não se esqueça de que deve sempre restar algum montante para a sua conta poupança. Avalie ainda se necessita de requerer algum crédito.

Passo 4: Construir o seu mapa de gastos pessoais

Já tendo recolhido todos os dados de que necessitava para se tornar num mestre das suas finanças pessoais e começar finalmente a poupar e a atingir todos os seus objetivos, é chegada a altura de elaborar o seu mapa. Não é nenhum bicho de sete cabeças, acredite. Desejoso de começar já a planear? Simplificamos a sua vida ao construir um ficheiro para si:

Tudo o que tem de fazer é preencher esta folha mensalmente com todos os montantes dos seus rendimentos (mensais e anuais) e dos seus gastos com habitação, alimentação, transportes, despesas pessoais, lazer, educação, saúde e outros. A soma dos rendimentos e das despesas é realizada automaticamente – basta inserir os valores.

No final de cada mês, é a altura do balanço: confrontar despesas com receitas. Basta subtrair, para cada mês, o total dos seus rendimentos e o total das suas despesas – o resultado será precisamente o seu saldo (receitas – despesas = saldo). No final do ano, subtraia o total de todos os rendimentos pelo total dos gastos e terá o balanço anual.

Não se esqueça de que deve ser o mais racional possível – será que não vale a pena deixar de beber um café por dia, deixar de ir à manicure todos os meses ou baixar a prestação mensal do telemóvel? Tudo gira em torno de prioridades e daquilo que para si é mesmo relevante.

Convém ainda que possua um plano de gestão de crises para o caso do surgimento de qualquer imprevisto – e isto materializa-se em deixar uma parte do seu rendimento canalizada para estas situações. Confira como pode tornar as suas finanças pessoais à prova de emergência.

Um último (mas não menos importante) conselho: seja tudo menos negativista. Encare os momentos de crise como uma oportunidade para melhorar a gestão das suas finanças pessoais e alcançar a independência financeira pela qual anseia. Planear, gerir, poupar. Simples assim.

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Nair Dos Santos

Sobre Nair Dos Santos

Especializada em Economia Internacional, a Nair iniciou o seu percurso profissional em Marketing Institucional. Alia a sua criatividade ao universo financeiro com o objetivo de ajudar os portugueses a melhorar a sua literacia financeira e contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável.