Inflação da zona euro subiu para 3,8% em setembro de 2026

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Escrito por:

Luís Nunes
rita sogalho

Aprovado por:

Rita Sogalho

A inflação da zona euro subiu para 3,8% em setembro de 2026, confirmou o Eurostat, com a energia a continuar como o principal motor da subida. Em Portugal, o índice manteve-se em 3,6%, o mesmo valor de agosto.

Gráfico ilustra a subida da inflação da zona euro para 3,8% em setembro de 2026
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A taxa de inflação homóloga na zona euro subiu para 3,8% em setembro, confirmou o Eurostat, confirmando-se a estimativa rápida avançada no início do mês. O valor compara com 2,2% em setembro de 2025 e com 3,2% em agosto de 2026, afastando-se da meta de 2% definida pelo Banco Central Europeu (BCE). Na União Europeia, o indicador seguiu a mesma trajetória e fixou-se também em 3,8%, acima dos 2,6% registados há um ano e dos 3,2% de agosto.

Em Portugal, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) ficou em 3,6%, o mesmo valor de agosto, mas mais 1,9% na comparação homóloga.

Energia continua a pressionar os preços na zona euro

O principal motor da subida continua a ser a energia. Os preços energéticos subiram 1,71 pontos percentuais, para 18,9% (14,3% em agosto), refletindo o aumento dos preços do petróleo, do gás e de outros produtos energéticos, devido ao conflito no Médio Oriente. Os serviços somaram 1,52 pontos percentuais, os bens industriais não energéticos 0,29 pontos percentuais, e os alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco 0,25 pontos percentuais.

A subida do gás natural tem impacto na fatura de energia de muitas famílias portuguesas. Na União Europeia, as subidas mais acentuadas registaram-se na Roménia (6,5%), na Lituânia (6,1%) e na Bulgária (5,6%), enquanto as taxas mais baixas foram as da Suécia (1%), da Hungria e da Dinamarca (2,1% em ambas) e da República Checa (2,4%).

Importante saber

O principal motor da subida continua a ser a energia.

O que este aumento de preços significa para a tua poupança e crédito?

Este nível de inflação, que se afasta cada vez mais da meta de 2% definida pelo Banco Central Europeu, deverá ter como consequência pelo menos mais uma subida das taxas de juro no corrente ano, previsivelmente após a reunião de dezembro.

Esse aumento das taxas de juro implica dinheiro mais caro para famílias e empresas. Já para quem poupa, uma inflação elevada pode erodir o valor real do dinheiro guardado, o que tem reduzido a poupança das famílias na zona euro e levanta a questão de comparar a remuneração dos certificados de aforro com as melhores taxas de depósitos a prazo, ou perceber as diferenças entre contas a prazo e poupança.


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Rita Sogalho
Team Leader de Consultores Crédito Habitação