Descobre o crescimento das tuas poupanças através do juro composto.
| Ano | Investimento | Retorno anual | Total acumulado |
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1. Introduz o capital inicial O valor com que começas o teu investimento ou poupança. Pode ser 0€ se ainda não tens nada de lado e queres simular apenas com reforços mensais.
2. Define o reforço periódico O montante que pretendes acrescentar regularmente, podes escolher entre reforço mensal, trimestral ou anual. Se não prevês fazer reforços, deixa a zero.
3. Indica a taxa de juro anual A rentabilidade média que esperas obter. A calculadora tem sugestões de referência baseadas em índices reais: o S&P 500 teve uma rentabilidade anualizada de cerca de 11% nos últimos 20 anos; o Euro Stoxx 50 rondou os 6,5% no mesmo período. Para certificados de aforro ou depósitos a prazo, usa um valor entre 2% e 4%. Atenção: estas taxas são referências históricas, não garantias de resultados futuros.
4. Define o período em anos Quantos anos pretendes manter o investimento ou poupança ativo.
5. Clica em "Simular investimento" O simulador mostra-te o capital total investido (o teu dinheiro), os juros gerados (o que o dinheiro ganhou por si próprio) e o montante final. O gráfico e a tabela anual permitem-te acompanhar a evolução ano a ano.
Esta calculadora serve para estimar o crescimento de uma poupança ou investimento ao longo do tempo através do efeito do juro composto. Ao introduzir o capital inicial, os reforços periódicos, a taxa de juro anual, o prazo e a frequência de capitalização, é possível perceber quanto dinheiro foi efetivamente investido, quanto foi gerado em juros e qual poderá ser o montante final acumulado. É uma ferramenta útil para simular objetivos de poupança, como a reforma, compra de uma casa ou uma reserva de emergência, comparar cenários e perceber o impacto do tempo e da taxa de rentabilidade no resultado final.
Imagina que investes 5.000€ de capital inicial, acrescentes 200€ por mês e manténs uma taxa de juro anual de 7% durante 20 anos. Ao fim desse período, terás investido cerca de 53.000€ do teu próprio dinheiro, mas o montante acumulado será de aproximadamente 120.000€. A diferença, cerca de 67.000€, é o resultado direto do juro composto a trabalhar ao longo do tempo.
Dica: a Regra dos 72
Para estimar rapidamente em quantos anos o teu capital duplica, divide 72 pela taxa de juro anual. A uma taxa de 7%, o dinheiro duplica em aproximadamente 10 anos (72 ÷ 7 ≈ 10,3). A 4%, demora cerca de 18 anos. É uma forma simples de perceber o impacto da taxa sem fazer cálculos complexos.
O juro composto é um método de cálculo em que os juros são aplicados não só sobre o capital inicial, mas também sobre os juros acumulados ao longo do tempo. Por isso, é frequentemente descrito como “juros sobre juros”. Já no juro simples, os juros são sempre calculados apenas sobre o valor inicial, o que faz com que o crescimento seja constante. Na prática, o juro simples faz o capital crescer de forma linear, enquanto o juro composto permite um crescimento progressivo e mais acelerado, especialmente em prazos mais longos.
O juro composto é calculado aplicando a taxa de juro ao capital acumulado em cada período, e não apenas ao valor inicial. Isso significa que, sempre que os juros são adicionados ao montante, passam também a gerar novos juros nos períodos seguintes. A fórmula mais usada para o calcular é M = C × (1 + i)^n, em que M representa o montante final, C o capital inicial, i a taxa de juro e n o número de períodos. Para saber apenas o valor dos juros obtidos, basta subtrair o capital inicial ao montante final. Este método faz com que o crescimento seja progressivo, tornando o juro composto especialmente relevante em aplicações financeiras, poupanças, empréstimos e financiamentos.
A taxa de juro anual deve refletir a rentabilidade média que se pretende simular, tendo em conta o tipo de produto ou investimento em causa. A título de referência, os certificados de aforro e depósitos a prazo em Portugal têm oferecido taxas entre 2% e 4% nos últimos anos, enquanto investidores em ETFs de índices globais costumam usar taxas históricas entre 7% e 10% como base de simulação. Quando são usadas taxas históricas de índices ou mercados, estas devem ser vistas apenas como referência e nunca como garantia de resultados futuros.
Não. Esta calculadora apresenta apenas uma estimativa com base nos valores introduzidos e nas premissas definidas. Salvo indicação em contrário, os resultados normalmente não incluem impostos, inflação, comissões, variações de mercado ou alterações futuras da taxa de rentabilidade. Por isso, os valores apresentados devem ser interpretados como uma simulação informativa e não como uma previsão garantida ou aconselhamento financeiro.
Podes usar a calculadora para simular qualquer produto de poupança ou investimento com uma taxa de rendimento periódica: depósitos a prazo, certificados de aforro, PPR, ETFs, fundos de investimento, entre outros. A diferença está apenas na taxa que introduzes.
Funcionam através da capitalização trimestral automática. A cada três meses, os juros líquidos que o teu dinheiro gerou não são transferidos para a sua conta bancária; em vez disso, são somados ao seu capital. No trimestre seguinte, a nova taxa de juro vai incidir sobre esse valor total (o depósito inicial + os juros anteriores acumulados).
Sabe mais sobre certificados de aforro no nosso artigo.
Sim. Em Portugal, os juros são rendimentos de capitais e, para residentes, ficam normalmente sujeitos a retenção na fonte à taxa liberatória de 28%.
No caso dos Certificados de Aforro, o mecanismo é este: os juros vencem trimestralmente e a capitalização faz-se sobre o juro líquido de IRS. O IGCP diz expressamente que há “capitalização automática dos juros vencidos (líquido de IRS)” e que a valorização considera a incorporação trimestral do juro líquido. Portanto, o IRS não incide sobre o capital inicial; incide sobre cada juro apurado em cada vencimento, antes de esse valor ser reinvestido.
A inflação não muda a mecânica dos juros compostos, mas muda o que eles valem em termos reais. Ou seja: o teu saldo pode crescer em euros, mas, se os preços também sobem, esse montante compra menos do que aparenta. O Banco de Portugal explica precisamente que a inflação reduz o poder de compra e que, mesmo mantendo a poupança nominal, o valor real da poupança diminui; acrescenta ainda que, se a taxa obtida for inferior à inflação, a poupança perde valor em termos reais.
A forma prática de pensar nisto é:
rentabilidade real ≈ rentabilidade nominal − inflação.
Mais exatamente, a taxa real é (1 + taxa nominal) / (1 + inflação) − 1. Assim, com 5% ao ano e 3% de inflação, o ganho real não é 5%, mas cerca de 1,94% ao ano. E 10.000 € durante 20 anos a 5% dão cerca de 26.533 € nominais, mas em poder de compra de hoje equivalem a cerca de 14.691 € se houver 3% de inflação ao ano.