Será que os conselhos financeiros para ricos funcionam para si?

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Será que os Conselhos Financeiros para Ricos Funcionam para si?
Pode ser inspirador aprender como os portugueses construiram a sua fortuna. No entanto, os conselhos financeiros que resultam para uns, de forma geral, podem ser completamente errados para outros.

O facto consiste em: o que funciona para algumas pessoas, nem sempre funciona para os outros. Os métodos de investimento de um multimilionário podem empobrecer alguém que ganhe um salário mediano (no valor por exemplo dos 800 euros) e o que é mediano para o “Zé Povinho” pode ser um desperdício de dinheiro para pessoas ricas.

Aqui seguem alguns conselhos que não são nada saudáveis para quem não seja rico:

1. Invista em arte, vinho ou joalharia

Isto não é tão dúbio como pode soar. Estes bens possuem valor. Por outras palavras, quando as ações ou títulos de preços caem, a arte mais rara ou até mesmo o vinho podem manter o preço original. É uma forma de diversificação.

Infelizmente, esses bens funcionam melhor para os ricos do que para as pessoas de classe média baixa/alta, uma vez que exigem valores elevados de capital. Os investimentos em arte, por exemplo, iniciam-se sempre num montante muito elevado. Para um investidor com 10 milhões de euros no banco, gastar, digamos, 5 mil euros num quadro pode não ser prejudicial.

Grande parte dos grandes investimentos resultam para quem é rico, porque muitos desses investimentos são voláteis e podem oferecer ganhos inesperados. Quando uma peça de arte é valorizada em dez vezes mais em relação ao preço inicial, o atual proprietário pode fazer negócio e optar por vender e ter lucro.

No caso do investimento ser equivalente a metade da sua fortuna, falhar é um risco demasiado grande para correr. Por mais que existam histórias de sucesso de multimilionários que construíram o império através de investimentos “certeiros” e compra de ações de arte e afins, comece antes por ser cauteloso e não coloque todas as economias num só pote.

De acordo com vários estudos, deve evitar, sempre que possível, alocar mais do que 5% das suas economias em investimentos de alto risco.

2. O imobiliário é o melhor investimento: compre outra casa

Se possuir dinheiro suficiente, de modo a conseguir adquirir uma segunda casa, deverá fazê-lo. Muitos investidores optam por requalificar o espaço e posteriormente arrendá-lo, conseguindo rentabilizar de forma mais eficiente o espaço e pagar o investimento feito no menor espaço de tempo possível.

Em Portugal está previsto que, durante este ano, o crédito habitação tenha um aumento de 30% a 40%. Por isso compare as melhores soluções financeiras do mercado caso pretenda investir num imóvel, tal como foi mencionado acima.

3. Siga a sua paixão e o dinheiro segui-lo-á

Caso o seu atual trabalho não o satisfaça e não esteja a fazer de todo aquilo que realmente gosta, se tiver dinheiro para sobreviver pelo menos durante um ano ou dois, deve apostar em si e naquilo que sabe que pode vir a realizá-lo profissionalmente.

De forma a seguir a sua paixão e fazer dela um negócio sustentável, é necessário muita força de vontade, convicção e certeza no respetivo potencial. Tem de pensar que pode vir a gastar todo o dinheiro neste negócio e que as suas economias poderão desaparecer de um momento para o outro. Está disposto para que isso aconteça? Vai conseguir sentir-se auto-motivado e inspirado nessa altura para prosseguir com o negócio?

Se respondeu a todas estas perguntas com um enorme “sim”, então é porque realmente sabe ter condições para prosseguir. Afinal de contas o dinheiro é para se gastar em algo que acreditamos e que nos dê prazer, seja a curto ou longo prazo, mas sempre de forma racional.

Conselhos financeiros para ricos não devem ser generalizados

O que é certo e apropriado para si não quer dizer que seja aceitável para outras pessoas, sendo ainda mais válido se as restantes ganharem bem menos do que ganha.

Peça ajuda a um conselheiro  financeiro caso tenha dúvidas, pois eles existem para isso mesmo.
Qualquer que seja a decisão, deve ser racional e pensada vezes e vezes sem conta. Afinal de contas é o seu património que está em jogo.

Adriana Inácio

Sobre Adriana Inácio

Formada em Gestão Hoteleira e especializada em Marketing Digital, a Adriana iniciou a sua carreira em hotelaria e, posteriormente, em marketing e publicidade. Explorando a temática das Finanças Pessoais associadas à Cultura e Lifestyle, das promoções aos cupões, passando pelas dicas de poupança mais criativas, a Adriana está sempre à procura de novas formas de ajudar os portugueses a otimizar a sua gestão financeira.

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