O preço mediano das casas vendidas em Portugal subiu 18,4% no 2.º trimestre de 2026, face ao mesmo trimestre de 2025, e chegou aos 2.445 euros por metro quadrado. Os dados foram divulgados a 23/10/2026 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), nas Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local. A subida acontece num trimestre em que se venderam menos casas.
Preço mediano sobe para 2.445 euros por metro quadrado
Face ao 1.º trimestre de 2026, o preço por metro quadrado aumentou 4,6%. Ao mesmo tempo, as vendas de casas em Portugal recuaram. Entre abril e junho, o INE contou 37.854 transações de alojamentos familiares, menos 9,0% do que as 41.608 registadas no mesmo trimestre de 2025. No trimestre anterior, o número de transações já tinha caído 10,5%.
Numa janela mais longa, entre julho de 2025 e junho de 2026, venderam-se 156.713 alojamentos familiares, com um preço mediano de 2.264 euros por metro quadrado. Segundo o INE, este valor fica 4,4% acima do registado no ano terminado em março de 2026 e 17,7% acima do ano terminado em junho de 2025.
Onde os preços mais subiram e os municípios mais caros
No 2.º trimestre, o preço mediano subiu face ao mesmo período de 2025 em todas as 26 sub-regiões NUTS III. Destacaram-se o Médio Tejo (25,4%), o Oeste (24,0%), a Lezíria do Tejo e os Açores (ambas com 23,9%) e a Península de Setúbal (22,2%). A menor variação homóloga coube a Terras de Trás-os-Montes (5,2%).
A Grande Lisboa (4.030 euros por metro quadrado), o Algarve (3.500 euros), a Península de Setúbal (3.069 euros), a Madeira (2.816 euros) e a Área Metropolitana do Porto (2.669 euros) registaram preços acima do valor nacional. Para quem procura onde comprar casa mais barato, as Beiras e Serra da Estrela tiveram o preço mediano mais reduzido: 759 euros por metro quadrado.
Ao nível dos municípios, Lisboa registou o preço mais elevado do país (5.192 euros por metro quadrado). Cascais (4.889 euros), Oeiras (4.438 euros) e Loulé (4.137 euros) também ficaram acima dos 4.000 euros por metro quadrado. Entre julho de 2025 e junho de 2026, Lisboa foi ainda o município com mais transações (7.739), à frente de Sintra (5.934), Vila Nova de Gaia (4.955) e Porto (4.268).
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