O Índice de Preços da Habitação registou uma valorização de 17,8% face ao período homólogo, segundo os dados mais recentes divulgados sobre o mercado imobiliário português. Face ao quarto trimestre de 2025, o aumento foi de 3,8%, o que confirma que a subida não perdeu fôlego. Os números chegam em paralelo com dados da AICCOPN, que apontam para uma quebra no número de transações imobiliárias, um contraste que reforça as dúvidas sobre a sustentabilidade da procura por casa em Portugal.
Subida de 17,8% no Índice de Preços da Habitação
A valorização homóloga de 17,8% confirma uma tendência que já se tinha manifestado na subida de 17,7% em junho, e que as previsões de preços das casas para 2026 já apontavam. Face ao trimestre anterior, o crescimento de 3,8% mostra que o ritmo se manteve elevado, ao contrário do que alguns indicadores intermédios sugeriam. O preço por metro quadrado continua a bater recordes em várias regiões do país, tendência que a avaliação bancária da habitação já reflete nos valores atribuídos pelos bancos. No plano europeu, Portugal continua entre os países com maior aumento nos preços, e a distância entre o custo de comprar e de arrendar também se acentua: os preços das casas sobem a um ritmo superior ao das rendas.
O Índice de Preços da Habitação registou uma valorização de 17,8% face ao período homólogo. Face ao quarto trimestre de 2025, o aumento foi de 3,8%.
Menos transações, mas preços continuam a subir
A AICCOPN aponta para uma quebra no número de transações imobiliárias, um sinal de que o mercado poderá estar a ajustar-se a preços cada vez mais elevados. Ainda assim, esta travagem surge depois de Portugal se ter aproximado das 170 mil casas vendidas em 2025, o que mostra que a procura continua elevada apesar dos preços. Este comportamento poderá estar ligado ao desequilíbrio entre oferta e procura que se tem vindo a acentuar, com várias análises a apontar que as casas em Portugal estão 35% acima do valor considerado justo. O comportamento também não é uniforme: em Lisboa e no Porto registaram-se quedas de preços em determinados segmentos, enquanto o investimento imobiliário dispara em 2025 a nível nacional. Este cenário mantém-se enquadrado pela crise na habitação que já afeta também a procura por arrendamento em todo o país.
O que isto significa para quem procura crédito habitação
Para quem está a negociar a compra de casa ou a preparar um pedido de crédito, esta subida tem impacto direto no valor a financiar e, consequentemente, na prestação mensal. Esse impacto soma-se ao efeito da EURIBOR na prestação, pelo que vale a pena perceber como as duas variáveis, preço do imóvel e taxa de juro, se combinam antes de avançar. Uma análise ao mercado de crédito habitação pode ajudar a perceber que condições estão atualmente disponíveis, tal como saber qual poderá ser o melhor banco para o perfil de cada um. A nível europeu, já existe um plano para a habitação acessível em discussão, à semelhança das medidas do Governo para facilitar a construção e aumentar a habitação pública já anunciadas em Portugal. Antes de decidir, faz sentido usar o simulador de crédito habitação para perceber a prestação estimada e comparar crédito habitação entre diferentes instituições.
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