Portugal gerou 70,8% de eletricidade renovável em setembro

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Escrito por:

Luís Nunes
André Nunes

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André Nunes

Eólica, hídrica e solar deram um contributo equilibrado para a produção elétrica de setembro, segundo a APREN. Vê os números e os critérios para comparar tarifários.

Parque eólico e painéis solares a gerar eletricidade renovável em Portugal
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Em setembro de 2026, 70,8% da eletricidade produzida em Portugal continental teve origem em fontes renováveis. Segundo o Boletim de Eletricidade Renovável da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), as renováveis produziram 2.336 GWh dos 3.300 GWh gerados no continente durante o mês, com a energia eólica a liderar, seguida da hídrica e da solar.

Que parte da produção elétrica coube à eólica, à hídrica e à solar em setembro?

A eólica foi responsável por 21,7% da produção elétrica do mês. A hídrica ficou logo atrás, com 21,5%, e a solar chegou aos 20,5%. Os três valores mostram um contributo equilibrado destas tecnologias para o abastecimento nacional.

Em setembro, o abastecimento elétrico exclusivamente renovável foi alcançado durante oito horas. Desde o início de 2026, registaram-se 715 horas não consecutivas nesse regime, o equivalente a cerca de 30 dias.

Quanto atingiu a incorporação de eletricidade renovável entre janeiro e setembro?

Entre janeiro e setembro de 2026, a incorporação de eletricidade renovável atingiu 74,1%. Com este valor, ficou em quarto lugar entre os países com maior incorporação de eletricidade renovável, atrás da Noruega (97,6%), da Dinamarca (95,2%) e da Áustria (80,8%).

O impacto também se mede em euros. No mesmo período, a produção renovável evitou importações de gás natural no valor de 974 milhões de euros e de eletricidade no valor de 387 milhões de euros, segundo a APREN. A associação estima ainda poupanças de 560 milhões de euros em licenças de emissão de dióxido de carbono (CO₂), correspondentes a 7,8 milhões de toneladas de emissões evitadas. No total, as poupanças associadas à energia renovável somaram cerca de 1,92 mil milhões de euros entre janeiro e setembro.

A capacidade instalada acompanha esta evolução. No final de agosto de 2026, as fontes renováveis representavam 79,6% da capacidade elétrica instalada no país. Desde 2016, a capacidade renovável aumentou 9.328 MW, um crescimento de 69,6%, de acordo com os dados da APREN.

Que critérios usar para comparar tarifários de eletricidade?

Os números da APREN descrevem a produção de eletricidade em Portugal continental. O valor que pagas em casa depende do tarifário que tens contratado, por isso as condições de cada oferta merecem uma análise cuidada.

Na comparação, há cinco critérios que podem fazer diferença:

  • Preço da energia: o valor cobrado por cada kWh consumido.

  • Potência contratada: o termo de potência, um valor fixo diário que depende do escalão.

  • Opção horária: tarifa simples, bi-horária ou tri-horária, de acordo com as horas em que concentras o consumo.

  • Origem da energia: se dás prioridade a eletricidade de fontes renováveis, vale a pena ler a informação que o comercializador presta sobre a energia que vende.

  • Condições contratuais: fidelização, descontos associados a débito direto ou fatura eletrónica e serviços adicionais.

O tarifário mais adequado pode variar bastante, dependendo do teu perfil de consumo. Com o simulador de energia do ComparaJá, podes comparar ofertas de eletricidade à luz do teu consumo real.

Dica

Antes de simular, tem à mão uma fatura recente: é lá que encontras a potência que tens contratada e o consumo registado, os dados que tornam a comparação mais fiel à tua realidade.


André Nunes
André Nunes
Energy Operations Manager