Nem todos os créditos à habitação são um peso no orçamento — e os números confirmam-no. Mais de metade dos empréstimos para comprar casa em Portugal têm uma taxa de esforço até 20%, o que significa prestações mais leves, menor risco financeiro e mais margem no fim do mês. Um sinal positivo para quem já tem crédito… e uma pista importante para quem está a pensar avançar agora.
Boa notícia para quem tem casa: a maioria dos créditos pesa pouco no orçamento
Ter crédito à habitação continua a ser uma das maiores decisões financeiras da vida — mas os dados mais recentes do Banco de Portugal mostram que, afinal, a maioria das famílias está a conseguir pagar a prestação sem sufoco.
Segundo o regulador, 53% dos créditos à habitação em Portugal têm uma taxa de esforço até 20%. Em termos práticos, isto significa que mais de metade das famílias dedica menos de um quinto do rendimento mensal ao pagamento da casa.
Num contexto em que os juros ainda são uma preocupação para muitos portugueses, este dado revela um mercado mais equilibrado do que poderia parecer à primeira vista.
O que significa, afinal, uma taxa de esforço até 20%?
A taxa de esforço mede a percentagem do rendimento mensal que vai diretamente para a prestação do crédito. Quanto mais baixa, melhor.
Até 20% → considerado muito confortável;
Entre 20% e 35% → aceitável, mas já exige atenção;
Acima de 40% → zona de risco, não recomendado pelo Banco de Portugal.
O facto de mais de metade dos créditos estar no nível mais confortável mostra que muitos contratos foram feitos com prudência — seja através de prazos mais longos, entradas maiores ou renegociações feitas nos últimos anos.
Poucos créditos em risco elevado
Outro dado que reforça esta tendência positiva: apenas 4,9% dos créditos à habitação têm uma taxa de esforço superior a 40%.
Ou seja, a fatia de famílias realmente “apertadas” com a prestação da casa continua reduzida. Para os bancos, isto significa menos risco de incumprimento. Para os consumidores, traduz-se em maior estabilidade e menos probabilidade de surpresas desagradáveis.
O que estes números dizem sobre o mercado
Este retrato ajuda a explicar três coisas importantes:
Primeiro, os bancos estão a conceder crédito de forma mais controlada, avaliando melhor rendimentos e encargos. Segundo, muitas famílias conseguiram adaptar-se ao novo contexto de juros, seja renegociando o spread, mudando de taxa ou ajustando o prazo do empréstimo. Terceiro, quem hoje entra no mercado tende a fazê-lo com regras mais exigentes — mas também mais seguras.
Se já tens crédito, estes dados podem ser um alerta positivo: há muita gente a pagar menos do que poderia. E isso significa que talvez exista margem para renegociar condições, reduzir a prestação ou poupar no total de juros pagos.
E para quem está a pensar comprar casa agora?
Para quem procura casa ou está a simular um crédito, esta informação é essencial. Uma taxa de esforço baixa não é apenas um critério do banco — é uma proteção para o teu futuro financeiro.
Com medidas como a garantia pública para jovens, maior concorrência entre bancos e alguma estabilização dos juros, muitos portugueses estão a conseguir entrar no mercado sem comprometer demasiado o orçamento mensal.
A regra é simples: quanto menor a taxa de esforço, maior a tua tranquilidade financeira.
Mesmo que consigas pagar a prestação sem dificuldades, isso não significa que estejas a pagar o melhor crédito possível. Comparar propostas, spreads e tipos de taxa pode traduzir-se em milhares de euros poupados ao longo do empréstimo.
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