A Frente Comum, que junta mais de três dezenas de sindicatos da administração pública, anunciou a 27 de outubro de 2026 uma greve nacional para 20 de novembro. A decisão foi aprovada pelo plenário de sindicatos, durante uma concentração de dirigentes, delegados e ativistas sindicais em frente à Assembleia da República. O alvo do protesto é o Orçamento do Estado para 2027.
Greve nacional da Frente Comum marcada para 20 de novembro
Na resolução aprovada, os sindicatos afirmam que «não aceitam o empobrecimento, a desvalorização profissional nem a destruição dos serviços públicos». Por isso, o plenário deliberou avançar com uma greve geral dos trabalhadores da administração pública no dia 20 de novembro.
O anúncio coincidiu com o início do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027. O coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, desafiou os trabalhadores a «lutar contra um orçamento que destrói a administração pública» e que está «longe do interesse das populações».
Porque motivo os sindicatos convocam a greve agora
Segundo Sebastião Santana, o dia é estratégico por «permitir não ter uma greve de protesto, mas uma greve que pode ter consequências». A votação global do Orçamento do Estado para 2027 está agendada para 24 de novembro, poucos dias depois da paralisação.
O líder sindical disse não ver outra hipótese que não seja fazer tudo o que estiver ao alcance dos sindicatos para que o orçamento não passe. Para desconvocar a greve, exige que o Governo se sente à mesa e esteja disposto a negociar as 83 propostas que a Frente Comum entregou a 30 de setembro.
O que prevê o acordo com a UGT e o que exige a Frente Comum
Com o acordo plurianual assinado com os sindicatos da UGT, os 768 mil trabalhadores do setor público poderão contar em 2027 com:
uma atualização salarial de 60,52 euros ou um mínimo de 2,3%;
uma base salarial do Estado de 995,51 euros;
uma subida de 15 cêntimos no subsídio de refeição, para 6,30 euros por dia.
Estes valores ficam abaixo do que defendem os sindicatos. A Frente Comum propõe aumentos de 15% ou um mínimo de 150 euros por trabalhador e quer a base remuneratória nos 1100 euros mensais.
O que podem esperar os trabalhadores da função pública
Sebastião Santana afirmou que não está à espera de que o anúncio da greve tenha influência na marcação de reuniões com a secretária de Estado da Administração Pública. Sem negociação das propostas da Frente Comum, a paralisação deverá manter-se na data marcada.
Se trabalhas no setor público, vale a pena acompanhar a evolução do processo até à votação de 24 de novembro e confirmar junto do teu sindicato como vai decorrer a greve no teu serviço.
Os aumentos previstos para 2027 também contam para o orçamento familiar. Se tens crédito habitação, pode ser útil perceber por que razão pagas mais no crédito habitação. Se vives numa casa arrendada, podes calcular a renda ideal para o teu rendimento.
Para um retrato do mercado de trabalho em Portugal, há também dados sobre os números do desemprego e as vagas de emprego por preencher.
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