Se a tua prestação de crédito habitação subiu nos últimos meses, não estás sozinho. A resposta a porque pago mais crédito habitação está normalmente numa de três causas: uma revisão do indexante, um aumento do spread ou uma mudança no tipo de taxa contratada. Perceber qual delas está a pesar na tua prestação é o primeiro passo para conseguires reduzi-la.
Porque é que a minha prestação de crédito habitação está a subir?
A prestação mensal de um crédito habitação resulta de três variáveis que podem alterar-se de forma independente. A primeira é o indexante, normalmente a EURIBOR, revisto periodicamente consoante o prazo escolhido no contrato. A segunda é o spread aplicado pelo banco, definido no momento da contratação ou da renovação. A terceira é o tipo de taxa (fixa, variável ou mista), cada uma com uma forma diferente de reagir às condições de mercado. O Banco de Portugal recomenda ainda um limite máximo para a taxa de esforço (DSTI) na concessão de novos créditos habitação, o que pode condicionar o valor que consegues pedir emprestado, independentemente da prestação de um crédito já contratado. Quando qualquer uma destas variáveis se move, a prestação acompanha. Para perceberes qual delas está realmente a pesar no teu caso, vale a pena analisar uma simulação de crédito com os teus valores actuais.
O Banco de Portugal recomenda um limite máximo para a taxa de esforço (DSTI) na concessão de novos créditos habitação, o que pode condicionar o valor que consegues pedir emprestado.
Como é que a EURIBOR e o spread influenciam a minha prestação?
A EURIBOR é o indexante mais usado nos créditos habitação em Portugal e é revista a diferentes prazos, consoante o indexante escolhido no contrato. Podes consultar a EURIBOR hoje para veres o valor mais recente, ou comparar o comportamento da EURIBOR a 3, 6 ou 12 meses consoante o prazo definido no teu contrato. Já o spread é fixado quando assinas o contrato ou quando o renovas, e mantém-se estável salvo se renegociares directamente com o banco. É por isso que dois créditos com a mesma EURIBOR podem ter prestações diferentes: o impacto da EURIBOR na prestação é igual para todos, mas o spread de cada banco não. Segundo o Banco de Portugal, o spread aplicado depende do perfil de risco do cliente e da política comercial de cada instituição, pelo que existem sempre spreads mais baixos do mercado que podem ser negociados. Para perceberes o custo total do crédito, incluindo comissões associadas, é útil olhar para o que é a TAEG e para a diferença entre TAN e TAEG, já que a taxa de juro nominal, sozinha, não reflecte todos os custos do crédito. Quem quiser antecipar cenários pode ainda consultar a previsão da EURIBOR 2026 para os próximos meses.
Taxa fixa, variável ou mista: qual me sai mais cara a longo prazo?
Nenhuma das três opções é automaticamente mais acessível: depende do perfil de risco de cada família e da evolução dos mercados durante o prazo do empréstimo. Na taxa variável, a prestação acompanha as subidas e descidas da EURIBOR. Na taxa fixa, a prestação mantém-se estável durante um período acordado, independentemente do que acontece ao indexante. Já a taxa mista combina os dois modelos, com um período inicial fixo seguido de um período variável. Tem sido notório o interesse crescente por soluções mistas entre quem contrata crédito habitação em Portugal, algo que a ComparaJá tem vindo a acompanhar nas suas notícias sobre a vertical. Antes de decidires, faz sentido perceber como funciona a taxa mista e comparar com o processo de escolher taxa fixa ou variável, sempre em função do teu horizonte temporal e da tua tolerância a oscilações na prestação.
Como posso baixar a prestação do meu crédito habitação?
Existem duas vias principais para reduzires a prestação sem mudares de banco. A primeira é amortizar o crédito habitação, ou seja, entregar uma quantia extra para reduzir o capital em dívida. Podes testar o efeito de uma amortização antes de a fazeres através do simulador de amortização antecipada, que mostra como a prestação e o prazo se alteram consoante o valor entregue. A segunda via é negociar directamente com o teu banco, percebendo como baixar o spread aplicado ao contrato, algo que costuma ser mais fácil quando o teu histórico de pagamentos é positivo e o capital em dívida já desceu. Também pode fazer sentido perceber o que é a taxa de amortização do teu plano actual, já que planos com amortização mais rápida no início tendem a reduzir os juros pagos ao longo do contrato. Antes de tomares qualquer decisão, podes sempre simular a tua prestação com diferentes cenários. Vale ainda referir que o crédito habitação pode ter implicações específicas em sede de IRS, pelo que compensa confirmar as regras em vigor junto do Portal das Finanças antes de tomares decisões com impacto fiscal.
O crédito habitação pode ter implicações específicas em sede de IRS; confirma as regras em vigor junto do Portal das Finanças antes de tomares decisões com impacto fiscal.
Vale a pena renegociar ou transferir o meu crédito habitação?
Quando o banco actual não cede num spread mais competitivo, a alternativa é procurar noutro lado. Renegociar o crédito habitação junto do teu banco é normalmente o primeiro passo, mas se não houver margem para reduzir o spread ou as condições, transferir o crédito habitação para outra instituição pode compensar. Antes de avançares, vale a pena perceber se vale a pena transferir crédito no teu caso concreto, considerando eventuais comissões e o spread que consegues obter na nova proposta. Também importa perceber qual o melhor banco para o teu perfil, já que a resposta depende do valor em dívida, do prazo restante e do teu histórico de crédito. Se ainda não tens a certeza de qual o caminho mais vantajoso, podes comparar crédito habitação e ver lado a lado as condições disponíveis no mercado, sem teres de contactar banco a banco.
:quality(80))
:quality(80))
:quality(50))
:quality(50))
:quality(50))