Preços da habitação abrandam para 16,5% no 2º trimestre

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Luís Nunes
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Rita Sogalho

O INE confirma um travão na subida homóloga dos preços da habitação, mas o abrandamento é ligeiro e o mercado continua a valorizar bem acima da inflação. Percebe o que muda para quem quer comprar casa.

Gráfico ilustra a subida do índice de preços da habitação em Portugal, refletindo o mercado imobiliário
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Subida homóloga trava para 16,5% no segundo trimestre de 2026

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou, esta terça-feira, dia 22 de setembro de 2026, os dados do Índice de Preços da Habitação (IPHab) referentes ao segundo trimestre. A subida homóloga dos preços da habitação foi de 16,5%, um valor inferior ao recorde de 17,8% no trimestre anterior, registado nos primeiros três meses do ano. Este é o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2025, quando a taxa de variação homóloga tinha sido de 16,3%, segundo os dados do INE. Ainda assim, o abrandamento é recente e ligeiro: os preços continuam a subir muito acima da inflação, mesmo com o travão agora visível nos números oficiais.

Descobre

Este é o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2025, quando a subida homóloga tinha sido de 16,3%, segundo os dados do INE.

Porque é que a subida está a abrandar?

Depois de um ritmo de subida homóloga de 17,8% no trimestre anterior, o abrandamento agora registado pode reflectir os primeiros sinais de um mercado menos aquecido. Promotores e imobiliárias citados pelo portal económico ECO antecipam um arrefecimento gradual dos preços da habitação, sem sobressaltos nem correção abrupta. A tendência aproxima-se do cenário que o Banco de Portugal e o alívio nos preços já tinham apontado como possível para os próximos trimestres, ainda que a subida acumulada nos últimos anos levante a dúvida sobre se parte do aumento assentou numa subida sem base fundamental face aos rendimentos das famílias. Para quem pergunta se o preço das casas vai baixar, a resposta continua a ser cautelosa: os dados do INE mostram desaceleração, não recuo.

Importante saber

Os dados do INE mostram desaceleração, não recuo: os preços da habitação continuam a subir, ainda que a um ritmo mais lento do que há um ano.

O que este abrandamento muda para quem quer comprar casa?

Se estás a pensar em comprar casa, este abrandamento é positivo, mas moderado: os preços continuam a subir bem acima da inflação, ainda que a um ritmo menos intenso do que há um ano. A decisão de avançar com um crédito habitação depende do teu perfil financeiro, do valor de entrada disponível e da região que procuras, já que persistem grandes diferenças entre saber onde comprar casa mais barato e os centros urbanos mais procurados. Se queres perceber quanto dinheiro precisas para comprar casa, tens de somar entrada, impostos e despesas de escritura ao valor do imóvel, sobretudo numa altura em que os salários insuficientes para comprar casa continuam a ser um obstáculo em várias regiões do país. Antes de avançar, podes simular as condições num simulador de crédito habitação e comparar crédito habitação entre diferentes bancos, para perceberes o impacto real deste abrandamento na tua prestação mensal.


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Rita Sogalho
Team Leader de Consultores Crédito Habitação