Os preços dos produtos energéticos subiram 17,39% em outubro de 2026, face ao mesmo mês do ano passado, e a taxa de inflação em Portugal acelerou para 3,79%. Os números fazem parte dos dados preliminares do índice de preços no consumidor, publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a 30 de outubro de 2026. Em setembro, a inflação homóloga tinha ficado nos 3,6%.
É preciso recuar até maio de 2023 para encontrar uma taxa de inflação homóloga superior à que agora se regista. Segundo o INE, a variação homóloga dos preços dos produtos energéticos passou de 15,3% em setembro para 17,39% em outubro. Face a setembro, os preços de bens e serviços terão aumentado 0,18%.
A aceleração chega também a outros bens, ainda que de forma menos evidente. Em outubro, em termos homólogos:
os produtos alimentares não transformados subiram 3,7%;
os produtos alimentares transformados subiram 1,5%;
a inflação subjacente, que exclui os produtos energéticos e os alimentares não transformados, ficou nos 2,78%.
A variação média dos últimos 12 meses fixou-se em 2,9%, acima dos 2,78% registados em setembro.
O que explica a subida: guerra no Irão e disrupções no abastecimento de energia
Segundo o jornal Público, a escalada dos preços tem origem na guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão. O conflito tem criado disrupções na cadeia de distribuição de matérias-primas energéticas, através das principais rotas do Médio Oriente. A relação entre o conflito no Irão e os preços da eletricidade tem sido acompanhada pelo ComparaJá.
De acordo com o mesmo jornal, na semana em que o INE divulgou estes dados, o preço médio do gasóleo simples rondou 2,17 euros por litro em Portugal continental. A gasolina simples 95 ficou nos 2,08 euros por litro.
Portugal segue a tendência da inflação na zona euro. Em setembro, o último mês com dados disponíveis à data, a taxa homóloga na zona euro foi de 3,8%, sobretudo devido à escalada dos preços da energia.
Fatura da energia em casa: porque vale a pena comparar tarifários
O valor de 17,39% diz respeito ao conjunto dos produtos energéticos. Por si só, não significa que as tarifas de eletricidade e de gás natural tenham subido na mesma proporção. Ainda assim, com a energia a liderar a subida dos preços, rever o contrato de casa pode ajudar a perceber se continua adequado ao teu consumo.
Para isso, podes comparar comercializadores de energia e ver as ofertas disponíveis:
no comparador de eletricidade, encontras tarifários de vários comercializadores lado a lado;
para o gás, é possível comparar preços do gás natural antes de decidir;
antes de mudar, convém conhecer as diferenças entre o mercado livre e o regulado, na eletricidade e no gás.
O resultado depende do teu perfil, por isso a poupança não é garantida. Em paralelo, algumas dicas para poupar energia podem ajudar a controlar o consumo.
Quando fores comparar, tem à mão uma fatura recente de eletricidade ou de gás. Os dados de consumo que lá aparecem ajudam a obter resultados mais próximos da tua realidade.
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