Crédito à habitação cresce 10,4%, maior salto desde 2006

Madalena Alves

Escrito por:

Madalena Alves

Em janeiro de 2026, o crédito à habitação em Portugal cresceu 10,4% em termos anuais, a maior taxa desde fevereiro de 2006, com o stock de empréstimos a atingir cerca de 111,7 mil milhões de euros.

Trocos D'Hoje Habitação 08

O crédito à habitação em Portugal acelerou de forma notável no início deste ano: em janeiro, os empréstimos cresceram 10,4% em termos anuais, a maior expansão registada desde fevereiro de 2006, mostram os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP).

Este crescimento faz parte de uma trajectória forte no mercado de crédito imobiliário que já vinha a ser observada desde início de 2024. No final de janeiro, o stock total de empréstimos para habitação atingiu cerca de 111,7 mil milhões de euros, um aumento de 803 milhões de euros face a dezembro de 2025, sinal de que mais famílias estão a recorrer ao crédito para comprar casa.

O que está por detrás deste impulso?

O aumento do crédito à habitação tem várias componentes:

  • Juro mais acessível: Com as taxas de referência a abrandarem em 2025, muitos empréstimos negociados recentemente acabaram por ter custos de financiamento mais leves, tornando o crédito mais atractivo.

  • Apoios públicos: Medidas como a isenção de IMT para jovens até 35 anos e a garantia pública para facilitar o financiamento têm ajudado a impulsionar a procura.

  • Procura persistente por casa própria: Apesar dos preços elevados da habitação, muitos compradores, sobretudo jovens e famílias, estão a avançar com pedidos de crédito para concretizar a compra da sua casa.

No total, os empréstimos concedidos a particulares (incluindo habitação e outros fins) cresceram 9,8%, também uma das maiores taxas desde fevereiro de 2008, o que indica um apetite mais amplo por crédito no início de 2026.

O que isto pode significar para ti?

Se estás a ponderar pedir um crédito à habitação agora ou nos próximos meses, este contexto pode ter impacto directo no teu plano:

  • Juros mais competitivos – A tendência de juros mais baixos pode reduzir o custo total do empréstimo ao longo dos anos.

  • Crédito mais fácil de obter – Com o stock de crédito a crescer, as instituições parecem mais confortáveis em financiar novas casas.

  • Continuação da procura por habitação – A dinâmica do mercado mostra que muitas famílias continuam a ver a casa própria como prioridade, o que também pode influenciar preços e condições.

Como sempre, é importante comparar as opções de crédito, simular prestações e perceber qual é o melhor caminho para o teu bolso antes de assinar qualquer contrato.


Madalena Alves
Madalena Alves
Content & Email Marketing Manager