Governo reforça garantia pública para jovens em 750 milhões

Susana Pedro

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Susana Pedro

O Governo vai reforçar a garantia pública no crédito à habitação para jovens até aos 35 anos em mais 750 milhões de euros. A medida surge depois de uma procura acima do esperado e eleva o envelope total do programa para 2,3 mil milhões.

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O acesso à primeira casa continua a ser um dos temas mais quentes no mercado imobiliário.

Agora, o Executivo decidiu avançar com mais um reforço da garantia pública para jovens no crédito habitação. O valor sobe em 750 milhões de euros, depois de já ter havido uma primeira injeção no sistema.

Na prática, isto significa mais margem para os bancos continuarem a conceder crédito com apoio do Estado.

Procura está a esgotar a medida mais depressa do que o previsto

A razão é simples: a procura tem sido forte. A garantia pública já foi usada em milhares de contratos e representa uma fatia relevante dos créditos à habitação feitos por jovens. Em muitos casos, permite chegar aos 100% de financiamento na compra da casa — algo que, de outra forma, seria muito mais difícil.

Este aumento de utilização acabou por pressionar o limite inicial do programa, levando o Governo a reforçar o envelope total.

O que muda com este reforço do Governo?

Com esta atualização, o programa passa a ter um total de 2,3 mil milhões de euros disponíveis.

Na prática, isto acabará por traduzir-se em:

  • mais operações aprovadas com garantia do Estado;

  • maior facilidade de acesso ao crédito para jovens;

  • continuidade do financiamento a 100% em alguns casos, dependendo do banco e do perfil.

Este apoio já pesa no mercado

A garantia pública não é nova, mas ganhou tração rapidamente. Em 2025, mais de 40% dos créditos habitação de jovens já tinham passado por este regime.

Ou seja, deixou de ser uma medida “residual” e passou a ser uma peça importante no mercado.

E agora, como fica o mercado?

O reforço ajuda a manter o programa ativo, mas não resolve o problema de fundo. A pressão sobre os preços das casas continua, sobretudo nas grandes cidades, e o acesso à entrada inicial continua a ser um dos maiores obstáculos.

Ainda assim, para quem está a tentar comprar casa nos próximos meses, esta medida pode fazer diferença prática no acesso ao crédito — especialmente para jovens que não conseguem juntar entrada suficiente.


Susana Pedro
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