Juro do crédito habitação atinge 3,194% em setembro

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Escrito por:

Luís Nunes
rita sogalho

Aprovado por:

Rita Sogalho

Segundo o INE, a taxa de juro implícita no crédito habitação voltou a subir em setembro de 2026. Na prestação média, os juros voltaram a pesar mais do que o capital.

Gráfico ilustra subida da taxa de juro implícita no crédito habitação em setembro
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A taxa de juro implícita no crédito habitação subiu para 3,194% em setembro de 2026, mais 3,2 pontos base do que em agosto, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). É o valor mais elevado do ano até agora e a quarta subida consecutiva desde junho.

O que mostram os dados do INE sobre setembro?

Apesar da subida, a taxa continua abaixo do valor registado em setembro de 2025, quando se fixou em 3,228%.

No destino Aquisição de Habitação, o mais relevante no conjunto do crédito habitação, a taxa para o total dos contratos subiu para 3,177%. São mais 2,9 pontos base face à taxa de juro em agosto.

A taxa de juro implícita reflete a relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse mês (antes de amortização).

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa também subiu face a agosto, de 2,91% para 2,959%. É o valor mais elevado do ano e o maior desde maio de 2025, quando estava em 3,057%. Estes contratos foram celebrados entre junho e agosto de 2026: os de setembro ficam de fora por ainda não se ter vencido qualquer prestação, explica o INE. Para Aquisição de Habitação, a taxa destes contratos foi de 2,945%, mais 4,8 pontos base do que em agosto.

Como evoluiu a prestação média do crédito habitação?

Em setembro, a prestação média da totalidade dos contratos foi de 423 euros. O aumento da prestação em setembro foi de cinco euros face a agosto e de 30 euros face a setembro de 2025.

Pela primeira vez desde agosto de 2025, os juros voltaram a pesar mais do que o capital. Segundo o INE, dos 423 euros da prestação de setembro, 213 euros (50,4%) correspondem a juros e 210 euros (49,6%) a capital amortizado.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média aumentou 13 euros face a agosto, para 757 euros. Em termos homólogos, a subida foi de 91 euros (13,7%).

O capital médio em dívida da totalidade dos créditos habitação aumentou 655 euros, para 80.843 euros. Na comparação com setembro de 2025, a subida foi de 7.347 euros.

Nota:

Pela primeira vez desde agosto de 2025, os juros voltaram a pesar mais do que o capital.

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Rita Sogalho
Team Leader de Consultores Crédito Habitação