A EURIBOR a 6 meses, o indexante mais utilizado nos contratos de crédito habitação com taxa variável em Portugal, aproximou-se da fasquia dos 3% esta semana, segundo avançou a imprensa a 22 de setembro de 2026. O valor aproxima-se do que poderá ser o máximo deste indexante desde 2024. Ao mesmo tempo, a EURIBOR a 12 meses também sobe, confirmando que a tendência de subida atravessa todos os prazos.
EURIBOR a 6 meses atinge máximo desde 2024
A leitura mais recente da EURIBOR a 6 meses aproxima-se dos 3%, um patamar que não se via desde 2024. Esta trajetória decorre também da recente subida de juros do BCE, que tende a influenciar de forma indireta os indexantes do crédito habitação em Portugal. Existem diferenças relevantes entre a EURIBOR a 6 meses vs outros prazos: quanto mais curto o prazo, mais rápido o contrato reflete as subidas ou descidas do mercado. Para quem quer perceber o que esperar nos próximos meses, a previsão da EURIBOR aponta para uma manutenção da pressão em alta, enquanto a previsão EURIBOR 2026 e 2027 ajuda a enquadrar este movimento num horizonte mais alargado. Esta notícia junta-se a outras recentes sobre a mesma tendência, disponíveis na secção de notícias de crédito habitação.
A leitura mais recente da EURIBOR a 6 meses aproxima-se dos 3%, um patamar que não se via desde 2024.
Impacto na prestação do crédito habitação
Se tens um crédito habitação com taxa variável indexada a este prazo, é natural que sintas o efeito desta subida na prestação, sobretudo nas revisões semestrais. Para perceber como se calcula esse efeito, vale a pena consultar o artigo sobre o impacto da EURIBOR na prestação. Esta não é a primeira vez este ano que se assinala que a prestação sobe em setembro, num contexto de subida generalizada dos indexantes do crédito habitação. Para muitas famílias, este aumento pode representar o maior aumento em 3 anos da prestação mensal, dependendo do spread contratado e da data da última revisão. Se quiseres perceber melhor porque a prestação aumenta mesmo sem alterações ao contrato, o artigo dedicado ao tema explica em detalhe.
O que podes fazer agora para gerir a subida da prestação
Se sentes o efeito desta subida na prestação, tens várias opções ao dispor, dependendo do teu perfil e do contrato em vigor. Uma primeira hipótese passa por usar o simulador de prestação para perceberes o valor atualizado da mensalidade face à nova EURIBOR a 6 meses. Pode também fazer sentido transferir crédito habitação para uma instituição com condições mais vantajosas, um processo que podes testar previamente através do simulador de transferência. Antes de decidires, podes comparar crédito habitação entre diferentes bancos e perceber onde está o melhor spread do mercado, um fator que pesa tanto ou mais do que a própria EURIBOR no valor final da prestação. Existem ainda outras vias, como renegociar o crédito com o banco atual ou refinanciar crédito habitação junto de outra instituição. Se tiveres poupança disponível, podes ainda simular o efeito de uma amortização antecipada no simulador de amortização, para perceberes se compensa reduzir o capital em dívida antes de a prestação subir ainda mais.
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