Eletricidade dispara: consome-se mais mas preços são baixos

Susana Pedro

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Susana Pedro

O frio intenso de janeiro bateu sucessivos recordes diários de consumo de eletricidade em Portugal. Ainda assim, os preços continuam competitivos na Europa: sabe como isto pode afetar a tua fatura.

Trocos D'Hoje | Energia

Portugal voltou a bater recordes de consumo diário de eletricidade em janeiro de 2026 devido ao frio extremo — seis máximos históricos num só mês.

Mesmo com esta procura elevada, o país mantém preços da eletricidade entre os mais competitivos da Europa, o que pode ajudar a amenizar o impacto na tua fatura este inverno.

Frio intenso leva eletricidade a máximos em Portugal, mas há boas notícias para o teu bolso

O inverno de 2026 está a bater recordes — e não apenas nas temperaturas baixas. Portugal registou o sexto recorde consecutivo de consumo diário de eletricidade em janeiro, com o dia 23 a atingir cerca de 198,1 GWh (gigawatt-hora), segundo dados da REN — Redes Energéticas Nacionais. Isso significa que mais eletricidade foi usada num único dia do que nunca antes no país.

O motivo é óbvio: frio forte é igual a mais aquecimento ligado, mais luz ligada mais horas do dia e maior uso de aparelhos elétricos no geral. Mas como isto mexe com as tuas contas da luz? Vamos por partes.

1. Recordes de consumo significam pressão sobre o sistema… e potencial nas faturas

Quando o consumo dispara, há mais eletricidade a ser usada em casa. O sistema elétrico tem então de garantir energia para todos, o que pode aumentar o preço no mercado grossista em horas de pico.

Isso pode empurrar a tua fatura para cima, especialmente se consomes muita eletricidade nos horários de ponta — como o fim da tarde e início da noite.

E sim, nestes meses de frio é exactamente aí que muitos equipamentos são mais usados.

2. Mas há boas notícias: Portugal continua com preços competitivos na Europa

Apesar dos máximos de consumo, Portugal ainda regista preços de eletricidade entre os mais baixos da Europa. Isto ajuda a aliviar a pressão sobre os custos para comercializadoras e, em última análise, para consumidores.

Em muitos países europeus, o aumento do consumo neste tipo de períodos já se traduziu em faturas bem mais altas. Mas em Portugal o equilíbrio entre energia renovável, interligações e política energética tem ajudado a manter os preços mais controlados.

Em linguagem simples: estamos a consumir muito mais, mas pagamos menos do que muitos dos nossos vizinhos europeus.

3. O inverno está a mudar os hábitos de consumo, e as tuas contas

O que está a acontecer não é apenas um pico isolado: janeiro de 2026 mostrou um padrão consistente de consumo elevado, com crescimento acumulado de cerca de 8,5% em relação ao ano anterior.

Isto indica que o frio não é um evento isolado, mas um impacto real no padrão de consumo familiar: mais aquecimento, mais luz, mais eletrodomésticos ligados, maior uso de carregadores elétricos de veículos — tudo isto pesa na fatura.


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