Portugal alcançou um novo recorde histórico na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em janeiro de 2026, com cerca de 80 % da eletricidade consumida a ser gerada por energia limpa — como hídrica e eólica — num mês em que o consumo também atingiu níveis muito elevados devido ao frio intenso. Os dados da REN mostram que esta fatia de renováveis é uma boa notícia tanto para o ambiente como para o impacto nos custos da eletricidade no mercado nacional.
Portugal bate recorde de eletricidade renovável em janeiro
O mês de janeiro de 2026 entrou para os livros de recordes da energia em Portugal: além de ter registado o maior consumo mensal de eletricidade de sempre, também viu uma cobertura renovável sem precedentes no mix energético nacional.
Segundo dados oficiais da REN — Redes Energéticas Nacionais, o consumo total de eletricidade no mês atingiu cerca de 5,4 TWh, um aumento de mais de 8% face a janeiro do ano anterior.
Mas a grande notícia foi a participação das energias renováveis: Cerca de 80% do consumo elétrico foi abastecido por fontes renováveis, incluindo hídrica, eólica, fotovoltaica e biomassa — uma quota histórica para um mês de inverno no país.
O que significa esta “onda verde”?
Energia renovável no centro
Em janeiro, as condições meteorológicas foram particularmente boas para a produção de energia limpa — especialmente hídrica e eólica — com índices de produtividade acima da média histórica.
Estas fontes somaram cerca de:
37% de eletricidade a partir da hídrica;
35% da eólica;
Fotovoltaica e biomassa contribuíram também com pequenas parcelas relevantes.
Isto não só ajuda no balanço energético como reduz a dependência de combustíveis fósseis ou importados, algo que pode ter impacto positivo na estabilidade e competitividade dos preços da energia a nível doméstico.
Consumo alto e frio intenso — porquê?
O inverno de 2026 está a ser particularmente frio em Portugal, o que se traduziu em:
utilização mais intensa de aquecimento elétrico,
iluminação e aparelhos domésticos no fim do dia;
picos de consumo diários que também bateram recordes ao longo do mês.
Ou seja, mesmo com mais eletricidade a ser pedida pelo sistema (e registando novos máximos no consumo mensal), a produção renovável conseguiu acompanhar essa procura de forma quase massiva — um sinal de maturidade do sistema energético nacional.
E o que pode significar para a minha fatura?
Preços mais estáveis: Quanto maior a produção renovável, menor a necessidade de recorrer a centrais caras ou combustíveis fósseis para equilibrar o sistema. Isso tende a pressionar menos o preço da eletricidade no mercado grossista, que é um dos fatores que influenciam as faturas finais.
Menos volatilidade: Períodos de maior produção limpa podem ajudar a amortecer choques de preços que normalmente acontecem em meses de alta procura (como no inverno).
Possível impacto nos preços ao consumidor: Embora a transição energética não se traduza automaticamente em faturas mais baixas mês a mês, uma maior participação renovável ajuda a controlar a tendência de subida de custos energéticos no longo prazo.
Mas há um outro lado a ter em conta
Apesar da forte contribuição das renováveis, o inverno exigiu também recurso a fontes não renováveis (como gás natural) e importações em certos momentos — o que mostra que o sistema ainda precisa de um equilíbrio inteligente entre várias fontes de energia para garantir segurança de abastecimento.
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