Proteger a Casa Contra Tudo e Todos: Seguro Multirriscos-Habitação

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Proteger a Casa Contra Tudo e Todos: Seguro Multirriscos-HabitaçãoNo início de um novo ano é a altura certa para fazer uma “limpeza” às finanças pessoais e rever os seguros que tem pode perfeitamente ser o primeiro passo para proteger a casa. Lembra-se das enxurradas de 2010 na Madeira quando centenas de famílias ficaram desalojadas?

Legalmente só é obrigatório ter a cobertura de incêndio nas propriedades horizontais, mas, na realidade, muitos mais incidentes podem ocorrer para além deste. Para salvaguardar a habitação ao máximo, só existe um produto que permite isso: o seguro multirriscos-habitação. Conheça connosco as soluções que existem no mercado e que fatores deve considerar.

Porque os problemas não acontecem só aos outros…

Um seguro multirriscos-habitação possui caráter indemnizatório, ressarcindo o tomador do seguro de qualquer prejuízo efetivamente sofrido, cobrindo os danos causados num imóvel e/ou no seu recheio em virtude de incidentes, como catástrofes naturais, incêndios, explosões, indemnização por furto/roubo, estragos causados por água, problemas elétricos, entre outros.

Desta forma, é uma solução para proteger a casa que vai muito para além da apólice obrigatória por lei, que cobre apenas os danos diretamente causados por incêndios em edifícios em propriedade horizontal (sendo muito limitado).

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Considere o exemplo da Mariana, que teve uma avaria na máquina de lavar enquanto estava fora de casa a trabalhar, o que provocou uma inundação no andar de baixo da sua vizinha, que ficou com os eletrodomésticos danificados e o chão de madeira completamente estragado.

Já o José adorava ligar o cobertor elétrico antes de dormir para ter a cama quentinha nos dolorosos meses de janeiro e fevereiro, até ao dia em que se esqueceu de desligar, originando um incêndio no quarto. Por sua vez, no prédio ao lado do seu, a D. Cristina foi vítima de furto por arrombamento na noite da Passagem de Ano…

Problemas como este não acontecem apenas aos outros e a única forma de proteger a casa (e a sua carteira) contra estas situações é mesmo contratar um seguro multirriscos-habitação – só assim será compensado pelos danos.

Como proteger a casa com um seguro multirriscos-habitação?

Pode fazer um seguro como este tanto para o edifício, como para o recheio do imóvel (ou mesmo para ambos), sendo que o capital a segurar deve ser o do valor de reconstrução da casa, ou seja, o valor que o consumidor teria de assumir em caso de destruição total.

Proteger a Casa

Quem vive numa moradia, ao fazer o seguro deve englobar quaisquer anexos contíguos, garagem, piscina, jardim e afins. Já quem mora num apartamento deve incluir o valor proporcional das partes comuns do prédio (como elevadores e telhado).

Tenha ainda atenção à chamada “regra proporcional”, que se aplica quando o capital seguro é inferior ao custo da reconstrução (no caso de edifícios) ou ao custo de substituição de um equipamento ou móvel por um novo. Neste caso, à data do sinistro, a seguradora só pagará a parte dos prejuízos proporcional à relação entre o custo de reconstrução ou de substituição e o capital seguro.

Por exemplo: se o custo de reconstrução de um edifício for de 100.000€ e este estiver seguro por 80.000€, neste caso a seguradora será responsável apenas por 80% dos prejuízos causados, ficando os restantes 20% a cargo do segurado.

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Caso se verifique o oposto – capital seguro superior ao valor de reconstrução ou substituição – a seguradora indemnizará apenas até ao limite máximo do valor de reconstrução ou substituição.

Já no que diz respeito ao recheio, note que deve calcular o montante que seria necessário para substituir os seus utensílios (vestuário, eletrodomésticos e outros) que a casa contém caso ocorresse um sinistro, tendo em atenção que objetos como tapeçarias, armas, jóias, peças de coleção e equipamentos de som e fotografia são considerados como “objetos especiais”.

Todo o conteúdo deve estar corretamente discriminado na apólice, caso contrário a seguradora apenas pagará um valor máximo que não ultrapassa 1.500€. Note que o prémio poderá ser agravado se os objetos especiais ultrapassarem o valor total do recheio em 30%.

Qual a oferta do mercado?

De um modo geral, as seguradoras disponibilizam três pacotes deste produto para proteger a casa: um básico, um intermédio e outro mais completo.

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Ainda assim, mesmo um plano básico de um seguro multirriscos-habitação já oferece um vasto leque de coberturas, sendo que as dez apresentadas na tabela abaixo são as que devem ser consideradas prioritárias e imprescindíveis para a proteger a casa e/ou precaver-se de danos causados a terceiros em virtude de sinistros na sua habitação.

Considerou-se a oferta de quatro das vinte seguradoras que mais cresceram em 2015 relativamente à oferta destes seguros para particulares: Mapfre, Allianz, Caravela e Ocidental.

Para aferir o valor do prémio e efetuar as simulações, recorremos ao perfil da Inês Vicente, que possui um apartamento T4, construído em 2000, com 187 m2, na cidade do Porto junto ao centro.

Esta proprietária pretende segurar tanto o próprio edifício em 150.000€ como o seu conteúdo em 10.000€ (5.000€ para equipamentos e outros 5.000€ para mobiliário) com uma opção base que detenha as coberturas complementares de fenómenos sísmicos (com franquia de 5%) e de riscos elétricos com capital de 2.500€.

Incêndio, raio e explosão Inundações Furto ou roubo Responsabilidade civil Fenómenos sísmicos Prémio Anual
MAPFRE NETCASA BASE

90,26€
ALLIANZ CASA BASE

130,72€
CARAVELA LAR OPÇÃO BASE

157,92€
OCIDENTAL HOMIN BASE

233,01€

Dentro das opções apresentadas, a mais completa é a da Caravela Lar – Opção Base, que inclui todas as coberturas essenciais por 157,92€ anuais. A solução mais acessível é a Mapfre Netcasa Base, cujo prémio anual é de 90,26€ – representando uma poupança de 142,75€ face à mais cara, a Ocidental HOMIN Base – mas não inclui indemnização por furto/roubo, danos por água e riscos elétricos.

O nosso conselho: cuidado com os sismos!

Recomendamos que inclua a cobertura de fenómenos sísmicos na sua apólice de seguro, pois esta cobre os danos que venham a emergir de um tremor de terra, um maremoto ou uma erupção vulcânica (esta última provavelmente mais indicada para açorianos).

Raramente os consumidores dão importância a esta cobertura, mas já imaginou uma catástrofe destas a acontecer-lhe? Certamente, e muito dificilmente, conseguiria cobrir os danos que um terramoto provoca. Além disso, nos contratos de crédito à habitação, os bancos obrigam a subscrever esta garantia.

É claro que se às coberturas essenciais se adicionarem outras, seja avulso ou num pacote mais amplo, o prémio do seguro ficará mais caro. Ainda assim, pode sempre tentar baixar esse valor com soluções que previnam o risco na sua habitação: fechaduras de alta segurança, porta de entrada blindada ou extintores e sistema de deteção de incêndio.

Há que salientar ainda que existem proteções muito específicas que nem sempre todos os consumidores precisam… De que lhe serve ter as coberturas de quebra e/ou queda de antenas parabólicas e painéis solares se não tem estes equipamentos? E se também não possui um jardim em casa, de nada serve a indemnização para reconstituição de jardins.

Todos estes pormenores são avaliados pelas seguradoras na altura de definirem o risco e calcularem o prémio que vão cobrar. Da mesma forma, imóveis em zonas isoladas ou que sejam sede de alguma atividade comercial sofrem agravamentos nos prémios.

E se fizer obras na casa ou comprar objetos valiosos que aumentem o capital seguro do recheio, não se esqueça de avisar a seguradora. De cinco em cinco anos, reveja os valores para ter a certeza de que se encontra sempre protegido!

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Muitas vezes, a necessidade de proteger a casa com um seguro destes só surge quando os problemas acontecem, pois é precisamente nessa altura que mais se precisa. Mas não há nada como prevenir em vez de remediar. Uma habitação é um bem demasiado valioso para não estar seguro.

Nair Dos Santos

Sobre Nair Dos Santos

Especializada em Economia Internacional, a Nair iniciou o seu percurso profissional em Marketing Institucional. Alia a sua criatividade ao universo financeiro com o objetivo de ajudar os portugueses a melhorar a sua literacia financeira e contribuir para o desenvolvimento de uma economia sustentável.