O início de 2026 está a trazer mudanças claras na forma como os portugueses escolhem a taxa de referência do crédito à habitação. A EURIBOR a seis meses está a ganhar peso nos novos contratos, sinalizando uma alteração nas preferências dos consumidores.
Há alterações nas preferências dos consumidores
Segundo o mais recente relatório do ComparaJá, esta taxa passou a representar 42,3% das novas operações, um salto expressivo face aos 33,1% registados anteriormente. A tendência sugere que cada vez mais mutuários procuram soluções intermédias (nem demasiado curtas, nem demasiado longas) numa tentativa de equilibrar estabilidade da prestação com capacidade de adaptação às mudanças do mercado.
Apesar desta subida, a EURIBOR a 12 meses continua a ser a principal referência nos contratos de crédito habitação, representando 56,7% das operações. Ainda assim, a sua ligeira perda de peso mostra que o mercado está a redistribuir preferências, com maior interesse por prazos mais flexíveis.
Já a EURIBOR a três meses registou uma pequena descida. O movimento indica que, embora exista procura por soluções de curto prazo, muitos consumidores parecem preferir horizontes um pouco mais longos, reduzindo a exposição a oscilações frequentes das taxas.
Alteração revela clientes mais informados
Para Rita Sogalho, especialista em crédito habitação, esta evolução revela um comportamento mais informado por parte dos clientes. Segundo a responsável, há cada vez menos decisões automáticas e maior preocupação em perceber como cada prazo influencia a prestação mensal e o custo total do empréstimo.
No global, os dados apontam para um mercado em ajuste fino. A EURIBOR a 12 meses mantém a liderança, mas a taxa a seis meses ganha protagonismo como alternativa equilibrada, refletindo consumidores mais atentos ao risco e à previsibilidade financeira.
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