O momento mais esperado do IRS (reembolso) já arrancou. Nas primeiras semanas da campanha de 2026, o Estado pagou 164,7 milhões de euros em reembolsos, chegando a cerca de 204 mil contribuintes. É um arranque relevante, mas ainda longe do total esperado.
Na prática, isto significa que há uma parte dos portugueses que já recebeu, e uma maioria que ainda está a acompanhar o estado da declaração quase todos os dias.
Mais de 2 milhões já entregaram, mas nem metade foi processada
Os números ajudam a perceber melhor o cenário. Mais de 2,1 milhões de declarações de IRS já foram submetidas. No entanto, apenas uma parte foi efetivamente tratada pela Autoridade Tributária.
Dessas:
Cerca de 745 mil já estão liquidadas;
Mais de 432 mil dão direito a reembolso;
O valor total desses reembolsos ultrapassa os 330 milhões de euros.
Ou seja, há ainda muitos pagamentos por fazer. O montante já processado indica que os 164,7 milhões pagos até agora são apenas uma fração do total.
Porque é que alguns recebem em dias e outros esperam semanas?
Aqui entra o detalhe que faz toda a diferença. O processo de IRS não é automático, mesmo quando parece. Cada declaração passa por várias fases: validação, liquidação, emissão do reembolso e só depois pagamento.
Se houver divergências — despesas mal comunicadas, dados inconsistentes ou necessidade de validação manual — o processo abranda.
E isso explica porque há quem receba em poucos dias e outros fiquem semanas à espera.
IRS automático continua a fazer a diferença
Quem entregou através do IRS automático está claramente em vantagem. Este tipo de declaração já vem pré-preenchida e validada, o que reduz erros e acelera o processamento. Resultado: reembolsos mais rápidos.
Já quem opta pela entrega manual pode ter mais controlo… mas normalmente paga com tempo de espera.
Nem tudo são reembolsos: há 46 milhões a pagar
Do outro lado, há também contribuintes que não vão receber nada, pelo contrário. Cerca de 93 mil declarações resultaram em imposto a pagar, num total de aproximadamente 46 milhões de euros.
Isto acontece quando o imposto retido ao longo do ano foi inferior ao devido, levando a um acerto final negativo.
O calendário continua a contar
Apesar da ansiedade, há um ponto importante: tudo isto ainda está dentro dos prazos normais.
Entrega do IRS decorre até 30 de junho;
Reembolsos podem ser pagos até 31 de agosto.
Ou seja, mesmo que ainda não tenhas recebido, não significa que haja problema.
O que devo fazer agora?
Nesta fase, o mais importante é simples: acompanhar.
Se já entregaste, vale a pena ir verificando o estado da declaração no portal da Autoridade Tributária. Pequenos detalhes podem fazer diferença no tempo de espera. E se o reembolso já estiver como “emitido”, então… é mesmo uma questão de dias até cair na conta.
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