Taxa de poupança das famílias recua no final de 2025

Susana Pedro

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Susana Pedro

A taxa de poupança das famílias em Portugal fechou o ano de 2025 com uma ligeira quebra, fixando-se nos 12,1%.

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De acordo com as informações divulgadas a 26 de março de 2026 pelo INE, a poupança das famílias portuguesas sofreu uma quebra de 0,1 pontos percentuais no último trimestre do ano passado. Apesar de o rendimento ter aumentado, as despesas subiram a um ritmo superior, esmagando a margem disponível para amealhar.

O que motivou a quebra na poupança dos portugueses?

O Rendimento Disponível Bruto registou um crescimento de 1,3% no último trimestre de 2025, impulsionado por um aumento de 1,7% nas remunerações. No entanto, este acréscimo não foi suficiente para reforçar o teu fundo de emergência ou as tuas poupanças.

Isto aconteceu essencialmente por dois motivos:

  • Aumento do consumo — a despesa de consumo final das famílias cresceu 1,4%, superando o ritmo de crescimento dos rendimentos.

  • Investimento em imobiliário — a Formação Bruta de Capital Fixo, que diz respeito maioritariamente ao investimento em habitação, disparou 4%.

O facto de as famílias estarem a canalizar mais recursos para a compra de casa — muitas vezes recorrendo a um crédito à habitação — ajuda a explicar a redução da poupança disponível e a subida do endividamento no final do ano.

O poder de compra não acompanhou os rendimentos

Embora os salários tenham subido, a verdade é que o ganho real foi bastante mais reduzido. Os dados do INE mostram que o rendimento disponível ajustado per capita aumentou apenas 0,3%.

Isto significa que, mesmo ganhando mais, a subida geral do custo de vida e a inflação continuam a absorver uma parte muito significativa do teu orçamento familiar desacelerando o teu verdadeiro poder de compra e impedindo-te de acumular capital ao final de cada mês.

Como proteger as minhas finanças face a este cenário?

Com os dados a demonstrarem uma dificuldade crescente em poupar, torna-se essencial adotar estratégias sólidas para proteger a tua estabilidade financeira. O primeiro passo é reavaliar os teus encargos mensais.

Podes começar por analisar os teus contratos atuais. Muitas vezes, consolidar créditos, rever as coberturas dos seguros ou negociar melhores condições permite libertar centenas de euros por ano. Ao mesmo tempo, reavaliar os teus pacotes de telecomunicações ou a tarifa de energia contratada é uma excelente forma de poupar dinheiro todos os meses, sem perderes a tua qualidade de vida.


Susana Pedro
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