Os valores das taxas EURIBOR — que servem de referência para milhares de créditos à habitação em Portugal — estão mais estáveis em 2026, com tendência de rondarem cerca de 2 % ao longo do ano, segundo mercados e projeções económicas. Essa estabilidade pode dar alguma folga no orçamento familiar, principalmente para quem tem prestações revistas em prazos mais curtos. Aqui está o que isto significa para ti e para a tua carteira.
EURIBOR mais estável este ano: bom sinal para as prestações da casa
As taxas EURIBOR, que influenciam diretamente o custo dos créditos à habitação com taxa variável, estão a mostrar sinais de estabilização em 2026, o que pode trazer algum alívio para muitas famílias portuguesas que têm a casa financiada por banco.
Isto acontece porque o Banco Central Europeu (BCE) tem mantido as taxas directoras sem grandes alterações desde o fim de 2025, o que ajuda a manter a Euribor relativamente controlada.
O que são as taxas EURIBOR?
A EURIBOR (Euro Interbank Offered Rate) é uma taxa de juro de referência usada nos mercados financeiros europeus.
Para muitos portugueses com crédito à habitação com taxa variável, essa taxa serve de base ao cálculo dos juros que pagam todos os meses.
Quando a EURIBOR baixa ou estabiliza, as prestações da casa tendem a subir menos ou até baixar; quando sobe, as prestações aumentam.
Este movimento da EURIBOR que estamos a ver agora não é um corte abrupto, mas antes uma estabilização em torno de valores próximos de 2 %, prevendo-se que se mantenha assim ao longo de 2026, de acordo com vários especialistas e projeções de mercado.
O que isto significa para as famílias?
Mais previsibilidade no orçamento familiar
Para quem tem crédito à habitação indexado à EURIBOR, essa estabilidade significa que as revisões periódicas (normalmente a cada 3, 6 ou 12 meses) não deverão trazer grandes sustos no valor da prestação. Em termos práticos, isso dá mais margem no orçamento mensal.
Redução de risco de subidas fortes de juros
A expectativa de muitos analistas é que a EURIBOR fique por volta de 2% em 2026, um valor bem mais amigável do que os picos que vimos nos anos anteriores.
Importante saber
A EURIBOR a 3, 6 e 12 meses pode flutuar um pouco mês a mês — isto é normal — mas, no geral, a tendência atual é de manter um patamar moderado.
Mesmo com estabilidade, se estás na fase de contratação do teu crédito, verifica sempre qual prazo é usado (3, 6 ou 12 meses) — porque isso influencia diretamente quanto pagas.
Como isto impacta concretamente as prestações
Se tens um crédito à habitação indexado à EURIBOR:
Pagamento mensal pode ficar mais controlado – em comparação com períodos em que a taxa subia sem parar, uma EURIBOR estável torna a prestação mais previsível.
Folga no orçamento em meses de revisão positiva – se a EURIBOR estiver a cair ou estável, o valor revista pode resultar numa prestação igual ou menor do que a anterior.
Por exemplo, algumas projeções indicam que a EURIBOR a 3 meses pode ser cerca de 1,9% ao longo de 2026, uma boa notícia para quem paga prestações reajustadas nesse prazo.
Isto não garante que todas as prestações vão baixar imediatamente — porque depende do spread e outros fatores — mas, de forma geral, este cenário reduz o risco de grandes aumentos mensais.
Dica para quem quer poupar
Queres tirar o máximo partido desta estabilidade? Aqui vão algumas sugestões:
Compara spreads e condições bancárias — saber quanto pagas de spread pode fazer uma grande diferença no total que pagas ao banco.
Acompanha a data de revisão da tua EURIBOR — se for a cada 3 ou 6 meses, descidas podem ter impacto mais imediato no valor da prestação.
Considera renegociar com o banco se encontrares melhores condições noutro lado — especialmente se as taxas se mantiverem estáveis.
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