Depois de mais de dois anos a descer, os juros do crédito à habitação voltaram a subir em março. A taxa média fixou-se em 3,088%, ligeiramente acima dos 3,079% registados em fevereiro.
Esta é a primeira subida desde o início de 2024, interrompendo um ciclo de cerca de 25 meses consecutivos de descida nas taxas associadas aos empréstimos da casa.
O que está a explicar esta subida?
A principal razão está na evolução das taxas EURIBOR, que voltaram a subir recentemente. Este movimento está ligado à instabilidade internacional e às expectativas de novas decisões do Banco Central Europeu.
Como muitos créditos em Portugal estão indexados à EURIBOR, qualquer subida acaba por ter impacto direto no custo dos empréstimos.
Prestação da casa já começou a subir
Com esta alteração, a prestação média da casa também já deu sinais de aumento. Em março, o valor médio subiu para cerca de 402 euros por mês, mais alguns euros face ao mês anterior.
Apesar de ser uma subida ligeira, marca uma inversão face ao alívio que muitas famílias sentiram ao longo dos últimos meses.
Nem tudo são más notícias
Há um ponto importante: nem todos os créditos são afetados da mesma forma.
Nos contratos mais recentes — celebrados nos últimos meses — os juros continuam a apresentar valores mais baixos, com uma média perto de 2,83%, refletindo condições mais competitivas nos novos empréstimos.
Isto significa que quem está agora a contratar crédito ou a renegociar pode ainda conseguir condições mais vantajosas.
O que podes fazer agora?
Se tens crédito à habitação, este pode ser um bom momento para:
Rever o teu contrato;
Analisar a possibilidade de renegociação;
Comparar ofertas no mercado.
Mesmo pequenas diferenças na taxa de juro podem ter impacto na tua prestação mensal — e no total que vais pagar ao banco.
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