Escolher entre o mercado regulado e o mercado livre pode fazer a diferença na tua fatura de eletricidade. O preço do kWh no mercado regulado é definido pela ERSE e segue regras específicas, garantindo estabilidade, mas pode não ser sempre a opção mais económica.
Neste artigo, explicamos o preço atual, como é determinado e como se compara com as tarifas do mercado livre, ajudando-te a fazer a melhor escolha para o teu caso.
1. O que é o mercado regulado de eletricidade?
O mercado regulado de eletricidade é um regime onde os preços são definidos pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). Esta opção está disponível para consumidores domésticos com potência contratada até 41,4 kVA e empresas de menor dimensão.
Atualmente, foi alargada pelo Governo a tarifa regulada até ao final de 2027.
2. Qual é o preço do kWh no mercado regulado em 2026?
De acordo com a ERSE, os preços da eletricidade no mercado regulado são atualizados anualmente, com uma subida média de 1,0% definida para 2026 (Diretiva n.º 1/2026). Em 2026, o preço do kWh é de aproximadamente 0,1654 euros por kWh na tarifa simples, segundo o tarifário em vigor do comercializador de último recurso.
Os preços podem sofrer atualizações trimestrais, conforme definido pela ERSE.
3. Como define a ERSE o preço do kWh?
A definição do preço do kWh no mercado regulado baseia-se em vários fatores, entre os quais:
Custos de produção e distribuição da eletricidade.
Tarifas de acesso às redes, que são aplicáveis a todos os consumidores.
Objetivos de política energética e sustentabilidade, incluindo incentivos à energia renovável.
4. Mercado regulado vs. mercado livre: qual a diferença no preço do kWh?
No mercado livre, os preços são definidos pelas comercializadoras e podem variar conforme o fornecedor e o plano contratado. Em 2026, várias ofertas do mercado livre apresentam preços abaixo dos 0,1654 euros por kWh do mercado regulado, podendo ser uma poupança relevante na fatura em algumas situações.
| Tipo de oferta (potência 6,9 kVA, tarifa simples) | Preço da energia (€/kWh, junho de 2026) |
| Mercado regulado (SU Eletricidade) | 0,1654 |
| Oferta mais competitiva do mercado livre | 0,1341 |
| Tarifa indexada (referência) | 0,1651 |
| Oferta mais cara analisada | 0,1856 |
Vantagens e desvantagens do mercado regulado
Vantagens
Preços definidos pela ERSE, sem variações inesperadas.
Maior transparência na formação das tarifas.
Desvantagens
Preços possivelmente superiores aos do mercado livre.
Menor flexibilidade para escolher tarifas personalizadas.
5. Como mudar para o mercado regulado ou para o mercado livre?
Se queres aderir ao mercado regulado, deves contactar um comercializador de último recurso, como a SU Eletricidade. Caso pretendas transitar para o mercado livre, basta escolher um fornecedor e formalizar o contrato. Nota ainda que, desde 1 de janeiro de 2026, podes mudar de opção tarifária (simples, bi-horária ou tri-horária) a qualquer momento, sem período mínimo de permanência.
6. Como poupar na fatura de eletricidade?
Optando ou não pelo mercado regulado, há formas de reduzir os teus custos:
Compara diferentes ofertas e escolhe a mais vantajosa.
Adota hábitos de consumo eficientes, como evitar o consumo excessivo em horário de ponta.
Aposta em equipamentos eficientes, reduzindo o desperdício energético.
7. O futuro do mercado regulado de eletricidade
O Governo prorrogou o mercado regulado até 31 de dezembro de 2027. Quem está no mercado regulado tem por isso mais tempo para decidir com calma, mas convém ir comparando com o mercado livre, onde as ofertas podem variar bastante entre fornecedores.
O preço do kWh no mercado regulado é atualizado regularmente e pode ser superior ao do mercado livre. Se procuras estabilidade e transparência, esta pode ser uma boa opção. No entanto, antes de escolher, compara as diferentes tarifas e analisa qual a mais vantajosa para o teu consumo.
:quality(80))
:quality(80))
:quality(80))
:quality(50))
:quality(50))
:quality(50))