A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou esta semana as tarifas e preços de eletricidade que vão vigorar em 2026 em Portugal continental. Para quem ainda está no mercado regulado, a fatura deve subir em média 1%, o que equivale a um acréscimo de cerca de 18 a 28 cêntimos por mês para os perfis domésticos mais comuns. Estes valores confirmam a proposta inicial do regulador e representam um aumento inferior à inflação prevista.
ERSE define preços da eletricidade para 2026: o que muda nas faturas
A ERSE anunciou a aprovação das tarifas de eletricidade que vão vigorar a partir de 1 de janeiro de 2026. O regulador confirma que, no mercado regulado de Portugal Continental, as tarifas transitórias aplicadas a clientes domésticos em Baixa Tensão Normal sofrerão uma variação média de +1,0% em relação a 2025.
Este aumento aplicado à energia representa um ligeiro ajuste nas faturas de eletricidade — bem abaixo da evolução dos preços no Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, o que implica que, em termos reais, os consumidores não sentirão um impacto proporcional à inflação.
Qual o impacto na fatura doméstica?
De acordo com o comunicado oficial da ERSE, a variação de 1% traduz-se em aumentos modestos para os perfis domésticos mais representativos:
Um casal sem filhos com 3,45 kVA de potência contratada e um consumo anual de 1.900 kWh verá a sua fatura mensal subir cerca de 18 cêntimos.
Um casal com dois filhos com 6,9 kVA e um consumo anual de 5.000 kWh terá uma fatura cerca de 28 cêntimos mais cara por mês.
Estes valores incluem taxas e impostos, mas excluem a taxa da Direção-Geral de Energia e Geologia.
A ERSE destaca que a variação medida desde 2021 até 2026 situa-se em cerca de 1,7% ao ano em média para quem permanece no mercado regulado, com o maior aumento a ocorrer em 2024.
Mercado liberalizado e descontos sociais
Os preços no mercado liberalizado, onde estão a grande maioria dos consumidores (mais de 5,8 milhões), não são fixos e variam consoante a oferta comercial contratada com cada fornecedor. Neste universo, as faturas dependem de cada contrato, promoção e estratégia comercial adotada pelas operadoras.
Para quem beneficie da Tarifa Social de Eletricidade, tanto no mercado regulado como no liberalizado, há um desconto de 33,8% aprovado para 2026, calculado por referência aos preços de venda aos clientes finais no mercado regulado.
Tarifas de acesso às redes também influenciam os preços
A decisão da ERSE inclui alteração das Tarifas de Acesso às Redes, que são comuns a todos os consumidores, independentemente de estarem no mercado regulado ou liberalizado. Estas tarifas fazem parte do custo final da eletricidade e influenciam o preço que pagamos nas faturas mensais, ligadas à utilização da infraestrutura elétrica.
O que isto significa para o consumidor
Subida moderada: A tarifa regulada aumenta apenas 1%, com impacto limitado na fatura mensal. O aumento está abaixo da inflação prevista, o que significa uma queda real do preço em termos de poder de compra.
Mercado liberalizado: Clientes fora do regulado continuam a ter preços definidos pelos seus contratos, podendo ser mais baixos ou mais altos que a tarifa regulada.
Tarifa Social: Quem tem direito continua a beneficiar de descontos relevantes.
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