ERSE aprova preços da eletricidade para 2026: faturas sobem

Susana Pedro

Escrito por:

Susana Pedro

A ERSE aprovou as tarifas de eletricidade que entram em vigor em janeiro de 2026. No mercado regulado, os preços sobem 1%, com aumentos modestos na fatura mensal.

Trocos D'Hoje Energia 02

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) aprovou esta semana as tarifas e preços de eletricidade que vão vigorar em 2026 em Portugal continental. Para quem ainda está no mercado regulado, a fatura deve subir em média 1%, o que equivale a um acréscimo de cerca de 18 a 28 cêntimos por mês para os perfis domésticos mais comuns. Estes valores confirmam a proposta inicial do regulador e representam um aumento inferior à inflação prevista.

ERSE define preços da eletricidade para 2026: o que muda nas faturas

A ERSE anunciou a aprovação das tarifas de eletricidade que vão vigorar a partir de 1 de janeiro de 2026. O regulador confirma que, no mercado regulado de Portugal Continental, as tarifas transitórias aplicadas a clientes domésticos em Baixa Tensão Normal sofrerão uma variação média de +1,0% em relação a 2025.

Este aumento aplicado à energia representa um ligeiro ajuste nas faturas de eletricidade — bem abaixo da evolução dos preços no Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, o que implica que, em termos reais, os consumidores não sentirão um impacto proporcional à inflação.

Qual o impacto na fatura doméstica?

De acordo com o comunicado oficial da ERSE, a variação de 1% traduz-se em aumentos modestos para os perfis domésticos mais representativos:

  • Um casal sem filhos com 3,45 kVA de potência contratada e um consumo anual de 1.900 kWh verá a sua fatura mensal subir cerca de 18 cêntimos.

  • Um casal com dois filhos com 6,9 kVA e um consumo anual de 5.000 kWh terá uma fatura cerca de 28 cêntimos mais cara por mês.

Estes valores incluem taxas e impostos, mas excluem a taxa da Direção-Geral de Energia e Geologia.

A ERSE destaca que a variação medida desde 2021 até 2026 situa-se em cerca de 1,7% ao ano em média para quem permanece no mercado regulado, com o maior aumento a ocorrer em 2024.

Mercado liberalizado e descontos sociais

Os preços no mercado liberalizado, onde estão a grande maioria dos consumidores (mais de 5,8 milhões), não são fixos e variam consoante a oferta comercial contratada com cada fornecedor. Neste universo, as faturas dependem de cada contrato, promoção e estratégia comercial adotada pelas operadoras.

Para quem beneficie da Tarifa Social de Eletricidade, tanto no mercado regulado como no liberalizado, há um desconto de 33,8% aprovado para 2026, calculado por referência aos preços de venda aos clientes finais no mercado regulado.

Tarifas de acesso às redes também influenciam os preços

A decisão da ERSE inclui alteração das Tarifas de Acesso às Redes, que são comuns a todos os consumidores, independentemente de estarem no mercado regulado ou liberalizado. Estas tarifas fazem parte do custo final da eletricidade e influenciam o preço que pagamos nas faturas mensais, ligadas à utilização da infraestrutura elétrica.

O que isto significa para o consumidor

  • Subida moderada: A tarifa regulada aumenta apenas 1%, com impacto limitado na fatura mensal. O aumento está abaixo da inflação prevista, o que significa uma queda real do preço em termos de poder de compra.

  • Mercado liberalizado: Clientes fora do regulado continuam a ter preços definidos pelos seus contratos, podendo ser mais baixos ou mais altos que a tarifa regulada.

  • Tarifa Social: Quem tem direito continua a beneficiar de descontos relevantes.


Susana Pedro
Susana Pedro
Content Editorial Lead