A exposição das seguradoras portuguesas ao risco de catástrofes naturais (como tempestades, cheias ou incêndios) ultrapassou 1.010 mil milhões de euros, segundo o relatório da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
Este valor revela o crescente desafio que estes eventos representam para o setor e — acima de tudo — para as famílias e proprietários de imóveis, reforçando a importância de ter seguros bem ajustados e compreender o que está coberto quando ocorre um desastre natural.
Seguradoras em risco: mais de 1 trilião de euros expostos a catástrofes naturais em Portugal
O setor segurador português assumiu um nível recorde de exposição ao risco de catástrofes naturais, com um valor superior a 1.010 mil milhões de euros, de acordo com o relatório. Esta cifra representa o montante máximo que as seguradoras poderiam ter de pagar em indemnizações caso todos os riscos fossem ativados simultaneamente. Este é um cenário hipotético, mas útil para medir a dimensão do desafio.
O que quer dizer “exposição ao risco”?
Exposição ao risco é o valor total dos ativos e das responsabilidades que uma seguradora assume em caso de sinistro.
No contexto das catástrofes naturais, isto inclui coberturas como:
casas danificadas por tempestades ou inundações,
reparação de danos após incêndios,
compensações por prejuízos em bens e propriedades.
Quanto maior for o valor assegurado, maior é a responsabilidade potencial da seguradora se forem activados muitos sinistros de uma só vez.
O facto de este valor ultrapassar 1 trilião de euros mostra como o setor está hoje fortemente exposto a riscos climáticos e naturais, refletindo a maior frequência e intensidade destes eventos no país.
Porque importa?
Muita gente pensa que os seguros são “coisas de banco ou empresa”. A verdade é que a exposição ao risco das seguradoras está diretamente ligada ao que pagas (ou deves pagar) no teu seguro doméstico.
Quanto maior o risco global, maior a pressão para ajustar prémios e condições — isto pode significar seguros mais caros ou maior exigência de coberturas específicas.
Ter um seguro completo pode proteger a tua casa e bens de custos inesperados após tempestades, cheias ou outras catástrofes. Ter apenas uma apólice básica pode não ser suficiente para cobrir todos os danos que um evento extremo possa causar, deixando-te com uma conta pesada no fim.
O maior nível de exposição de sempre
O relatório da ASF indica que este nível de exposição é o mais elevado de sempre para o setor segurador nacional em relação a catástrofes naturais. Para além disto, mostra que o crescimento tem sido contínuo nos últimos anos.
Factores que explicam isto incluem:
A maior frequência de eventos extremos (como tempestades, inundações e períodos de chuva intensa).
A valorização dos imóveis e bens assegurados — uma casa hoje vale mais do que há uma década atrás.
Mudanças climáticas que agravam o impacto potencial dos fenómenos naturais.
E o que isto significa para os meus seguros?
Se tens casa própria, carro ou outros bens valiosos, este cenário traz algumas lições práticas:
Revê a tua cobertura
Muitos seguros têm exclusões ou limites em caso de catástrofes naturais. Verifica:
Se a tua apólice cobre tempestades, cheias, inundações ou deslizamentos.
Qual é o valor indemnizável por evento (e se há limites).
Se o teu seguro tem franquia ou co-participação em sinistros climáticos.
Complementa com coberturas adicionais
Em alguns casos, pode valer a pena contratar coberturas extra específicas (como protecção contra cheias ou ventos fortes).
Compara prémios e condições
Dado o risco elevado no país, os prémios podem variar muito entre seguradoras: compara sempre antes de renovar.
Em resumo: o seguro certo pode poupar-te milhares de euros no futuro.
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