Incumprimento no crédito habitação recua em 2025

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Escrito por:

Rita Sogalho

O Banco de Portugal reporta uma descida do incumprimento e um recuo nos reembolsos antecipados no crédito habitação em 2025. Sabe o que mudou e como agir.

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Os dados publicados pelo Banco de Portugal a 23/06/2026 confirmam uma descida do crédito malparado no segmento de habitação ao longo de 2025. A taxa de incumprimento recuou face ao ano anterior e o número de famílias com prestações em atraso diminuiu. Em paralelo, os reembolsos antecipados de crédito habitação registaram um recuo face ao pico dos anos anteriores, o que sugere que menos mutuários sentiram necessidade de amortizar crédito habitação antecipadamente para aliviar encargos.

O que mudou no crédito malparado e nos reembolsos antecipados?

Segundo o Banco de Portugal, a taxa de incumprimento no crédito habitação desceu em 2025 para um nível inferior ao registado em 2024. Esta melhoria significa que uma proporção menor de contratos entrou em situação de default, com mais de 90 dias de atraso no pagamento. Para quem enfrentou dificuldades, existem mecanismos como o Plano de Ação para o risco de incumprimento e a possibilidade de regularizar situações de incumprimento junto da instituição bancária.

No campo dos reembolsos antecipados, o volume total também recuou. Em 2023 e 2024, muitas famílias optaram por usar poupanças para reduzir o capital em dívida, aproveitando a isenção de comissão em contratos de taxa variável. Com a estabilização das prestações, a pressão para antecipar pagamentos diminuiu.

Importante saber

Se enfrentas dificuldades no pagamento do crédito habitação, podes recorrer ao Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI) ou ao PERSI para regularizar a situação junto do teu banco.

Por que desceu o incumprimento no crédito habitação?

A descida das taxas EURIBOR é o principal fator explicativo. Após atingir máximos em 2023, as taxas de referência do mercado interbancário europeu iniciaram uma trajetória de recuo que se prolongou ao longo de 2024 e 2025. Esta evolução reduziu diretamente as prestações de quem tem crédito indexado à EURIBOR, aliviando a taxa de esforço de muitos agregados familiares.

O impacto da EURIBOR na prestação é considerável: uma descida de um ponto percentual pode representar uma poupança mensal relevante em contratos de longa duração. A previsão das taxas de juro aponta para uma estabilização nos próximos trimestres, o que poderá manter esta tendência favorável.

O que posso fazer para rever a minha prestação?

Se a tua prestação ainda reflete condições contratadas durante o período de taxas mais elevadas, este pode ser o momento de agir. Existem duas vias principais:

Antes de decidir, podes simular a tua prestação e comparar o custo total de cada cenário. A ComparaJá permite avaliar propostas de vários bancos num único processo, sem compromisso.


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Rita Sogalho
Team Leader de Consultores Crédito Habitação