O levantamento abrange 31 países da OCDE e 15 economias fora da organização. A maior parte das medidas continua a ser de alívio de preços, sobretudo através de reduções fiscais e de limites regulados. Mas a direção é clara: cerca de 78% dos apoios têm data de fim marcada e cerca de 44% destinam-se a grupos específicos, com destaque para os setores mais expostos, como a agricultura e o transporte de mercadorias.
A par do BCE e do FMI, a OCDE tem pedido aos governos que os apoios sejam temporários e dirigidos a quem mais precisa, para não alimentarem a inflação. Países como França, Países Baixos e Reino Unido já retiraram os apoios universais da resposta de 2026, aqueles que reduziam a fatura de toda a gente, sem distinção.
O que muda para ti?
Se o Estado deixa de garantir descontos transversais, a margem de poupança volta a depender mais das tuas escolhas. E há uma alavanca que controlas por inteiro: a tarifa de energia que tens em casa. Segundo a nossa análise mensal do mercado, a diferença entre a oferta mais económica e a mais cara, para o mesmo consumo, pode ultrapassar várias centenas de euros por ano.
Antes de mudar, vale a pena perceber duas coisas. Primeiro, se faz mais sentido para ti uma tarifa indexada ou uma tarifa fixa: a indexada acompanha o mercado e pode descer, a fixa dá-te previsibilidade. Segundo, qual é a eletricidade mais económica para o teu perfil de consumo e potência contratada. A mudança de comercializador é gratuita e, na maioria dos casos, não tem fidelização.
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