Crise do petróleo: 10 medidas urgentes para poupar

Susana Pedro

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Susana Pedro

A AIE recomenda 10 medidas urgentes para combater a crise do petróleo, incluindo o teletrabalho. Descobre nesta notícia qual o impacto no teu orçamento e como podes ainda assim poupar.

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A instabilidade no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz motivaram a Agência Internacional de Energia (AIE) a emitir um alerta global. Com o preço do barril de crude a ultrapassar a barreira dos 100 dólares, a instituição publicou um relatório de urgência com 10 medidas imediatas para reduzir a procura e mitigar a atual crise de abastecimento. Para os Portugueses, isto significa que é vital prestar atenção a novos hábitos de consumo e mobilidade.

O que ditou a intervenção da AIE?

O conflito geopolítico em curso, envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, gerou aquela que a própria AIE classifica como a maior perturbação de abastecimento na história do mercado global petrolífero. Quando a matéria-prima atinge valores tão elevados, os encargos com transportes e bens de primeira necessidade disparam, um cenário inflacionário que acaba por retirar dezenas de euros à carteira das famílias todos os meses.

Teletrabalho e velocidade: o impacto direto

No topo da lista de recomendações do organismo para reduzir a dependência energética, surgem duas ações estruturais que afetam diretamente a tua rotina:

  • Trabalhar a partir de casa sempre que possível, substituindo o consumo de combustível que seria gerado nas tuas deslocações diárias;

  • Reduzir os limites de velocidade nas autoestradas em pelo menos 10 km/h, uma pequena alteração nas tuas viagens que permite diminuir o consumo do teu automóvel entre 5% e 10%.

Alternativas para uma mobilidade mais eficiente

Se o formato remoto não for viável para a tua profissão, existem alternativas que podem ser consideradas para tornar as tuas deslocações mais acessíveis. A AIE sugere incentivar de forma clara a utilização de transportes públicos e a adoção de sistemas de acesso alternado de carros nos grandes centros urbanos. Partilhar o veículo com colegas de trabalho também é uma excelente forma de dividir custos operacionais e de contornar a fatura exigente nas bombas de gasolina.

Outras recomendações da AIE

Para além das mudanças mais diretas no dia a dia, a Agência Internacional de Energia identifica outras ações que podem ajudar a reduzir o consumo de petróleo a curto prazo, tanto ao nível individual como coletivo:

  • Adotar soluções de mobilidade partilhada, como boleias entre colegas ou familiares, reduzindo o número de carros na estrada e os custos por pessoa;

  • Melhorar os hábitos de condução, optando por uma condução mais eficiente (evitar acelerações bruscas, manter velocidades constantes), o que pode ter impacto direto no consumo de combustível;

  • Otimizar o transporte de mercadorias, através de rotas mais eficientes, melhor manutenção dos veículos e cargas mais bem distribuídas — uma medida essencial para empresas;

  • Reduzir o uso de GPL nos transportes, privilegiando a sua utilização em necessidades essenciais, como cozinhar;

  • Evitar viagens de avião sempre que existam alternativas viáveis, como comboio ou outros meios de transporte menos dependentes de combustíveis fósseis;

  • Substituir equipamentos a gás por elétricos, sobretudo em casa, sempre que possível, contribuindo para uma menor dependência de combustíveis fósseis;

  • Aumentar a eficiência na indústria, através de melhorias operacionais e manutenção, permitindo reduzir o consumo energético sem grandes investimentos.


Susana Pedro
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