Segundo os dados mais recentes do setor, o consumo de eletricidade em Portugal alcançou os 14.624 GWh no primeiro trimestre deste ano, um valor que supera o máximo registado em 2025. Neste cenário de forte procura, as fontes renováveis foram responsáveis por garantir o fornecimento de 80,4% de toda a energia elétrica consumida a nível nacional entre janeiro e março.
Vento e água pesaram na produção de eletricidade
Esta transição energética é fundamental para assegurar que não te falte energia no dia a dia, mantendo a estabilidade de toda a rede. A produção nacional dividiu-se de forma estratégica:
Energia hídrica — assumiu a liderança com um peso de 38% no abastecimento.
Energia eólica — garantiu 31,9% da produção, o que representa um aumento de 12,4% face ao período homólogo.
Solar e biomassa — sofreram quebras de 7,5% e 8,2%, respetivamente, mas continuam a ser pilares fundamentais da rede.
Um dos grandes motivos de celebração é a descida na dependência energética do exterior. O saldo importador caiu mais de metade (54%), colocando Portugal mais perto da autossuficiência. Se no primeiro trimestre de 2025 o nosso país dependia de fora para suprir 7,5% das necessidades, esse valor fixou-se agora em apenas 3,3%.
Estados Unidos lideram o fornecimento de gás natural
Apesar de o vento e a água dominarem a produção, o gás natural mantém o seu estatuto de aliado crucial para garantir a segurança no abastecimento. O consumo deste recurso aumentou 13,8%, impulsionado essencialmente pelas centrais que geram eletricidade nos momentos de maior pico de procura diária.
A geografia das nossas importações também sofreu alterações notórias. Atualmente, os Estados Unidos são o principal parceiro e fornecedor de Portugal, garantindo 36,6% de todo o gás consumido. Seguem-se a Nigéria (30,8%), as interligações com Espanha (18,1%) e, por fim, a Rússia (9,5%). Se tens dúvidas sobre qual a opção mais rentável para equipar a tua casa face a esta realidade mista de fontes, podes sempre ler o nosso artigo sobre gás vs. eletricidade: Qual é o mais barato?.
Qual o meu papel na transição energética?
As entidades do setor, como a ADENE e a REN, alertam que não basta produzir muita energia verde; é preciso consumi-la de forma altamente eficiente. A integração do vento e do sol na rede exige inteligência e colaboração.
Ao adotares boas práticas em casa e ao comparares ativamente as propostas de energia em Portugal, contribuis para reduzir o desperdício global. Cada pequeno gesto teu é um passo decisivo para tornar o país num exemplo mundial de sustentabilidade e poupança.
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