Queda de 22% na oferta de arrendamento em Portugal
A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao período homólogo de 2025, segundo dados avançados pela Agência Lusa e divulgados pela CNN Portugal e pela SIC Notícias a 22/07/2026. O stock nacional de imóveis disponíveis para arrendamento de longa duração desceu para 40.716 casas. Já a variação face ao trimestre anterior foi de apenas 0,3% negativos, praticamente estável, o que sugere uma quebra sobretudo anual e não um colapso súbito nos últimos três meses.
O recuo não é uniforme. Entre as capitais de distrito, Coimbra (-58%), o Porto (-52%) e Lisboa (-27%) tiveram as maiores quebras homólogas. Em sentido inverso, o Funchal, Viana do Castelo e Vila Real registaram subidas da oferta acima de 50%, um sinal de que a crise na habitação atinge sobretudo os grandes centros urbanos.
Coimbra (-58%), o Porto (-52%) e Lisboa (-27%) tiveram as maiores quebras homólogas na oferta de arrendamento, enquanto Funchal, Viana do Castelo e Vila Real registaram subidas acima de 50%.
Porque está a diminuir a oferta de casas para arrendar?
A quebra de oferta cruza-se com uma procura que já era elevada: há meses que se fala em 17 famílias interessadas por cada arrendamento disponível nas grandes cidades. Este desfasamento oferta e procura explica em parte a subida das rendas nos últimos anos.
O governo já respondeu com medidas para aumentar arrendamento disponível, incluindo um corte de impostos no arrendamento dirigido a proprietários. A Comissão Europeia também apresentou entretanto um plano europeu para habitação acessível, e o executivo português avançou com novas medidas para a habitação pública. O efeito destas políticas na oferta ainda não é visível nos números do segundo trimestre.
O que podes fazer se procuras casa para arrendar ou comprar?
Com menos casas disponíveis para arrendar, a decisão entre comprar ou arrendar casa ganha peso. Vale a pena perceber como se calcula a renda ideal para o teu orçamento e comparar esse valor com a prestação de um crédito habitação, sobretudo numa altura em que os preços das casas em alta também pressionam quem quer comprar.
Se optares por arrendar, é importante conhecer bem o contrato de arrendamento e as regras do regime do arrendamento urbano. Se a compra parecer mais vantajosa a prazo, podes simular crédito habitação e comparar propostas de vários bancos antes de decidir, com base no teu perfil financeiro e não apenas na pressão do mercado de arrendamento.
O valor de 22% negativos baseia-se em dados atribuídos por agências noticiosas a um estudo de mercado imobiliário, sem acesso à publicação original para verificação direta. O impacto concreto nas rendas médias ainda não está confirmado.
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