Como funciona a aprovação de crédito pessoal em Portugal?

Oney autor convidado

Escrito por:

Oney

Perceba como os bancos avaliam o seu pedido de crédito pessoal, desde a taxa de esforço ao perfil profissional, e descubra o que fazer em caso de recusa.

buy now pay later

Antes de pedir crédito pessoal, convém perceber o que determina a decisão do banco. As entidades financeiras analisam o seu rendimento, a estabilidade profissional e o historial de crédito antes de aprovar qualquer financiamento. Conhecer estes critérios permite-lhe preparar o pedido de forma mais eficaz e evitar uma recusa inesperada. Se quer comparar crédito pessoal entre várias entidades, comece por entender as regras que regem o processo.

Importante saber

A ComparaJá.pt é intermediário de crédito autorizado pelo Banco de Portugal (registo n.º 0000375). Toda a informação neste artigo é imparcial e não privilegia qualquer entidade credora.

Que critérios usam os bancos para aprovar um crédito pessoal?

Quando submete um pedido de crédito ao consumo em Portugal, a entidade credora avalia um conjunto de fatores para medir o risco de incumprimento. Os critérios que os bancos avaliam são semelhantes na maioria das instituições, embora cada uma aplique modelos internos de scoring próprios.

Os principais elementos de análise são:

  • Rendimento líquido mensal: o valor que recebe depois de impostos e descontos obrigatórios. Quanto mais elevado, maior a capacidade de pagamento reconhecida pela entidade.

  • Estabilidade profissional: contratos sem termo são preferidos. Vínculos recentes ou contratos a prazo podem exigir garantias adicionais.

  • Historial de crédito (CRC): a Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal regista todas as suas responsabilidades ativas. Situações de crédito malparado e recusa pesam negativamente na avaliação.

  • Taxa de esforço: a proporção do rendimento já comprometida com prestações.

  • Idade e prazo: a idade do requerente pode limitar o prazo máximo do empréstimo, especialmente em montantes elevados.

Para agilizar a análise, reúna antecipadamente os documentos necessários para o crédito pessoal. Qualquer lacuna na documentação pode atrasar a resposta em vários dias.

O que é a taxa de esforço e qual o limite para conseguir aprovação?

A taxa de esforço é a percentagem do seu rendimento líquido mensal destinada ao pagamento de prestações de crédito.

O Banco de Portugal recomenda que a taxa de esforço total não ultrapasse os 45% para novos contratos de crédito, ou seja, o total das prestações mensais de todos os créditos não deve exceder 45% do seu rendimento líquido mensal.

Um exemplo prático: se o seu rendimento líquido é de 1.200 euros por mês e já paga 300 euros em prestações, a sua taxa de esforço ronda os 25%. Teria margem para um novo financiamento, desde que a prestação adicional não elevasse o rácio acima do limiar recomendado.

Quando este indicador já está próximo do limite, a probabilidade de recusa aumenta consideravelmente. O tema de DSTI e recusa de crédito ajuda-o a compreender as implicações práticas.

O que é o DSTI? É o limite ao rácio entre o montante total das prestações mensais associadas a todos os empréstimos detidos pelo mutuário e o seu rendimento mensal líquido de impostos e contribuições obrigatórias à Segurança Social.

Como varia a aprovação conforme o meu perfil profissional?

O tipo de vínculo laboral tem um peso relevante na análise de risco. Cada perfil enfrenta exigências diferentes.

Trabalhador por conta de outrem

Este é o perfil com maior previsibilidade para os bancos. Um contrato sem termo e um rendimento estável facilitam a aprovação. A documentação habitual inclui recibos de vencimento dos últimos três meses e a declaração de IRS do ano anterior. No entanto, dependendo do montante, a instituição pode determinar os rendimentos e as despesas regulares do consumidor por estimativa, com base em informações que considere suficientes, sempre que esteja em causa a celebração de um contrato de crédito de montante igual ou inferior ao valor equivalente a dez vezes a remuneração mínima mensal garantida.

Trabalhador independente ou a recibos verdes

Quem trabalha como independente precisa, regra geral, de apresentar dois a três anos de declarações de IRS e o último recibo verde emitido. O rendimento considerado é a média líquida desse período, o que pode penalizar profissionais com faturação irregular. Se é ENI (Empresário em Nome Individual), consulte as condições de crédito para trabalhadores independentes ENI, adaptadas a este perfil por algumas financeiras.

Reformado

Quem recebe uma pensão fixa beneficia de um rendimento previsível, o que pode ser uma vantagem na avaliação. A principal restrição prende-se com o prazo máximo do empréstimo, frequentemente condicionado pela idade do requerente no momento do pedido. No caso de o contrato de crédito vigorar para além da idade legalmente prevista para a sua reforma, a instituição deve ponderar a eventual redução futura do rendimento auferido pelo consumidor. Convém consultar o mapa de responsabilidades para confirmar que não existem registos antigos a afetar a análise.

Jovem em início de carreira

Para quem ainda não acumula um longo historial profissional, algumas entidades oferecem condições mais flexíveis. Consulte as opções de crédito pessoal e compare as propostas disponíveis.

Quanto tempo demora a aprovação de um crédito pessoal?

O prazo de resposta varia conforme o tipo de entidade e a complexidade do pedido. Na prática, existem três cenários comuns:

Tipo de entidadePrazo indicativo de resposta
Financeira especializada (online)Alguns minutos a dois dias úteis
Banco tradicional (balcão)Três a sete dias úteis
Pedidos com documentação adicionalPode ultrapassar uma semana

Estes prazos são indicativos e dependem da completude dos comprovativos enviados. Se submete toda a documentação de uma só vez, o processo tende a ser mais célere. Para opções com resposta rápida, pode explorar o crédito rápido de aprovação imediata ou o crédito pessoal online, onde a análise é, regra geral, mais ágil do que no balcão.

Porque é que o meu crédito pessoal foi recusado e o que posso fazer?

Uma recusa pode ter várias origens. As mais frequentes são:

  • Taxa de esforço acima do limiar aceite pela entidade.

  • Incidentes registados na CRC, como pagamentos em atraso ou crédito em incumprimento.

  • Rendimento insuficiente ou instável para o montante solicitado.

  • Registo na chamada lista de incumprimentos do Banco de Portugal.

O que posso fazer depois de uma recusa?

Se o seu pedido foi recusado, existem caminhos concretos antes de desistir:

  1. Reduza a taxa de esforço. Pondere consolidar ou amortizar créditos existentes para libertar margem. Consulte estratégias para evitar incumprimento no crédito e reorganizar os encargos.

  2. Corrija o seu registo na CRC. Se existem dívidas já liquidadas que ainda constam como ativas, solicite a atualização junto da entidade credora.

  3. Peça um montante inferior ou um prazo mais curto. Uma prestação mais reduzida pode colocar a taxa de esforço dentro do limite aceitável.

  4. Procure uma entidade diferente. Cada instituição aplica critérios próprios. Se tem dificuldades, consulte as opções de empréstimo.

  5. Recorra ao apoio ao sobre-endividamento. A Rede de Apoio ao Consumidor Endividado do Banco de Portugal e a DECO oferecem mediação gratuita para renegociação de dívidas.

Antes de submeter um novo pedido, vale a pena escolher o melhor crédito pessoal para o seu perfil, comparando TAEG, prazo e condições de aprovação entre várias entidades.

Oney Bank - Sucursal em Portugal registada no Banco de Portugal com o n.º 881


Oney autor convidado
Oney
Especialista em crédito pessoal