A taxa EURIBOR a três meses atingiu, a 20 de julho de 2026, o valor mais elevado desde março de 2025. Dados do agregador EURIBOR-rates.eu, que publica os valores com um desfasamento de até 24 horas face à fixação oficial do EMMI (European Money Markets Institute), situam a fixação de 17/07/2026 em 2,483%, o culminar de uma subida quase contínua ao longo do mês: a taxa estava em 2,312% a 01/07/2026. Podes consultar a EURIBOR hoje na página dedicada da ComparaJá, actualizada com a evolução diária.
A subida da EURIBOR a três meses
Entre 01/07/2026 e 17/07/2026, a EURIBOR a três meses passou de 2,312% para 2,483%, com subidas quase diárias registadas pelo mesmo agregador. Esta trajectória contrasta com o comportamento visto na evolução recente da EURIBOR, em que os prazos de três e 12 meses tinham vindo a descer, e também com o período em que a EURIBOR mais estável marcou o início do ano. Quem quiser perceber as diferenças entre prazos pode consultar o artigo sobre EURIBOR a 3, 6 ou 12 meses.
Entre 01/07/2026 e 17/07/2026, a EURIBOR a três meses passou de 2,312% para 2,483%, segundo dados do agregador EURIBOR-rates.eu.
Impacto na prestação do crédito habitação
A EURIBOR a três meses é um dos indexantes usados no crédito habitação em Portugal, pelo que a sua subida tende a reflectir-se no valor das prestações indexadas a esta taxa nas revisões seguintes. O impacto na prestação da casa depende da periodicidade de revisão do contrato e do spread do crédito habitação aplicado pelo banco. Quem tem taxa mista no crédito habitação só sentirá o efeito quando terminar o período fixo inicial, ao contrário de quem optou por taxa totalmente variável. Vale a pena lembrar que os juros do crédito habitação tinham vindo a descer em dezembro, pelo que esta subida de julho pode representar uma inversão de tendência a acompanhar nas próximas fixações.
Como podes reagir à subida da EURIBOR
Antes de qualquer decisão, podes simular a prestação da casa com o valor actualizado da EURIBOR e perceber quanto pode subir a tua mensalidade. Se o teu spread já não é competitivo, existe a opção de baixar o spread por renegociação directa ou de transferir o crédito habitação para outra instituição, processo que podes simular no simulador de transferência de crédito. Para perceber se vale a pena transferir crédito no teu caso, o cálculo depende do capital em dívida e do prazo restante. Quem tiver alguma poupança disponível pode ainda simular amortização antecipada, e quem preferir reavaliar as condições actuais pode renegociar o crédito habitação com o banco. Antes de escolher taxa fixa ou variável num crédito novo, podes comparar crédito habitação entre bancos e calcular a taxa de esforço para perceber a margem orçamental disponível. Quem quiser acompanhar tendências futuras pode ainda consultar a previsão da EURIBOR.
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