As médias mensais da EURIBOR a três e seis meses subiram em junho de 2026, conforme avançou a CNN Portugal em 30/06/2026. O prazo de três meses fechou nos 2,339%, mais 11,3 pontos base face a maio. O de seis meses atingiu os 2,596%, uma subida de 6,0 pontos base. A EURIBOR a 12 meses ficou praticamente estável, com um recuo de apenas 0,6 pontos base para 2,798%. O movimento nos prazos curtos contrasta com a EURIBOR mais estável no início do ano e com o ritmo de descida dos juros dos bancos centrais registado nos trimestres anteriores.
Estes valores são médias do mês completo de junho, publicadas no início de julho de 2026. A fonte primária oficial da EURIBOR é o EMMI (European Money Markets Institute). Os dados apresentados provêm de uma compilação secundária e podem ser confirmados em emmi-benchmarks.eu para efeitos contratuais.
A fonte primária oficial da EURIBOR é o EMMI (European Money Markets Institute). Os dados apresentados podem ser confirmados em emmi-benchmarks.eu para efeitos contratuais.
Quanto subiu a EURIBOR a 3 e 6 meses em junho?
A tabela resume a evolução nos três prazos de referência para as taxas de juro no crédito habitação:
| Prazo | Média junho 2026 | Média maio 2026 | Variação |
| 3 meses | 2,339% | 2,226% | +11,3 p.b. |
| 6 meses | 2,596% | 2,536% | +6,0 p.b. |
| 12 meses | 2,798% | 2,804% | -0,6 p.b. |
A subida mais expressiva deu-se no prazo de três meses. A variação de 0,6 pontos base na EURIBOR a 12 meses está dentro da margem de arredondamento e não configura uma descida relevante. A página de EURIBOR hoje atualizada permite acompanhar a evolução diária. O artigo sobre a EURIBOR a 3, 6 ou 12 meses ajuda a perceber qual o prazo relevante para cada contrato, e as oscilações recentes da EURIBOR contextualizam este movimento.
Como é que esta subida afeta a minha prestação de crédito habitação?
A maioria dos créditos à habitação em Portugal está indexada à EURIBOR a seis ou 12 meses, segundo o Banco de Portugal. Com taxa variável, o impacto da EURIBOR na prestação depende do prazo de indexação e da data de revisão do contrato. A média mensal utilizada pelo banco pode ser a do mês anterior ou de dois meses antes da revisão.
Num exemplo ilustrativo, para um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread do crédito habitação de um ponto percentual, a subida de 6,0 pontos base na EURIBOR a seis meses poderá representar um acréscimo na ordem dos cinco euros mensais. A variação da prestação da casa ao longo dos últimos meses mostra como cada alteração se reflete no orçamento familiar. A previsão das taxas de juro e o mapa de prestações mensais permitem antecipar diferentes cenários.
O que posso fazer para reduzir o impacto na minha prestação?
Existem várias formas de amortecer o efeito de novas subidas:
Renegociar as condições do crédito junto do banco atual, nomeadamente o spread, pode resultar numa prestação mais acessível.
Amortizar parcialmente o capital em dívida reduz o montante sobre o qual incidem os juros. Convém confirmar com o banco as condições atuais de comissão por amortização antecipada.
Avaliar se vale a pena transferir o crédito para outra instituição. A página de transferência de crédito habitação permite comparar propostas.
Ponderar a mudança para taxa fixa ou variável, ou considerar uma taxa mista como alternativa, que combina estabilidade inicial com indexação posterior.
Verificar se tens acesso a apoios ao crédito habitação ou a bonificação de juros no crédito, medidas que podem aliviar o encargo mensal.
Para perceberes qual o cenário mais vantajoso, simula a tua prestação mensal no simulador de crédito habitação da ComparaJá.
Convém confirmar com o banco as condições atuais de comissão por amortização antecipada.
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