Um estudo do INE publicado em junho de 2026 conclui que o PIB é o indicador com maior peso na evolução do preço das casas em 2026 em Portugal, superando o impacto da EURIBOR na prestação e na formação dos preços. A conclusão contraria a narrativa dominante, que tende a centrar a subida dos valores na variação das taxas de juro.
Os preços das casas em Portugal quase triplicaram na última década, com um crescimento médio de 11% ao ano, segundo o Índice de Preços da Habitação do INE.
O que mostram os dados do INE sobre a última década?
Segundo o Índice de Preços da Habitação do INE, os preços das casas em Portugal quase triplicaram na última década, com um crescimento médio de 11% ao ano. Este ritmo colocou Portugal no topo da subida de preços no contexto europeu e alimentou um ciclo de investimento imobiliário em Portugal sem precedentes recentes.
Durante o mesmo período, a EURIBOR atravessou oscilações extremas: atingiu valores negativos e ultrapassou os 4% no verão de 2023. Ainda assim, os preços mantiveram uma trajetória ascendente consistente, o que levou os investigadores do INE a procurar outros fatores explicativos.
preços sobem o dobro das rendas
Porque é que o PIB se sobrepõe à EURIBOR na formação dos preços?
O estudo demonstra que o crescimento económico, medido pelo PIB, tem uma correlação mais forte com a valorização do mercado habitacional do que as taxas de juro no crédito habitação. Quando a economia cresce, aumentam o rendimento disponível, a procura de habitação e a confiança dos compradores, o que pressiona os preços em alta.
A EURIBOR, por sua vez, influencia sobretudo o custo mensal do financiamento, mas não determina, por si só, a dinâmica entre oferta e procura. Podes consultar as taxas EURIBOR atualizadas para acompanhar os valores mais recentes e a previsão descida da EURIBOR para os próximos meses. Com uma EURIBOR mais estável em 2026, o fator decisivo continua a ser a robustez da economia.
O que significa isto para quem procura crédito habitação em 2026?
Se estás a ponderar comprar casa, este estudo sugere que deves olhar para o contexto económico global, e não apenas para a taxa do teu empréstimo. Mesmo com taxas de juro em queda, os preços podem continuar a subir enquanto o PIB mantiver uma trajetória positiva, o que pode significar um peso da habitação no orçamento familiar cada vez mais significativo.
A análise do mercado de habitação da ComparaJá permite-te acompanhar estas tendências em tempo real. Para perceberes quanto podes pagar de prestação nas condições atuais, simula o teu crédito habitação e compara propostas de diferentes bancos.
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