A produção de eletricidade com origem em fontes renováveis desceu para 75% do total gerado em Portugal até julho de 2026, segundo dados avançados pela Associação de Energias Renováveis (APREN) e citados pela agência Lusa a 11 de agosto de 2026. O valor confirma uma travagem face aos meses anteriores, numa altura em que o país tinha registado sucessivos períodos de forte produção verde.
A produção de eletricidade com origem em fontes renováveis desceu para 75% do total gerado em Portugal até julho de 2026, segundo a APREN, citada pela agência Lusa a 11 de agosto de 2026.
Renováveis caem para 75% da produção elétrica até julho
Este resultado surge depois de um ciclo de meses em que a energia limpa bateu marcas elevadas. Em junho, as renováveis em julho tinham garantido 71% da eletricidade consumida no país, e o primeiro trimestre do ano já tinha ficado marcado por um recorde de renováveis. Também em janeiro se tinha assinalado um recorde renovável em janeiro. A descida para 75% não significa que a produção verde tenha deixado de dominar o mix energético nacional, mas indica uma travagem no ritmo de crescimento registado desde o início do ano.
Que fontes pesaram mais e o que explica a descida?
A APREN não detalhou publicamente, no comunicado citado pela Lusa, a repartição exata entre as diferentes tecnologias que compõem o mix renovável nacional, pelo que a evolução de cada fonte, hídrica, eólica, solar ou biomassa, ao longo destes meses deverá ser esclarecida em análises posteriores. Ainda assim, a tendência acompanha o que se tem observado noutros períodos do ano, em que a produção de eólica e solar em Portugal tende a oscilar consoante as condições meteorológicas. O comportamento do mercado ibérico OMIE e a necessidade pontual de importação de eletricidade ajudam também a explicar porque é que a percentagem renovável varia de mês para mês.
recorde de energia solar
Como poupar na fatura de eletricidade apesar da variação da produção renovável
Para o consumidor, a oscilação do peso das renováveis no mix energético nacional tem impacto direto no preço da eletricidade, já que uma produção elevada costuma pressionar os preços em baixa, ao passo que uma menor contribuição verde pode empurrar o preço do kWh regulado e os tarifários de mercado livre em sentido contrário. Nestes períodos de variação, poderá compensar avaliar se um tarifário indexado se ajusta melhor ao perfil de consumo do agregado familiar. Quem quiser poupar na fatura de energia pode recorrer ao comparador de eletricidade da ComparaJá, que permite avaliar diferentes ofertas dependendo do perfil de consumo e da região.
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