O seguro de doenças graves é um produto financeiro que paga um capital único ao segurado caso lhe seja diagnosticada uma das doenças graves listadas na apólice, como cancro, enfarte do miocárdio ou AVC. Em Portugal, este tipo de seguro é supervisionado pela ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) e funciona de forma distinta do seguro de vida tradicional. Este artigo explica que doenças costumam estar cobertas, como funciona o período de carência, quais as exclusões mais comuns e se vale a pena contratar este seguro.
Em Portugal, o seguro de doenças graves é supervisionado pela ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).
Que doenças estão cobertas por um seguro de doenças graves?
As condições gerais publicadas por seguradoras como a Fidelidade e a Ageas costumam listar diagnósticos como cancro, enfarte do miocárdio e AVC entre as doenças cobertas por este tipo de apólice. Cada seguradora define a sua própria lista de patologias, pelo que a cobertura pode variar de contrato para contrato. Algumas apólices cobrem apenas três ou quatro doenças, enquanto outras incluem uma lista mais alargada, com dez ou mais patologias distintas. Antes de contratar, convém confirmar junto da seguradora quais os diagnósticos exactos incluídos e em que condições o capital é pago. Quem procura complementar esta protecção pode também considerar um seguro de proteção de rendimento, que cobre a perda de rendimento durante um período de incapacidade, ou avaliar qual o melhor seguro de saúde para acompanhamento médico contínuo. Também é frequente associar esta protecção a um seguro dentário, sobretudo em pacotes de saúde mais completos.
Como funciona o período de carência?
O período de carência corresponde ao intervalo de tempo entre a data de início do contrato e o momento em que as coberturas passam a estar efectivamente disponíveis. Durante esta fase, mesmo que seja diagnosticada uma doença grave listada na apólice, a seguradora poderá não pagar o capital previsto. A duração exacta da carência varia consoante a seguradora e o tipo de doença coberta, pelo que deve ser confirmada nas condições gerais antes da assinatura. Este mecanismo é semelhante ao que se verifica noutros seguros de saúde com carência, onde certas coberturas só ficam disponíveis passados alguns meses de contrato. Ignorar este prazo é um erro frequente entre quem contrata este tipo de seguro à pressa, sem comparar as condições entre seguradoras.
Quais são as exclusões mais comuns?
As exclusões mais frequentes incluem doenças pré-existentes não declaradas no momento da contratação, diagnósticos realizados antes do início do contrato e situações resultantes de negligência médica comprovada ou de actividades de risco elevado. Cada seguradora define a sua própria lista de exclusões nas condições gerais, pelo que a leitura atenta do contrato é essencial antes de assinar. Omitir informação de saúde relevante na proposta é um dos erros ao contratar seguros mais comuns, e pode resultar na recusa de pagamento do capital em caso de diagnóstico. Comparar exclusões entre diferentes propostas ajuda a perceber que protecção está realmente incluída antes de tomar uma decisão, sobretudo quando existem antecedentes clínicos na família.
Omitir informação de saúde relevante na proposta pode resultar na recusa de pagamento do capital em caso de diagnóstico.
Qual a diferença entre seguro de doenças graves e seguro de vida?
O seguro de doenças graves paga habitualmente um capital único assim que é confirmado o diagnóstico de uma das doenças listadas na apólice, independentemente de existir incapacidade permanente. Já o seguro de vida paga por morte ou invalidez do segurado, protegendo geralmente a família ou o crédito associado. Existem ainda diferentes tipos de seguro de vida, consoante o produto seja de capital fixo, decrescente ou combinado com outras coberturas. Ao contrário de um seguro de vida resgatável, o seguro de doenças graves não acumula valor de resgate: é um seguro de risco puro, pensado para um único momento de pagamento. Perceber como se define o capital seguro de vida ajuda a comparar as duas soluções e a decidir se compensa contratar ambas em complemento, ou consultar como recuperar dinheiro do seguro de vida em situações específicas de resgate ou resolução antecipada.
Quanto custa e vale a pena contratar um seguro de doenças graves em Portugal?
O prémio de um seguro de doenças graves depende de factores como a idade, o estado de saúde, o capital seguro escolhido e o histórico clínico do proponente, à semelhança do que acontece com como funciona o prémio do seguro noutros produtos de risco. Não existe um valor fixo de mercado, e qualquer estimativa deve ser confirmada directamente junto das seguradoras, num contexto em que o aumento dos seguros de saúde já tem vindo a pressionar os orçamentos das famílias portuguesas. A associação deste seguro a operações de crédito habitação carece de confirmação: ao contrário do seguro de vida, o seguro de doenças graves não é, à partida, um requisito exigido pelos bancos, mas poderá ser sugerido como complemento voluntário, dependendo da instituição financeira. Vale a pena contratar dependendo do perfil de risco, da existência de outras coberturas e da capacidade financeira para suportar o prémio ao longo dos anos. Comparar propostas de diferentes seguradoras, com atenção às coberturas, à carência e às exclusões, é o primeiro passo antes de tomar uma decisão informada.
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